A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de Transição

A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de Transição

Será que em uma sociedade TRANS? Nossos alimentos são TRANSgênicos, nossos brinquedos são TRANSformers. Pessoas TRANSitam entre os gêneros e sexos e até mesmo entre as cores das raças, como diria nosso querido ídolo, Michael Jackson. Entenda este fenômeno da sociedade contemporânea sob o olhar do filósofo Jean Baudrillard e da socióloga Melinda Davis

Cultura Trans – O prefixo de origem grega, TRANS, que significa “através”, “além de”, define bem a cultura atual, como explica o filósofo francês Jean Baudrillard.

Para ele essa questão vai muito além do Transexual, indivíduo que possui uma identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento, e desta forma, muitas vezes, opta por fazer uma transição de seu sexo de origem para o sexo oposto.

É um movimento muito mais profundo do que aparenta e acontece simultaneamente nos mais diferentes setores da sociedade, passando pela política, pelas religiões, esportes, brinquedos, cultura e até pelos alimentos (transgênicos, gorduras trans, etc).

Para Baudrillard, é como se tudo tivesse perdido sua ideia original, se libertado de sua essência e do seu valor e começasse a se reproduzir indefinidamente em um estado de promiscuidade geral, não no sentido moral da palavra, mas evocando seu significado de mistura confusa e desordenada, isto é, tudo é misturado com tudo. Nada mais é suficiente em si, e em uma indiferença total a seu próprio conteúdo, entra numa autorreprodução ao infinito, replicando-se em uma espécie de fractal ou, para mim, tudo gira em um grande caleidoscópio se transformando.

Possivelmente, entre as principais causas deste fenômeno complexo, está uma mudança violenta provocada por uma grande transição cultural. Para Edward F. Edinger, no livro Ego e Arquétipo,  estamos passando por uma reorientação psicológica coletiva equivalente em magnitude ao surgimento do Cristianismo das ruínas do Império Romano. Perdemos nossas bases. Nossa relação com a vida ficou ambígua – a pós-modernidade, está líquida! Como definiu de forma genial o sociólogo Zygmunt Bauman.

Vivemos uma espécie de pré-historia, onde tudo transa com tudo, tudo se mistura com tudo em busca do novo formato. Sob esta perspectiva, vemos nascer esportes como o MMA – sigla para Mixed Martial Arts, ou em português, Artes Marciais Mistas. Esporte que possibilita ao praticante utilizar qualquer golpe, de qualquer arte marcial, como boxe, jiu-jítsu, caratê, judô, muay thai, entre outras, incluindo golpes de luta tanto em pé, como técnicas de luta no chão. Perfeito para uma cultura TRANS.

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Cultura TRANS: o MMA é um exemplo de Esporte TRANS, onde todas as artes marciais podem ser misturadas e os golpes TRANSitam entre os diferentes tipos de lutas –

 

O vestuário evoca não só a transparência total, como temos visto na moda festa, mas também entre as principais tendências, o conceito TRANS se impõe e a ordem é saber misturar: diferentes épocas, estampa com estampa, estampa com texturas, crash de texturas…  E os mais descolados estão entre aqueles que conseguem misturar as mais diferentes referências, para encontrar seu estilo único.

A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de TransiçãoNa moda, a Cultura TRANS se traduz desde a transparência às misturas de todo tipo: diferentes épocas, estampa com estampa, estampa com texturas…

No livro A Transparência do Mal, Baudrillard, comenta:

A lei que nos é imposta é a da confusão dos gêneros. Tudo é sexual. Tudo é político. Tudo é estético. Simultaneamente. Tudo tomou sentido político, principalmente depois de 1968: a vida cotidiana e também a loucura, a linguagem, a mídia, assim como o desejo, tonam-se políticos à medida que entram na esfera da liberação e dos processos coletivos de massa.

Ao mesmo tempo, tudo tornou-se sexual, tudo é objeto de desejo: o poder, o saber, tudo se interpreta em termos de fantasmas e de recalque, o estereótipo sexual está em tudo. Ao mesmo tempo, tudo se estetiza: a política se estetiza no espetáculo, o sexo na publicidade e na pornografia, o conjunto das atividades naquilo que se convencionou chamar de cultura, espécie de semiologização* midiática e publicitária, que invade tudo — o grau Xerox da cultura.

