Preta Gil de look preto e blazer de lastex, cantando com o público

Herança de Preta Gil: o que acontece com os direitos autorais da artista após sua morte

A advogada Ariadne Maranhão explica o destino da herança de Preta Gil e ainda relembra casos polêmicos de outros artistas

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A recente e dolorosa perda de Preta Gil gerou comoção nacional e também levantou dúvidas sobre o destino de sua obra artística e empresarial. Ícone da música brasileira e co-fundadora da agência de marketing de influência Mynd, a cantora deixa um legado que vai muito além dos palcos. Entre músicas, interpretações, fonogramas e participações societárias, há uma questão central: quem poderá usufruir da herança de Preta Gil?

Para esclarecer os aspectos jurídicos desse processo, a advogada especialista em Direito de Família e Sucessões, Ariadne Maranhão, explica o que prevê a legislação e relembra casos emblemáticos ainda relevantes no meio artístico. Em seguida, entenda.

Como funciona a divisão dos direitos autorais, como na herança de Preta Gil?

Segundo a advogada Ariadne Maranhão, a legislação brasileira determina que, mesmo após a morte de um artista, os direitos autorais seguem protegidos por normas específicas. Dessa forma, garante tanto o reconhecimento da autoria quanto a continuidade da exploração econômica da obra.

Preta Gil de vestido vermelho cantando e sendo gravada
Fonte: Instagram @pretagil
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Nesse sentido, eles se dividem em duas categorias: morais e patrimoniais. A especialista explica que os direitos morais asseguram que o nome da artista esteja sempre vinculado à obra, sendo estes intransferíveis, irrenunciáveis e perpétuos.

Ou seja, mesmo após o falecimento, a autoria de Preta Gil deve ser sempre respeitada, cabendo a quem receberá a herança e ao Estado zelar por essa integridade.

Já os direitos patrimoniais, que envolvem ganhos financeiros com a obra, como execução pública, licenciamento e reprodução, têm outro tratamento legal.

Esses podem ser transmitidos aos herdeiros e têm validade por 70 anos a partir do ano seguinte ao falecimento do autor”, detalha a especialista. No caso de Preta Gil, esse prazo será contabilizado a partir de 1º de janeiro de 2026 e vai até o fim de 2095.

O que acontece nesse período?

Nesse período, os sucessores — sejam herdeiros legítimos, testamentários ou beneficiários de cessão em vida — têm direito a arrecadar os valores da exploração comercial das obras.

Selfie de Preta Gil de roupa amarela com flores ao lado de filho
Preta Gil e seu filho, Francisco. Fonte: Instagram @pretagil

Quem faz essa arrecadação é, em geral, o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que repassa os valores proporcionalmente aos titulares dos direitos autorais, desde que cadastrados corretamente.

O que compõe a herança deixada por Preta Gil?

Ariadne destaca que, mesmo quando o artista não compõe as músicas, sua atuação como intérprete também possui valor econômico, e as gravações passam a integrar a herança, como no caso de Preta Gil. Assim, tanto as obras autorais quanto as interpretações por ela registradas fazem parte do legado transmitido aos sucessores.

Preta Gil de look dourado cantando
Fonte: Instagram @pretagil

A existência de um testamento pode tornar a administração desse acervo mais simples, evitando conflitos e assegurando que os desejos da artista sejam respeitados. Porém, sem esse documento, a divisão dos direitos será feita por meio de inventário, seja ele judicial ou extrajudicial.

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A experiência de outros artistas brasileiros

A ausência de um planejamento sucessório bem estruturado já foi responsável por longas batalhas judiciais em famílias de artistas como Elis Regina, Cazuza, Gal Costa e Rita Lee.

Dessa forma, conflitos familiares e indefinições legais se arrastaram por anos. Com isso, dificultou-se o acesso ao acervo e, em alguns casos, impactou até mesmo a circulação das obras.

Por outro lado, há exemplos de famílias que assumiram com responsabilidade a missão de preservar o legado dos artistas. Ademais, ela destaca que a proteção jurídica da obra de um artista é essencial para manter viva sua memória e valorizar o patrimônio cultural do país.

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