SPFW Verão 2011 – Fause Haten faz desfile-espetáculo e traz liberdade criativa à moda brasileira

149

A sala de desfile fica escura e de repente uma voz grave começa a recitar a letra de Sympathy for the Devil, dos Rolling Stones. Logo surgem em telas de LCD rostos enigmáticos e a música estoura pela sala de desfile.

As modelos avançam pela passarela equilibrando-se sobre altíssimos e esculturais sapatos de salto. Sobre as cabeças, chapéus adornados por laços que impediam o espectador de ver completamente o rosto da modelo. Os trajes eram duplos: frente e costas dos vestidos contrastavam tanto em material quanto em cor, compondo looks únicos e originais.

A mistura de vestidos longos com curtos, saias com calças e a própria junção de diversos tecidos em uma mesma peça remetem à ideia do dualismo. Se luz e escuridão dividem um só dia e bem e mal convivem dentro de uma só pessoa, por que não podem estar unidas uma saia e uma calça?

Esse hibridismo fashion contribui para a formação de peças singulares e de novas silhuetas.

A coleção é cheia de  novas ideias e evoca o tema da individualidade. Em release virtual, Fause diz que não pretende se colocar como um estilista impositor de regras, mas sim como alguém que propõe novos caminhos.

Dentre os materiais escolhidos estão: seda, brocado, cetim, entre outros. Havia algumas aplicações plásticas e franjas. A renda e as pedrarias também se fizeram presentes.

Em certo ponto do espetáculo, o fundo da passarela é aberto e Fause Haten surge acompanhado de guitarrista (Sérgio Branco) e baterista (Anderson Oliveira). O trio ataca de “Staying Alive”. O estilista veste uma máscara espelhada.

As modelos, então, retornam à passarela. Algumas delas posicionadas sobre plataformas giratórias. O jogo de luzes é dramático e envolvente.

Você também pode gostar!

Com ares de “happening”, o desfile termina com uma merecida chuva de rosas amarelas.

 

 

Fotos: Grão Imagem

Confira a cobertura completa da SPFW Verão 2011 – Fashion Bubbles

você pode gostar também