Cada categoria é elevada a seu mais alto grau de generalização e, por isso, perde toda a especificidade e se desfaz em todas as outras. Quando tudo é político, nada mais é político, e a palavra já não tem sentido. Quando tudo é sexual, nada mais é sexual, e o sexo perde toda a determinação. Quando tudo é estético, nada mais é belo nem feio, e a própria arte desaparece.

Esse estado de coisas paradoxal, que é ao mesmo tempo a realização total de uma ideia, a perfeição do movimento moderno, bem como sua recusa, sua liquidação por excesso, pela extensão além dos próprios limites, pode ser retomado numa mesma figura: transpolítica, transexual, transestético.

Dentro desse fenômeno, ao político já não é suficiente governar, ele precisa ser um showman, mesmo em detrimento da sua ideia original de administrar. Ao esportista, não basta vencer suas competições, é necessário ser um craque também de marketing e vendas, o que divide sua energia. Assim, em todos os aspectos da nossa sociedade, essa cultura TRANS (além de), vai proliferando.

A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de TransiçãoA Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de Transição
Político TRANS: deputado brasileiro Tiririca em uma mistura de político e palhaço. A política se estetiza no espetáculo, o sexo na publicidade e na pornografia. Ao político já não é suficiente governar, ele precisa ser um showman, mesmo em detrimento da sua ideia original de administrar. No esporte não basta vencer competições, é necessário ser um craque também no marketing. Quando tudo é político, nada mais é político, e a palavra já não tem sentido. Quando tudo é sexual, nada mais é sexual, e o sexo perde toda a determinação. Quando tudo é estético, nada mais é belo nem feio, e a própria arte desaparece.

Constantemente quando acompanhamos através do  Google Trends, os itens mais pesquisados nesse site de busca, aparece entre as principais palavras-chaves, a temática transexual, principalmente no que se refere às celebridades.

Como vem acontecendo  nos recentes casos do Bruce Jenner, padrasto transgênero de Kim Kardashian, que, aos 65 anos resolveu mudar de sexo e desde então bate todos os recordes de audiência onde quer que apareça; Assim como o cartunista brasileiro Laerte Coutinho, que levou 57 anos para se assumir como transexual. Ou a celebridade Thammy Miranda que aos poucos vem se transformando no homem que desejava ser.

A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de TransiçãoBruce Jenner, ex-atleta olímpico que aos 65 anos resolveu mudar de sexo – Cultura TRANS

Quando um determinado assunto ganha força e vira uma tendência, nunca é algo aleatório ou imposto pela mídia, como muitos imaginam. Por trás desse interesse, há geralmente movimentos mais complexos.

Podem ser fenômenos que traduzam alguma angústia da sociedade que busca, ainda que de uma forma rudimentar, respostas e discussões para questões ainda confusas.

Na verdade são como sintomas de algo que está acontecendo e do qual precisamos tomar consciência. Então, acontecimentos ou celebridades que tratem deste assunto viram moda.

A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de TransiçãoA celebridade brasileira Thammy Miranda aos poucos vem se transformando no homem que desejava ser –  Cultura TRANS

A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de TransiçãoO cartunista brasileiro Laerte Coutinho levou 57 anos para se assumir como transexual

Vamos voltar às reflexões de Baudrillard, para tentar entender um pouco mais deste movimento Trans que tanto interesse tem gerado:

O corpo sexuado está entregue hoje a uma espécie de destino artificial. Esse destino artificial é a transexualidade. Transexual não no sentido anatômico, mas no sentido mais geral de travestido, de jogo de comutação dos signos do sexo, e, por ocasião, ao jogo anterior da diferença sexual (…).

O sexual tem por objetivo o gozo ( é o leitmotiv da liberação), o transexual tem por objetivo o artifício, seja ele de mudar de sexo ou o jogo dos signos vestimentares, morfológicos, gestuais, característicos dos travestis.

