Você sobreviveu ao dia dos namorados?

Você sobreviveu ao dia dos namorados?

E, então, mais um Dia dos Namorados passou… Espero que os casais tenham sobrevivido. Sim, porque esse é um dia cheio de armadilhas que podem detonar ondas de amor e/ou ódio em muitos relacionamentos, né?

Acho fofa essa coisa de comemorar namoro, dar presente etc. Mas ter um dia específico pra isso é um perigo. Pra mim, meio que parece uma entrevista pra emprego: você está sendo avaliado. Em tudo: comportamento, gestos, palavras, roupa. Como é que a gente pode ser espontâneo numa situação dessas?

Se tem reserva no restaurante, precisa ser pontual pra não perder a mesa. Se chegou na hora, se sente pressionado pra comer logo – afinal, o povo da fila de espera está te encarando e te odiando. Até seus momentos mais íntimos com o ser amado precisam ser agendados, principalmente se você quer ir num motel. Uma amiga me contou que, certa vez, o povo da fila ficava buzinando pra apressar os casais que já estavam no quarto. Imagina! Mais brochante que isso, só ser pego pelos pais em pleno ato!

Você sobreviveu ao dia dos namorados?

Espero que você tenha acertado na numeração. Porque se a roupa for menor, ela vai se achar gorda. Se for maior, vai achar que você acha que ela está gorda. Se deu flores, que não tenham sido compradas às pressas, naquele lugar que fica aberto 24 horas porque faz coroa de velório. Acredite: a gente saca. Na hora.

Rezo para que você não tenha recebido aquela cesta de café da manhã com pão de forma sem graça, café e leite em pó, bolinho industrial, mateiguinha, geléinha, requeijãzinho, suco e achocolatado de caixinha (quentes). Tudo embrulhado naquele celofane. Nada de bom vem embrulhado em celofane…

Suplico que não tenha sido presenteado com samba canção de coraçõezinhos e boquinhas que imitam beijinhos. Desde quando isso é sexy, gente? E se tomou vinho, que ele tenha sido dos bons – ressaca já é péssimo, de vinho ruim, então… Desnecessário, né? Aqui em Sampa tá meio friozinho e minha amiga fez fondue… Mandou um torpedo dizendo que o namorado queimou a língua! Cair de boca nem sempre é a atitude mais sábia…

Por falar em cair, um amigo caiu no maior de todos os micos: foi numa festa pra solteiros. O objetivo era de uma sensibilidade atroz: “catar uma mina bêbada, louca e querendo dar”. E catou mesmo. Uma mina bêbada. Louca. Que deu… Um surto: no meio do rala-e-rola, começou a chorar. Motivo? “Você não me aaaama, só quer me comeeer, aposto que nem vai me ligar amanhãããã”. Deve ser por isso que dizem que quando a gente pede uma coisa, tem que pedir direito.

Mas, enfim, espero que você tenha sobrevivido. Solteiro, de rolo, namorando, casado… Espero que esteja vivo. E que lembre que rir de tudo é uma boa saída. No mínimo, deixa tudo mais leve. E uma vida leve é bem boa. Melhor ainda quando é plena. Estejamos sós ou acompanhados. Que sejamos leves, sempre. E infinitos, enquanto a gente dure.

Por Mila Brito

Publicação: 15 de junho de 2009

AUTOR

Denise Pitta é digital Influencer e é editora do Fashion Bubbles. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda. Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial

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