Tecnologia da Confecção: da protótipo à confecção (etapas e conceito) – Parte 3

Tecnologia da Confecção: da protótipo à confecção (etapas e conceito)   Parte 3

Criação e Desenvolvimento de Produto

Tecnologia da Confecção: da protótipo à confecção (etapas e conceito)   Parte 3

É a primeira etapa da confecção, também chamada de concepção. Realizada por um estilista, requer o conhecimento tanto das tendências da moda quanto das características da estratégia da empresa, de modo a desenvolver modelos que facilitem a comercialização. Consiste no design dos modelos e na escolha dos tecidos.

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Modelagem

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Executada pelo modelista, consiste na concretização das idéias do estilista de modo a criar um protótipo de papel a partir do qual se elabora o molde básico. A modelagem consiste em criar todas as partes que compõem um protótipo de produto de vestuário em papel e pode ser executado por um processo manual ou computadorizado pelo sistema CAD.

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Faz parte da modelagem, também, o sistema de redução e ampliação, ou seja, o desdobramento da modelagem básica nos diferentes tamanhos a serem fabricados. É importante lembrar que as modelagens para tecido plano, em geral, são marcadas com tamanhos em número, como 36, 38, 40, 42, etc. e as de malharia são marcadas com letras, como PP, P, M, G, GG ou S, M,L, XL (padrão internacional).

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Sistema CAD

Desenho auxiliado por computador na modelagem e encaixe dos diferentes tamanhos com otimização das perdas no risco do tecido, o que gera uma perda menor nos restos dos tecidos cortados.

A Lectra, multinacional francesa é a fabricante de sistemas CAD para indústria têxtil e confecção… Saiba mais aqui.

“O acrônimo CAD (Computer Aided Desing – Projeto Assistido por Computador) utili-zado pela primeira vez no inicio dos anos 60 pelo pesquisador do Massachussetes Institute of technology (M.I.T) Ivan Sutherland. O termo CAD pode ser definido como sendo: o processo de projeto que se utiliza de técnicas gráficas computadorizadas, através da utilização de programas (software) de apoio, auxiliando na resolução dos problemas associados ao projeto. ” Leia mais aqui.

Leia mais sobre modelagem no sitema CAD e veja alguns comandos do programa no blog Modelagem.

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CAM

Manufatura auxiliada por computador.

“Por sua vez, a sigla CAM (Computer Aided Manufacturing – Fabricação Assistida por Computador) refere-se a todo e qualquer processo de fabricação controlado por computador. Sua origem remonta-se ao desenvolvimento das máquinas controladas numericamente (C.N.) no final dos anos 40 e inicio dos 50. Quando estas máquinas começaram a ser controladas por computador, no fim dos anos 50 inicio dos 60, surgiu o termo C.N.C.

Atualmente a sigla (CNC) engloba diversos processos auto-máticos de fabricação, tais como; fresamento, torneamento, oxicorte, corte a Laser, entre outros. Assim sendo, o termo CAM é empregado para todas estas disciplinas e para qualquer outra que possa surgir.

A tecnologia CAD/CAM corresponde à integração das técnicas CAD e CAM num sistema único e completo. Isto significa, por exemplo, que pode-se projetar um componente qualquer na tela do computador e transmitir a informação por meio de interfaces de comunicação entre o computador e um sistema de fabricação, onde dito componente pode ser produzido automaticamente numa máquina CNC.” Leia mais aqui.

Os equipamentos desse sistema são de custo elevado.

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Vantagens da introdução do sistema CAD/CAM:

  • Na utilização do tecido: o custo do tecido representa em média de 40 a 60% do custo total da roupa, tornando relevante qualquer redução no seu gasto.
  • Na mão-de-obra: o custo da mão-de-obra nas atividades de gradeamento e encaixe é pequeno em relação ao custo total da mão-de-obra.
  • Na redução de tempo e no aumento da flexibilidade: a redução do tempo de produção e a flexibilidade.
  • Na reorganização e no gerenciamento: a introdução do sistema CAD requer a reorganização da produção.

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Imagens do site Kabriolli.

Corte com Controle Numérico

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O sistema de corte começa com a elaboração do gradeamento para encaixe e risco de toda a modelagem já ampliada e reduzida, que em seguida passa pelo enfesto.

Grade: Significa a quantidade de peças que são cortadas por tamanho e cor.

Enfesto: É a quantidade de tecido usada para se fazer um corte gradeado.

No final dos anos 70, surgiram novas técnicas para o processo de corte. Em 1970, o corte a laser foi desenvolvido para a indústria do vestuário.

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Corte Automático

A utilização de sistemas de corte com controle numérico permite redução do número de trabalhadores envolvidos nessa tarefa.

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Máquina de corte

Para que a implantação do sistema de corte automatizado tenha resultado positivo, normalmente é preciso centralizá-lo em um único local juntamente com o gradeamento e o encaixe realizados com auxílio do sistema CAD.

Costura

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É aparte do processo onde a peça de fato é montada, suas partes unidas geralmente por meio da máquina de costura.

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O bom desempenho desta etapa depende da escolha do sistema de fabricação e da adaptação do maquinário à matéria prima e aos modelos.

Evolução da Tecnologia de Costura

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  • 1°geração: máquinas de costura simples.
  • 2°geração: máquinas dotadas de acessórios para corte de linha, posicionamento de agulha e arremates automáticos.
  • 3°geração: máquinas semi-automatizadas em que a operação de costura é controlada por microprocessador.
  • 4°geração: as operações são totalmente automáticas, dispensando o operador.
  • 5°geração: as operações são integradas entre si.

A fase da costura é a mais importante do processo produtivo.

Invenção da máquina de costura, do blog Ilustração Portuguesa :

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Acabamento

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Consiste na limpeza e passadoria das peças já costuradas, de modo a deixá-las prontas para a embalagem e a comercialização.

São executadas tarefas como corte de linhas, corte de sobras de panos. O empacotamento e o envio das encomendas fazem parte dessa etapa.

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Almoxarifado

O almoxarifado responde pelas funções de recebimento, armazenamento e distribuição dos materiais. ” Leia mais aqui.

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No site da Serjak – Manufatura de Roupas você encontra belas ilustrações e também a descrição detalhada de cada departamento de uma confecção.

Leia também: Tecnologia da Confecção – Etapas e Conceito – Parte 2 e Revolução Industrial e Industrialização do Vestuário: Onde a Função Encontrou a Moda – Parte 1

Por Queila Ferraz

Ilustrado por Denise Pitta

(Queila Ferraz Monteiro é estudiosa de História da Moda, é consultora de design e gestão industrial para confecção e Professora de História da Indumentária e Tecnologia da Confecção dos cursos de moda da Faculdade Belas Artes, Senac Moda e Universidade Anhembi Morumbi.)

Publicação: 23 de novembro de 2007

AUTOR

Queila Ferraz, Coordenadora Geral do Curso de Design de Moda da UNIP, foi professora da Universidade Anhembi Morumbi e dos cursos de pós-graduação de Moda do Senac. É historiadora de moda, especialista em processos tecnológicos para confecção e consultora de implantação para modelos industriais para a área de vestuário.

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