Seja como for, operação cirúrgica ou só então semi cirúrgica, signo ou órgão, trata-se de próteses e, hoje, em que o destino do corpo é tornar-se prótese, é lógico que o modelo da sexualidade se torne a transexualidade, e que esta se torne em toda parte o espaço da sedução.

Somos todos transexuais. Assim como somos mutantes biológicos em potência, somos transexuais em potência. E não é questão de biologia. Somos todos simbolicamente transexuais.

Ainda segundo Jean, o que se pressente é que, por trás desta profusão de imagens, “Algo desapareceu. Elas são apenas isto: o vestígio de algo que desapareceu. O que nos fascina num quadro monocromático é ausência maravilhosa de qualquer forma. É o apagamento – ainda sob forma de arte — de toda sintaxe estética, assim como o que  nos fascina no transexual é o apagamento, ainda sob forma de espetáculo, da diferença sexual.”

A pesquisadora Melinda Davis, no livro A Nova Cultura do Desejo, também levanta tais questões sob outra perspectiva, questionando sobre identidade sexual:

O conceito de identidade sexual está ficando obsoleto?

A queda das barreiras dos sexos já não é novidade, ao menos no cânone do pensamento politicamente correto.

São cada vez mais numerosas as evidências na cultura de que um tipo de Terceiro Sexo está se tornando um novo padrão da identidade sexual — um desejo de aspiração.

O terceiro sexo é uma identidade autodefinida que soma o melhor de ambos os mundos. É ter tudo. Entre os adolescentes e adultos na faixa dos 20 e poucos anos, esta é uma fonte de inveja não muito discreta: as pessoas do Terceiro Sexo, que conseguiram integrar ambos os “papéis sexuais” em suas vidas, parecem estar se divertindo mais, desfrutando de sexo mais interessante, e libertas de qualquer conflito entre os lados “masculino” e “feminino” de suas personalidades.

( Isto não é dizer que Terceiro Sexo é mais um sinônimo para bissexual; isto é dizer que nenhum limite de identidade sexual prende estes jovens ” mais evoluídos “, seja em relação às regras dos papéis sexuais ou à escolha de parceiros). Eles são mais abertos ao rompimento das regras antiquadas de comportamento, aos relacionamentos com o mesmo sexo, e ao embaçamento de padrões.

Melinda comenta sobre uma mudança muito profunda que vem ocorrendo na sociedade, que migra velozmente para uma realidade virtual. Assim o instinto de sobrevivência humana mudou de sobrevivência física para sobrevivência psíquica, o que se reflete também nos relacionamentos. Para ela é uma tendência muito forte que as pessoas passem a escolher seus parceiros, não por questões físicas de gênero, mas por afinidades psicológicas e sobrevivência psíquica, em meio a toda a loucura que nos rodeia nessa mudança de paradigmas:

Em suma, os problemas mais urgentes da espécie humana não são as questões de reprodução e sobrevivência física, são questões de sobrevivência mental. Na verdade, estamos conseguindo nos defender muito bem contra ameaças físicas, mas apenas começando a aprender como nos defender contra ameaças psíquicas. Esta necessidade está nos mudando no nível mais elementar de nossa identidade.

O impulso poderoso de encontrar segurança no abraço humano para sobrevivência psíquica, um dia superará até mesmo a realidade mais física de gêneros sexuais, redefinindo o conceito de união: o abraço mais  elementar do ser humano.

As decisões que determinam como nos unimos para sobreviver não começarão com considerações físicas, como sexo, mas com questões mentais como compatibilidade psíquica. A apropriação física irá se tornar, cada vez mais, uma questão à parte.

A união será uma questão de obter a melhor aliança possível para evoluir, não física, mas psicologicamente. A transição total de união fisicamente definida para união imageticamente definida não se procederá rapidamente; toda evolução é lenta. A questão é que, apesar de todo o problema que a mudança de uma realidade para outra causa aos indivíduos, sempre há grandes benefícios a serem colhidos pelas gerações vindouras, neste caso, oportunidades maiores para encontrar a felicidade na união humana.

