Comunidade que vende na São Paulo Innovation Week: marcas fortes nascem de conexão real com o público

Impacto do branding emocional na construção de relações duradouras com consumidores foi tema do painel "Comunidade que vende"

Foto: Luciano Sousa

Durante a São Paulo Innovation Week, realizada na Fundação Armando Alvares Penteado, o painel “Comunidade que vende” discutiu como marcas que constroem vínculos reais com seu público conseguem crescer de forma consistente, mesmo em um cenário de queda de confiança e maior dependência de promoções no varejo.

Participaram da conversa Deny Peres, especialista em branding e mercado de luxo; Raissa Santana, influenciadora; Vinicius Machado, fundador e CEO da Sotaq; e Su Biazoli, diretora de comunicação e criatividade da Biamar.

O ponto central do debate foi a transformação do conceito de audiência. Mais do que números de alcance, o que realmente gera valor para as marcas hoje é engajamento qualificado e vínculo emocional com o público.

De acordo com os participantes, comunidades autênticas nascem quando existe identificação real entre marca, produto e pessoas. Continue lendo a fim de saber mais!

O poder da identificação

A influenciadora Raissa Santana destacou que sua comunidade se sustenta porque promove transformação positiva para mulheres pretas, incentivando autoestima e coragem para romper com contextos de escassez. Ela também apontou um desafio importante na relação com marcas: a necessidade de uma representatividade genuína, e não apenas simbólica.

Raissa lembrou que o debate sobre diversidade ganhou força a partir de 2020, mas observa sinais de retrocesso na pauta desde 2024.

Foto: Luciano Sousa

Já Vinicius Machado falou sobre os desafios atuais do marketing de influência. Entre eles, encontrar criadores geolocalizados, adaptar linguagem para públicos específicos e construir identificação verdadeira com a audiência.

Nesse cenário, ganham força os microinfluenciadores e o conteúdo gerado por usuários (UGC), que costumam gerar mais confiança e proximidade com as comunidades.

Foto: Luciano Sousa

Outro ponto discutido foi a crescente dificuldade de alcance orgânico nas redes sociais. Hoje, muitas marcas precisam investir em mídia paga para amplificar conteúdos, o que torna ainda mais importante a qualidade e relevância da mensagem.

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Comunidade virou estratégia que vende

Para Su Biazoli, comunidade é resultado de uma evolução na forma como as marcas se comunicam. Mesmo empresas que atuam no B2B precisam construir narrativas que dialoguem com o consumidor final.

A executiva também destacou um limite importante da inteligência artificial nesse processo: a tecnologia pode gerar conteúdo, mas não possui história, trajetória ou vivência — elementos essenciais para criar conexão humana.

Foto: Luciano Sousa

A conclusão do painel foi direta: comunidades fortes são construídas com relevância, identificação e relacionamento contínuo.

E, no cenário atual, vínculo emocional deixou de ser apenas discurso de branding para se tornar uma estratégia real de crescimento.

Luciano Sousa: Empreendedor serial, diretor de arte premiado em inovação e designer multidisciplinar. Como produtor cultural e social, já realizou mais de 500 projetos e eventos. Desde 2010, atua no desenvolvimento de software com foco em inovação, adoção de tecnologias disruptivas e inteligência artificial. Como escritor, desenvolve um amplo trabalho de pesquisa que inspira e influencia eventos e iniciativas nas áreas filosófica, econômica, social e ambiental.

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