A Mulher Mais Poderosa

 A Mulher Mais Poderosa

A revigoração da PepsiCo deu o título à indiana Indra Nooyi. Ela apostou que os produtos saudáveis tomariam o lugar dos refrigerantes – e está acertando

A executiva indiana Indra Nooyi diz que queria ser cantora de rock quando criança. Aprendeu a tocar guitarra elétrica e chegou a fazer algumas apresentações informais para amigos. Quando a coisa ficou séria demais, afirma ter ouvido da mãe algo que marcaria sua vida: “Você não vai ser cantora de rock. Vai ser primeira-ministra”.

Atual CEO da PepsiCo, a segunda maior fabricante de refrigerantes do mundo, Indra adora contar essa história. Mas não acredita que sua mãe teve uma espécie de premonição de seu sucesso. “Eu gostei daquela idéia e decidi que, dali por diante, ia fazer de tudo para chegar lá”, disse. Indra não se tornou primeira-ministra, mas virou uma estrela dentro e fora do universo das empresas.

Em outubro, ela foi eleita a mulher mais poderosa do mundo pela revista americana Fortune, à frente de estrelas como a apresentadora Oprah Winfrey e Zoe Cruz, presidente do banco Morgan Stanley e apontada pela própria Fortune como a executiva mais bem paga do planeta.

Indra nasceu há 52 anos numa família de classe média da cidade de Madras, na Índia. Mudou-se para os Estados Unidos aos 23 anos para cursar mestrado em Administração na Universidade Yale, em Connecticut. Antes de ingressar na Pepsi, trabalhou na Motorola e na consultoria The Boston Consulting Group.

Foi contratada pela Pepsi em 1994, para ocupar o cargo de vice-presidente de planejamento estratégico. Nessa posição, ela comandou as mudanças que tornaram a concorrente da Coca-Cola um gigante também no ramo de alimentos. Em 1997, foi a responsável pela consolidação das redes Pizza Hut, Taco Bell e KFC, até então deficitárias, em uma única empresa, a Tricon, rebatizada mais tarde de YUM. Hoje, a YUM é um dos braços mais lucrativos da Pepsi. (…)  

Como uma das principais responsáveis pela virada de estratégia da Pepsi, Indra subiu postos até se tornar CEO, em maio deste ano. É a primeira mulher a ocupar o cargo na história da companhia. Para alguns críticos, ela usa a origem indiana como marketing pessoal. Costuma vestir-se com o sári, traje tradicional indiano. Em ocasiões especiais, recorre ao tradicional bindi, marca entre os olhos usada pelos hindus.

Casada com um executivo de uma consultoria americana e mãe de duas meninas, de 11 e 22 anos, costuma levar as filhas para o escritório. Por causa da vida atribulada típica de executivos de ponta, ela inventou um sistema curioso.

No início do mês, marca no calendário os dias reservados para jantar com as filhas. Se não cumprir o prometido, as filhas registram a falta no calendário com um bilhete preto. Segundo Indra, trata-se de um alerta para lembrá-la que não pode ficar ausente de casa. Como presidente da PepsiCo, tem sido cada vez mais difícil jantar com a família.

 Por Época Negócios

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Realmente Indra Nooyi é um grande exemplo, principalmente no que se refere a busca de equilíbrio entre a carreira e a família.

Publicação: 10 de dezembro de 2007

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