A Cultura TRANS, o movimento Transexual e seu impacto em uma sociedade de Transição
Outro fenômeno que tem gerado muita polêmica são as crianças transexuais, com diversos casos ganhando a mídia e deve suscitar reflexões mais profundas: Crianças transexuais: 10 histórias que vão emocionar você

Resumindo

A história da humanidade é feita de grandes ciclos, estamos vivendo um período TRANSITÓRIO, onde tudo é LÍQUIDO. Velhos códigos e mandamentos tornaram-se inúteis e novos padrões ainda não se estabeleceram. Este é, portanto, um período onde grandes mudanças podem ocorrer, novos rumos podem ser tomados e toda a humanidade está se dando conta disso.

Buscamos novamente um sentido, experimentamos ou misturamos,  em busca de novos padrões e estilos de vida que tornem a sociedade viável ou simplesmente mais evoluída.

Não julgarás…

Em relação a toda essa reflexão sobre a promiscuidade contemporânea, muitas vezes, podemos ficar chocados, mas, talvez a melhor postura, é a que está na Bíblia: não nos cabe julgar o servo alheio.

A morte é a força motriz da vida, velhos sistemas ultrapassados precisam morrer para que o novo se estabeleça… A natureza tem sua sabedoria e precisamos acreditar nela. A evolução sempre se impõe, às vezes, por caminhos que a mente humana, não é capaz de entender!

Para inspirar, segue maravilhoso trecho da Bíblia:

Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio Senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme; porque poderoso é Deus para o firmar.

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.

Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivemos ou morramos, somos do Senhor.

Foi para isto que morreu Cristo, e tornou a viver; para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos. Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão?

Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: pela minha vida, diz o Senhor: que todo joelho se dobrará diante mim, e toda língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.

A liberdade e a caridade.

Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.

Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. (Bíblia – Novo Testamento – Romanos 12-14 e 14-15)

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Para mais reflexões de Jean Baudrillard leia o artigo: Filósofo explica por que Kim Kardashian e outras celebridades fazem tanto sucesso.

Por Denise Pitta

Mais exemplos da Cultura TRANS

Michael Jackson – Menino-Prótese

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“Vejam Michael Jackson. É um mutante solitário, precursor da perfeita mestiçagem universal, a nova raça segundo as raças. As crianças de hoje não têm bloqueios quanto a uma sociedade mestiça, esse é o universo delas, e Michael Jackson prefigura o que elas imaginam como futuro ideal. Sem esquecer que Michael fez plástica, alisou o cabelo e fez tratamento para clarear a pele, enfim ele se construiu minuciosamente; é isso mesmo que o torna uma criança inocente e pura. (…) É menino-prótese, embrião de todas as formas sonhadas de mutação que nos livrariam da raça e do sexo.

Poderiam também ser evocados os travestis da estética, dos quais Andy Warhol seria emblema. Como Michael Jackson, Andy Warhol é um mutante solitário, precursor de uma mestiçagem perfeita e universal da arte, de uma nova estética segundo as estéticas. Como Jackson, é uma personagem perfeitamente artificial, também inocente e pura, um andrógino da nova geração, espécie de prótese mística e de máquina artificial que nos livra, por sua perfeição, tanto do sexo quanto da estética.

Quando Warhol diz: “Todas as obras são belas, não precisa escolher, todas as obras contemporâneas se equivalem”; quando diz: “A arte está em toda parte, logo, já não existe, todo mundo é genial, o mundo tal como é, em sua banalidade, é genial”, ninguém pode acreditar. Mas ele está descrevendo a configuração da estética moderna, quer é a de um agnosticismo radical.

Somos todos agnósticos ou travestis da arte ou do sexo. Já não temos convicção estética nem sexual, mas professamos todas.” (Jean Baudrillard – A Transparência do Mal)

Alimentos TRANS

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Uma das questões mais polêmicas da atualidade são os alimentos transgênicos, alimentos modificados geneticamente com a alteração do código genético, isto é, são inseridos no organismo genes provenientes de outro. Esse procedimento pode ser feito até mesmo entre organismos de espécies diferentes (inserção de um gene de um vírus em uma planta, por exemplo) . O procedimento pode ser realizado com plantas, animais e micro-organismos.

