Artigos publicados na Tag ‘Bubbles in the City’

Bubbles in the City – Um mico e um livro

Publicado em 17 Apr 2009 at 2:28pm

Gen-te! Tão dizendo que o jornalismo está em extinção! Sim, porque, com a intêrrrrnéti, “qualquer um” pode escrever e divulgar o que bem quiser, levando “informação” a zilhões de pessoas. Me senti um mico-leão dourado!!!

Tem gente a favor de que o acesso aos conteúdos on line passe a ser pago. Outro povo acha isso meio absurdo e defende a idéia de que ninguém vai querer pagar pelo que já tem de graça – ou pelo que pode ter de graça em outro lugar (site, literalmente!).

Enquanto isso, eu fico aqui bem na minha, escrevendo no Fashion Bubbles. Sou do tipo que assina jornal – não saio de casa sem ler o Quiroga (me dá azar, ô!). O Toco diz que sou a única pessoa que ele conhece que ainda compra CD. Tudo bem: ele é o único sócio de produtora de vídeo que faz bico de jardineiro que eu conheço. Então, “tamu quites”.
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Bubbles in the City – Ho-ho-ho!

Publicado em 22 Dec 2008 at 3:07pm

Dezembro, pra mim, é um mês meio tumultuado. Gosto de ter nascido nele, não sei por quê. E ainda bem que nasci no começo, porque à medida que a passagem de 24 pra 25 se aproxima, as pessoas ficam bem doidas. E coisas malucas acontecem…

Uma histeria toma conta do povo. De repente, a gente tem que comemorar o Natal com todo mundo. É caixinha pro lixeiro, porteiro, faxineira, manicure, gerente do banco que nunca viu você mais gordo, dentista, médico… É amigo secreto da equipe. É festa de fim de ano da firrrrma. E dá-lhe panetone, cartão virtual, garrafa de vinho, sacolinha de presente que a amiga pede pra dar pra instituição que ela ajuda. Os prédios todos decorados de maneira esdrúxula, segundo o gosto (???) do síndico e graças ao malabarismo do porteiro que, de repente, tem que dar uma de eletricista. E as luzinhas nunca funcionam direito: tem sempre uma parte falhando!

O trânsito fica mais infernal. Estacionar no shopping? Esquece, fia: dê uma de Angélica e vá de táxi, que é menos pior. E as lojas se esquecem que “menos é mais”, né? Ainda que você compre algo muito, muito pequeno, se for “pra presente”, envolvem em “papel seda”, enfiam numa supercaixa, que vai numa supersacola. E que sustentabilidade, que nada! O que vale é o “impacto”.

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Bubbles in the city – Dress smart

Publicado em 25 Aug 2008 at 12:29am

Eu juro que ia ficar bem caladinha no meu canto. Mas a coisa anda tão fora de controle, que eu preciso me manifestar. É o seguinte, mulherada: ambiente de trabalho não é lugar pra ser sexy (pra não dizer vulgar).

Tudo bem que você é gatinha/gatona, que tá com o corpitcho super em dia, gastou horrores na lipo, colocou silicone etc. Acredite: dá pra ser linda e sensual sem ter que usar produções que ficariam melhores na praia (de nudismo?). Mesmo porque, se você for mesmo gatinha/gatona e seu layout tá tão ótimo, qualquer roupa bacana vai cair bem, por mais que tenha mangas, golas e um comprimento no mínimo na altura do joelho.

Sou mega a favor da liberdade de expressão e da diversidade. Supertolero cabelos estranhos – no corte, arrumação ou cor. Tatto à mostra? Acho o máximo – desde que o desenho não seja ridículo, porque, neste caso, sorry, mas vou ter que rir.

Mas tem certas coisas que simplesmente não podem ser usadas num ambiente profissional. Não importa onde você trabalhe: numa firrrrma (corporativona, mas casual e descolada) ou numa agência (supermodernete e “criativa”). Lembre-se: você está tra-ba-lhan-do. Claro, existem exceções. Tipo: se você é hostess de alguma balada; vendedora de loja e precisa usar os looks da estação ou, ainda, se você é daquela “profissão mais antiga do mundo”. Fora isso, por favor, mantenha a compostura.

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Bubbles in the City – The plague is back!

Publicado em 13 Aug 2008 at 12:26pm

Gente, gente, geeen-te! A vida anda tão corrida e aconteceu tanta coisa desde que fui-e-voltei de Caracas que, caraca, não tive tempo de escrever e, agora, nem sei por onde começar! Então, bem, do início, né?

