Ombreiras, até quando? Reflexão sobre a competitividade entre mulheres

Ombreiras, até quando? Reflexão sobre a competitividade entre mulheres
Eu sei que em nossa última conversa falando de felicidade, havíamos combinado que eu escolheria um novo prato no restaurante que frequento. Eu prometo que até a próxima semana isto vai acontecer e depois conto aqui para vocês.
Pra hoje tenho um outro assunto. É que aconteceu algo esses dias e eu quero saber o que vocês pensam a respeito. Acredito que a maior parte das minhas leitoras devem saber desta informação e muitos leitores também, mas para quem não sabe, um dos recursos da moda para tornar a mulher um pouco mais masculina na década de 1980, foram as ombreiras. Ok, percebo alguns olhos revirando nas órbitas e alguns sorrisos ao lembrar da moda dessa década… Há quem goste do acessório, e, quem não goste também, mas a ideia aqui não é falar sobre a estética da coisa, e sim perguntar:
– Até quando as mulheres sentirão necessidade de se comportarem como homens para enfrentar o mercado de trabalho?
Eu vou explicar de onde veio a minha pergunta.
Esta semana, uma super coachee minha (coachees são aquelas pessoas que estão passando por um processo de coaching), usou ombreiras para definir o comportamento feroz e combativo de algumas mulheres de sua corporação. Ela é uma executiva de sucesso, sabe daquelas que mandam bem de verdade em sua atuação? Muito competente, criativa, focada, admirável. Mas, ela acredita que para empresa onde trabalha e brilha todos os dias em sua função, existe nela um grande defeito: é humana demais!
Vejam, que quando falamos em humana, as questões levantadas são: olhar para o outro, se preocupar com os impactos da empresa no mundo, querer desenvolver projetos que acolham a comunidade, ou seja, cuidar daqueles que sustentam a cadeia produtiva desta empresa. Sabe do que a taxam? Mãezona! E acreditem, muitas das críticas quanto a este comportamento vem de… ? Sim cara pessoa, vem de mulheres, vem de seus pares, vem daquelas que deveriam entender a pegada brutal que nós homens impingimos durante séculos dentro de casa e continuamos a fazer até hoje no mercado de trabalho.
Até aí, homens sendo homens, sendo brutos e olhando para a própria caça, vá lá! Muitos de nós estão em evolução, entendendo aos poucos a igualdade das mulheres em relação a tudo em nós. Começamos a compreender e respeitar as diferenças biológicas e admiráveis que as criaturas macho e fêmea tem.
Mas aqui estou falando de mulheres. Mulheres que ainda acreditam que tem que vestir uma carapaça masculina para se destacar no local de trabalho, mulheres que veem outras mulheres um pouco mais frágeis, como salada antes do prato principal e que adoram quando são comparadas a grandes machos alfas, porque o bacana no mercado é ser um “membro” corporativo. Meninas, mulheres, por favor, parem! Quem disse que a força está no terno e gravata?
 Ombreiras, até quando? Reflexão sobre a competitividade entre mulheres
Se você trabalha de calça larga ou se manda ver naquela saia pra lá de ousada, isso não diminui em nada o quanto você é FODA como profissional, ou como mãe, esposa, ou seja lá o que você deseje realizar na sua vida. Se o hábito nem sempre faz o monge, imagina se uma peça de roupa vai te tornar mais ou menos competitiva para o mercado… O que você está fazendo simplesmente é reforçar a ideia mais que ultrapassada de que homem é forte e mulher é frágil. Conversa pra lá de antiquada, né? Mas também das mais atuais.
Já é hora de entender que outras mulheres são parceiras, pares, companheiras de uma luta que só termina quando o último de nós homens enxergar vocês TODAS em pé de igualdade. E não só as que apresentam suas ombreiras, pisada firme e cabelos curtos, porque “Deus nos livre” da vice presidente de operações parecer mulher ou mãe. Ter TPM então, OI?
Por favor, tirem as ombreiras! Por favor mães e pais de ombreiras, eduquem suas filhas e filhos para serem melhores do que somos hoje.
Quero que levantem e deem as mãos, todas são mulheres fortes, e, que se unam não somente em causas pontuais, mas no dia a dia, destruindo as crenças de que amigos mesmo são os homens, eles sim se protegem! Mas peraí! Se nós somos amigos mesmo e precisamos tanto nos proteger de vocês…. Quem é forte de verdade?
Estou muito curioso para saber o que vocês pensam, vamos continuar a discussão?

Por Gustavo Horta

(Gustavo Horta é Life Coach especializado em mulheres, faz parte da Woman To Be. Mediador de conflitos, é profissional que atua há mais de 20 anos em relações humanas por acreditar e investir no contínuo aperfeiçoamento dos indivíduos. Tem ampla experiência em Recursos Humanos, Gestão de Projetos em Cultura e Esportes, Comunicação Institucional e Captação de Recursos.  E acredita que mulher feliz é aquela que manda no seu próprio nariz. E-mail: gustavohshorta@gmail.com , Instagram: @gusiho, Linkedin: Gustavo Horta, Twitter: @gustavohorta )

Sobre a WTB: A Woman To Be é uma empresa de coaching para mulheres que buscam a autorrealização através de escolhas mais assertivas para alcançar o equilíbrio em todas as áreas da vida. Os programas desenvolvidos e aplicados com metodologia própria Woman To Be proporcionam condições para que a mulher seja a grande líder e protagonista de sua própria história.

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Publicação: 24 de abril de 2017

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Gustavo Horta é Life Coach especializado em mulheres, faz parte da Woman To Be. Mediador de conflitos, é profissional que atua há mais de 20 anos em relações humanas por acreditar e investir no contínuo aperfeiçoamento dos indivíduos. Tem ampla experiência em Recursos Humanos, Gestão de Projetos em Cultura e Esportes, Comunicação Institucional e Captação de Recursos. E acredita que mulher feliz é aquela que manda no seu próprio nariz. E-mail: gustavohshorta@gmail.com , Instagram: @gusiho, Linkedin: Gustavo Horta, Twitter: @gustavohorta ) Sobre a WTB: A Woman To Be é uma empresa de coaching para mulheres que buscam a autorrealização através de escolhas mais assertivas para alcançar o equilíbrio em todas as áreas da vida. Os programas desenvolvidos e aplicados com metodologia própria Woman To Be proporcionam condições para que a mulher seja a grande líder e protagonista de sua própria história.

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