Brinquedos TRANS

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O conceito de TRANS também aparece nos brinquedos. Os TRANSFORMERS são uma raça alienígena, que não são robôs tradicionais, eles são seres biomecânicos que possuem sentimentos. Eles têm emoções e são indivíduos, mas não são humanos. Eles tem a habilidade de mudar de uma forma para outra. A transformação pode ser completa ou em parte, por exemplo,  de veículo para robô ou arma, ferramenta, etc. A transformação acontece por uma razão específica, para facilitar uma viagem mais rápida, um ataque ou defesa mais eficientes.

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Em uma mistura de gente com monstros, elas foram transformadas em objetos de desejo pela criançada, as bonecas Monster High estão na segunda posição entre as bonecas mais vendidas do mundo, perdendo apenas para a tradicional Barbie, que mantém seu papel de rainha.

As bonecas da série Monster High, desenvolvidas pela Mattel, fogem das tradicionais histórias de princesas encantadas, heroínas doces e ingênuas, fadas e sereias; ao contrário, as bonecas usam o universo dos monstros como referência. Mesclando o bizarro com o ‘fofinho’, elas são as  filhas e filhos de monstros famosos, como o Frankenstein ou o Drácula, têm estilo impactante, personalidade forte e um lado obscuro extremamente divertido.  Elas claramente traduzem um mundo (e uma família) em TRANS formação.

Veja mais reflexões sobre a parte simbólica das bonecas aqui: Monster High – Por que as bonecas monstrinhos estão fazendo o maior sucesso?

A cultura TRANS na indústria

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“Se você pensa que isso não tem nenhuma relação com o mercado de trabalho, pense de novo. Considere o exemplo da mais feminina das categorias de produtos, a indústria da maquiagem. Quem são as autoridades hoje em dia? As drag queens. O próprio conceito de glamour feminino foi elevado acima de identidade sexual.

É verdade que as indústrias do glamour sempre tiveram homens – em sua maioria – Homossexuais – estabelecendo os códigos do que é fabuloso e do que não é. Agora  a  novidade é uma espécie de terceiro sexo – nunca totalmente  um homem nem totalmente uma mulher – que parece deter o poder. O travesti RuPaul é porta-voz da M.A.C. Cosmetics. O celebrado artista de teatro kabuki Tamasaburo – um homem que, na tradição kabuki interpreta papéis de mulheres – se tornou uma das maiores autoridades em “comportamento feminino” no Japão.” (Melinda Davis – A Nova Cultura do Desejo)

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“A coincidência cósmica: maquiagem diz mais respeito a interpretar papéis do que ficar com aparência melhor, e o papel que a pessoa escolhe interpretar tem cada vez menos relação com seu sexo.” (Melinda Davis – A Nova Cultura do Desejo)

Cultura Trans no Cinema

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No cinema temos Harris Glenn Milstead, mais conhecido como a drag queen Divine, que abraçou a contracultura dos anos 60 e se tornou a grande  inspiradora do cineasta John Waters, atuou em seus filmes, fazendo parte do Dreamlanders elenco e equipe de regulares que John Waters usava nos filmes. Eles incluíram os chamados  “garotos maus suburbanas” entre outros. Divine estrelou uma série dos primeiros filmes de Waters, tais como Mondo Trasho (1969), Multiple Maniacs(1970), Pink Flamingos (1972) e Female Trouble (1974).

Os filmes se tornaram clássicos cult, com Divine tornando-se particularmente conhecida por interpretar o papel de Babs Johnson, em Pink Flamingos.

Divine manteve-se uma figura de culto, especialmente dentro da comunidade LGBT, e forneceu a inspiração para personagens de ficção, obras de arte e músicas. Vários livros e documentários dedicados a sua vida também foram produzidos, incluindo Divine Trash (1998) e I Am Divine (2013).

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Leia também: Moda e Filosofia em 4 grandes questões para entender a força do espírito do tempo (Zeitgeist) da Moda.

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Publicação: 24 de abril de 2016

AUTOR

Denise Pitta é digital Influencer e é editora do Fashion Bubbles. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda. Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial

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