Caracas – infelizmente, nada de mega inteligente tenho a dizer (como se a falta de coisas relevantes nesta coluna fosse, assim, uma novidade). Adoraria ter voltado com uma supersacada sócio-econômico-política-cultural, mas vou ficar devendo. A viagem foi a trabalho (uorquishópi da firrrrrma), logo, não tive tempo de “sentir” a cidade. Comi a tal “arepa” (tipo um sanduíche-iche-iche, com pão de farinha de milho) e não achei lá essas coisas… Fui a um dos “melhores shoppings da cidade” e me senti no calçadão de Copacabana: roupas ultracoloridas, estampas esquizofrênicas, tudo de um gosto pra lá de duvidoso (pela primeiríssima vez na vida saí de um shopping de mãos abanando, o que é bastante surreal). No geral, fui muito bem recebida: povo majoritariamente simpático (?). A-m-e-i conhecer os colegas comunicólogos de toda a América Latina. E, claro, fiquei umas 2 horas no freeshop (até que foi rápido – ô pobreza marrrvada). Detalhe: a famigerada vacina contra febre amarela? Ninguém pediu pra ver meu atestado – internacional, chiquérrimo, novinho em folha, superdentro da validade. Vô ti contá, viu! Ô gentinha desinteressada… Fora isso, nada a declarar. Porque, pra falar bem a verdade, depois do comentário genial da Queila, fiquei sem palavras: aquilo é uma União Soviética vintage. E ponto.

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Bubbles in the City – Vou-me embora pra Caracas!

Publicado em 22 Jul 2008 at 5:17pm

 

Enquanto meus colegas viajam pra Miami, Las Vegas, NY, Paris… Pra onde eu vou? Pra Caracas! Caraca, esse nome é engraçado, vai?! Tem que tomar vacina contra febre amarela. Quando perguntei se tinha algum efeito colateral, a enfermeira disse uma lista que ia de febre (a “comum”, “incolor” mesmo) à náusea e vômito. Fiquei sem saber o que era pior: tomar ou não a tal vacina.

Mas, beleza. Adoooro viajar e topo (quase) tudo. Pode até me convidar pra passar o domingão em Mongaguá (litoral Sul de São Paulo, só pra você, de outro
Estado, saber, porque ir, num precisa não, tá?). Desde que não seja um churras com a sua família (sorry, mal agüento duas horas de almoço com a minha), nem chá de cozinha/bebê, nem despedida de solteira, muito menos passeio em lugares cheios de criancinhas hiperativas.

Pro Chile, fui só com o RG. Antigo, com o plástico todo carcumido, e uma foto de mil-novecentos-e-Léo-Jaime. O cara da imigração olhou com uma cara de “é você mesmo???”; e eu pensando “sim, antes da progressiva, meu bem”. Mas, pra Venezuela, precisa de passaporte – e o meu tava vencido, claaaro. Pra renovar, em caráter de urgência, baita grana. Na Polícia Federal, uma zona: o Dantas “preso-solto-preso-solto”; o “sistema” caiu (ah, num diga???); fila…

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Bubbles in the City – Quadrilha (das loucas)

Publicado em 11 Jul 2008 at 4:46pm

Eu adoooro ir ao mercado. Mas mercado pequeno, no máximo médio. Odeio os grandes. Por dois motivos simples:

(1) são muito grandes. É muito corredor e todos looongos. Quando estou numa seção “x”, fico parada olhando, olhando, olhando… Pra ter certeza de que eu não esqueci de pegar nada, se não, pra voltar depois, serão quilôôômetros de caminhada empurrando aquele carrinho saculejento, com as rodas tortas que te levam pro lado que você não quer. E, sei lá, esses hiper-mega-enormes são muito impessoais. (hã?)

(2) tem muita fila e pessoas estranhas. Repare: é sempre a mulher, o marido e o trio-calafrio, os filhos, claro – um é endiabrado, outro é chorão e o outro é um bebezinho gorducho e remelento. Antes, os casais tinham cinqüenta mil filhos pra garantir mão-de-obra na fazenda. Hoje, o povo tem três filhos pra cada um empurrar um carrinho de supermercado???? Sim, porque as compras são sempre imensas, né? Até passar tudo no caixa, 40 minutos de fila – no mínimo. E, ai, num sei, é sempre um povo meio mal educado, do tipo que rouba a sua vaga no estacionamento, anda arrastando o chinelo, abre um saco de salgadinho fedorento e mete o mãozão sujo dentro – depois limpa na roupa, claro. Que meda.

