Análise de Tendências de Comportamento e Consumo

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Numa nova economia do conhecimento e da informação, investir na área de Future Studies ou de pesquisa e análise estratégica de tendências é a bola da vez. Todos sabem que as empresas precisam não apenas prever os passos da concorrência, mas prover soluções para as demandas de seus públicos. Hoje em dia planejamento estratégico se faz mirando com olhos bem abertos para o futuro próximo, compreendendo a evolução dos mercados, colhendo insights do presente e ao mesmo tempo  se preparando para os desafios de uma sociedade em constante ebulição. Prever para prover ou “observe to serve” são os mantras desta nova forma de gestão de marketing.

As revoluções tecnológicas provocaram um alto impacto no modo de se fazer marketing, e estão modificando profundamente a maneira que as pessoas vivem, interagem  e consomem.  Entretanto os avanços da telemática (telecomunicações e informática) não são os únicos responsáveis por estas mudanças na maneira das pessoas pensarem e se comportarem. A vida digital não é a única protagonista da cena contemporânea, há também os impactos relacionados às mudanças na economia mundial, na política e nos valores democráticos. A responsabilidade sócio-ambiental , nas taxas demográficas e na vida comportamental de homens e mulheres também  modificam nossas experiências de compra e consumo.

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É necessário  discutir o que vem acontecendo nos comportamentos dos consumidores no mundo físico e digital. Deve-se  discutir novos valores, atitudes e práticas que precisam ser compreendidas dentro de um plano mais amplo para que possamos entendê-las melhor e ver seus impactos no mundo do marketing e dos negócios.  Todos sabemos, hoje, que o marketing é uma ciência social aplicada e com viés fortemente comportamental. Profissionais do mundo dos negócios que negligenciarem os fatores sócio-culturais por miopia, desconhecimento ou preconceito do tema, estarão condenados a não entenderem seus públicos e perderem participação de mercado.

Na próxima semana vamos falar de uma macro tendência de longo prazo que há tempos já se anuncia e que tem ramificações importantes na área do branding.  A Fidelidade Líquida do homem contemporâneo, não só no campo das ideologias e das relações interpessoais, mas esta fidelidade fluida e instável dos novos consumidores com produtos e marcas. Comunidades de milhões de consumidores que cultuam suas lovebrands, mas que não escondem que flertam com marcas concorrentes e traem muito facilmente  em troca de uma promessa nova de valor. Como fidelizar numa época de amores líquidos? Este se tornou o grande fantasma e desafio das empresas.

Por Sergio Lage

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