Direto de Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes comandou o primeiro dia do julgamento de Bolsonaro e outros sete réus acusados de atuarem na trama golpista de 8 de janeiro. Nessa terça-feira, 02, Moraes abriu a sessão mandando um recado direto e reto para todos os envlvidos.
De maneira idêntica, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, listou as provas da trama golpista. Com efeito, Gonet também lembrou que não é necessária uma assinatura para se configurar o crime de golpe de Estado. Dessa forma o procurador pediu a condenação de todo o núcleo crucial. Enquanto isso, os advogados dos denunciados contestaram as acusações. Bolsonaro acompanhou o julgamento de sua casa, onde cumpre prisão domiciliar.
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O que Moraes falou no 1º dia de julgamento de Bolsonaro?
Durante a abertura da sessão do primeiro dia do julgamento que entrará na história do Brasil, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou as pressões internas e externas sobre a Corte. Contudo, Moraes ressaltou que o papel do Supremo é julgar com imparcialidade e independência.
“Uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais vista anteriormente em nosso país, passou a agir de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de submeter o funcionamento da Corte ao crivo de outro Estado estrangeiro”- disse Moraes citando (indiretamente) as sanções da Lei Magnitsky – providenciada por Trump.
Moraes também deixou bem claro: “a soberania jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”.
“A história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação […]. A pacificação do país, que é o desejo de todos nós, depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade”– seguiu Alexandre.
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“Assim que se faz Justiça”
De maneira idêntica, Alexandre de Moraes também lembrou que essa ação seguiu o mesmo rito igualmente aos outra 1.630 ações abertas, também referentes a acusados do 8 de janeiro.
“A história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação […]. A pacificação do país, que é o desejo de todos nós, depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade”- disse Alexandre de Moraes.
Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet seguiu sustentando sua acusação contra todos os envolvidos na tentativa de golpe de estado.
“Ao fim do processo, resta certo que houve um combinado de atos orientados a consumar um golpe de Estado que desnaturaria o Estado Democrático de Direito num dos seus elementos, por respeito à escolha livre dos cidadãos, do chefe do Executivo.
Além disso, tentou-se o amesquinhamento do Poder Judiciário com o impedimento do exercício regular das suas competências. A violência, além daquela conhecida pela ampla divulgação das vilanias do 8 de janeiro, foi objeto de ameaça constante”- disse Gonet.
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