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Bubbles in the City – De repente, fico invisível

Publicado em 08 Jul 2008 at 9:18am

Então… Eu moro num prédio que não tem porteiro. Quem chega, precisa interfonar para eu abrir a porta. Suuuper Nova York! Mas aí meu irmão mais velho, que mora no Sul, veio passar uns dias em casa. Deu uma saída e levou minhas chaves e o controle remoto da garagem.

O Toco precisava ir embora, mas estávamos presos. Ele teve a brilhante idéia de ficar na recepção e esperar alguém chegar para abrir a garagem. E não é que “alguém” chegou mesmo? Mas quando eu vi quem era… Xiiii: era “a véia”.

“A veia” é uma “véia” muito, muito estranha. Pense numa “véia” muito, muito mal encarada. Tipo, irmã do Pedro de Lara – porque além de carrancuda, é feia que dói. Se bem o Pedro de Lara era um personagem… E essa “véia”, não. Ela é assim mesmo.

É como diz o pai de uma amiga minha: “nossa, benhê, de repente, ficamos invisíveis!”. Porque a pessoa entra no elevador, dá de cara com você e… Silêêêncio… Nenhum bom-dia-boa-tarde-boa-noite. Sequer um sorrisinho amarelo. Vira as costas como se você simplesmente não existisse – “nossa, benhê, de repente, ficamos invisíveis!”. Outro dia ela quase me matou: abriu a porta do elevador com tudo e me nocauteou. Pediu desculpas? Óbvio que não – “nossa, benhê, de repente, ficamos invisíveis!”.

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Bubbles in the City – A última que morre

Publicado em 04 Jul 2008 at 11:40am

Geeente! Este é o 15º texto da coluna Bubbles in the City! Sou, assim, uma debutante!

Quando a gente tem 15 anos, o futuro todo está pela frente, né? Mas a gente nem se preocupa muito porque, aos 15, a gente tem coisa mais séria pra resolver. No meu caso: o cabelo (sempre num “bad hair day”); passar de ano; não morrer de cólica (menstrual, claro) e casar com o Jon Bon Jovi.

Meu sonho de consumo era ir pra Disney e voltar cheia de moletons. Mochila Side Walk, botinha London Fog ou tênis New Balance com um “N’ enorme e brilhante, “twin set” M.Officer, calça jeans Zoomp, “frufru” de prender o cabelo da Pakalolo, agenda da Mercearia – esses eram os “must have”. E, que loucura, o sutiã vinha com ombreira! Afffeee.

Dormir na casa da amiga era quase que um ato de independência. O quarto ficava uma zona, cheio de colchão, travesseiro e edredom. E a gente ficava conversando sobre um milhão de coisas. Ninguém queria dormir. Porque ali era o melhor lugar do mundo: no quarto, zona, colchão, travesseiro, edredom. E as melhores amigas de todos os tempos.

E não existia Internet, né? Pra descolar músicas de graça, gravava tudo das rádios. Ficava hooooras esperando a música tocar, com a fita no “pause”. Quando tocava, apertava “rec” o mais rapidamente possível. E a gravação ficava sempre uma merda. Com a voz do locutor junto ou parte da vinheta da rádio. Éramos órfãs de seriados e alugávamos “fitas” – em VHS – loucamente.

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Bubbles in the City – Tempo

Publicado em 30 Jun 2008 at 11:33am

São Paulo é o império do urgente. Todo mundo aqui tem muita pressa e não pode esperar. A gente vive numa espécie de universo paralelo, onde as horas voam com uma rapidez de fazer inveja a velocidade da luz.

Aqui, é comum a gente ouvir que o dia devia ter umas 32 horas. Talvez (veja bem: talvez) a gente teria tempo suficiente pra fazer pelo menos o básico. É uma paranóia. No trânsito, agimos como pilotos de Fórmula 1 (tirando o Rubinho?!): sempre correndo e querendo chegar antes que os outros. No restaurante, se esperamos mais do que dez segundos pelo garçom, uma ira toma conta do nosso ser e queremos logo processar o dono pelo mau atendimento.

Temos necessidades e elas devem ser solucionadas o mais rapidamente possível. Esperar não combina com a gente. Pelo contrário: deixa a gente muito nervoso. Porque não temos tempo, tão pouco, paciência.

