Oruam tem 25 anos é uma das grandes revelações do trap, nos últimos meses.

Quem é Oruam? Funkeiro é alvo de PL que impede contratação de artistas que “fazem apologia a drogas”

Fã de Neymar e um dos artistas mais ouvidos nas plataformas digitais, Oruam é alvo de ofensiva contra músicas de “apologia ao crime”

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Se você usa TikTok , Instagram ou acompanha seus filhos durante a navegação nesses aplicativos, com certeza você já ouviu a música, “Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim”. Nos versos a música cita traz: “Ô, garota, eu quero você só pra mim (pra mim)/Botou a bunda com o dinheiro do Tigrin’ (no complexo)/Vem pro Rio que tu sabe que sou cria (no complexo)/Vem mostrando esse bundão de academia (no complexo)”. A canção é um dos sucessos de Oruam.

Todavia, além de Oruam, ela também conta com as participações de Zé Felipe, MC Tuto e Rodrigo do CN. A música é um grande sucesso e tem coreografia além de embalar vídeos de academia, humor e até receitas. Oruam é um rapper de 25 anos, com mais de 8 milhões de seguidores e um dos artistas mais requisitados dos grandes festivais nacionais. Ele também é filho de Marcinho VP. Marcinho é apontado como líder da facção criminosa Comando Vermelho. Ele está preso no Rio de Janeiro.

Quem é Oruam?

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Desde meados de 2023, Oruam vem despontando no cenário de funk e rap. Desde o ano passado, mesmo sem nenhum disco, o músico tem mais de 10 milhões mensais de ouvintes no Spotify. A maioria dos temas de suas músicas trazem ostentação, sexo e o fato de ele ser filho do traficante Marcinho VP.

Oruam tem 25 anos é uma das grandes revelações do trap, nos últimos meses.
Cantor é filho de Marcinho VP. Fonte: Instam
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No Lollapalooza 2024, Oruam fez uma apresentação polêmica ao usar uma camiseta que pede liberdade a seu pai. Cabe ressaltar que Marcinho VP foi preso por crimes como homicídio qualificado, formação de quadrilha e tráfico de drogas. Ademais, segundo o G1, Marcinho é acusado pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ademais, como já mencionado anteriormente, ele também é apontado como líder da facção criminosa Comando Vermelho.

“Meu pai errou, mas está pagando pelos seus erros e com sobra. Só queria que pudesse cumprir uma pena digna e saísse de cabeça erguida”- disse o cantor em março do ano passado, após sua apresentação no Lollapalooza.

Com efeito, Oruam tem uma tatuagem em homenagem ao pai e também ao seu padrinho, o traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.

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O que é o “PL anti-Oruam”?

Oruam tem 25 anos é uma das grandes revelações do trap, nos últimos meses.
Rapper é fã de Neymar. Fonte: Instagram

De acordo com as instituições, um projeto de lei (PL) é uma proposta para criar ou alterar uma lei, que é submetida à apreciação de um órgão legislativo. Em São Paulo, a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) apresentou uma PL com o objetivo de proibir financiamento público para shows e eventos abertos ao público infantojuvenil “que envolvam, no decorrer da apresentação, expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas.

O projeto não cita Oruam especificamente. Contudo, a vereadora promoveu uma série de vídeos usando o rapper como exemplo do que a lei quer proibir. Assim sendo, a lei vem sendo chamada de “PL anti-Oruam”. Ademais, em sua rede social, Amanda também estimula outros vereadores a aderirem o projeto de lei em suas cidades.

Como resultado, vereadores de 12 capitais, deputados estaduais e federais e um senador apresentaram propostas semelhantes. Além de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campo Grande, Fortaleza, Curitiba, Vitória, João Pessoa, Porto Alegre, Cuiabá, Porto Velho e Natal, também estão aderindo ao projeto.

Segundo o pesquisador, Danilo Cymrot o projeto cai em searas da censura e dessa forma se torna inconstitucional.

“É inconstitucional você preventivamente deixar de contratar um artista com a suposição de que uma ou outra música dele pode fazer apologia ao crime”- disse Danilo ao UOL. O pesquisador é doutor em Direito pela USP e autor do livro “O funk na batida: Baile, rua e parlamento”.

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