Uma vez, conversando com um gerente de hotel em Natal (RN), ouvi uma coisa engraçada. Ele contava como os diferentes perfis dos turistas são motivo de chacota entre os funcionários.

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Bubbles in the City – Fio dental

Publicado em 26 Jun 2008 at 12:04pm

Têm dias que eu me sinto tão, mas tããããoooo feliz que eu quase não me agüento. Dá vontade de sair gritando. De dançar loucamente. De beijar. De abraçar. De rir sem parar.

Mas tem dias que… Putz, eu não esperava por isso, mas recebi uma notícia triste. Da mais besta, a mais séria. Sempre me quebra as pernas. Quando é besta, menos mal. Se uma amiga levou um pé na bunda, se meu carro quebrou, se o dente tá doendo, se fiz merda na firrrrma… Okey. Dá-se um jeito.

Mas, tem dias que eu sinto a maior dor do mundo – e ela é doidamente real. Um tapa na cara. Não me importaria se ela fosse fisicamente minha. Já estive muito mais pra lá, do que pra cá. E voltei muito mal, sem eira, nem beira. Apesar de família e amigos terem sofrido comigo, a “doença” era minha, no meu corpo, no meu organismo. E com isso eu soube lidar – e, contrariando a medicina “moderna”, estou vivinha da silva, muito bem, obrigada.

Agora, quando a história é com outra pessoa, que eu posso até não conhecer, mas que é próxima… Aí, me quebram as pernas.

Fico sem ter o que fazer. Meus olhos “verde-cinza-azuis”, minhas roupas “da moda”, minhas unhas mega-bem-feitas, meu cargo na firrrma, meus textos no Fashion Bubbles, minha (sub) genialidade, minhas sacadas bem humoradas…. Nada, nada, n-a-d-a serve ou importa. Parece tudo bobagem. Estou absolutamente impotente.

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Bubbles in the City – Deusa, louca e feiticeira

Publicado em 24 Jun 2008 at 3:16pm

Outro dia, lá na firrrma, fomos convidadas para um show. Vira e mexe, recebemos convites para uns eventos. E este era de um parceiro muito especial, então, eu queria ir. Mas não conhecia os cantores e tive que fazer a famigerada pergunta: que música eles cantam mesmo? (ô ignorância!)

Eis que uma amiga tenta resgatar minha memória. Ela canta o refrão: “uma deusa, uma louca, uma feiticeiiiiiiraaaa… ela é demais!”. Sim, a música é de uma dupla sertaneja. E, sim, eu reconheci o refrão!

Se a música é boa ou não, não vem ao caso. Tão pouco, vamos conversar sobre o valor da música sertaneja, que já recebe críticas suficientes – mas que, convenhamos, faz parte do cancioneiro popular e, por conseqüência, de nossas vidas (afe, notou que sou do tempo que usa “trema”, né?).

O que quero dizer é: gen-te, que mulher é essa??? Uma deusa, uma louca e uma feiticeira??? É tudo que eu quero ser quando crescer!!!!

Tá bom. Louca, já me disseram que sou. E até devo ter uma ou outra “arma de sedução”. Que eu nem sei que tenho de verdade, tão pouco usei de propósito. Mas… Deusa??? Feiticeira??? Tem curso????

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Bubbles in the City – SPFW? Saiba qual é o seu lugar.

Publicado em 19 Jun 2008 at 10:28am


Cena 1: no corredor da firrrrma. Um moço vem perguntar se uma amiga conseguiria uns “ingressos” pra São Paulo Fashion Week. Objetivo: convidar a “ex” para impressioná-la porque, afinal, ele está tentando reatar o namoro. (Detalhe: já avisei ao moço que ingresso a gente compra – pra show, teatro, cinema, pro circo. Pra ir à SPFW, é preciso c-o-n-v-i-t-e.)

Cena 2: almoço no restaurante da firrrma. Uma amiga diz que vai ao evento e tem convites (não ingressos) sobrando. A outra amiga diz “vamos tirar par ou ímpar pra ver quem vai com ela”.

Não sei que tipo de histeria toma conta das pessoas, mas todas querem muuuito ir à SPFW. Fazer o que lá, caras pálidas? A maioria nada tem a ver com a indústria da moda – tirando o fato de comprarem roupa, afinal, num dá pra andar pelado por aí, certo?

Ok. É um evento badalado, tem um monte de “celebridades”, os desfiles são bacanas. Mas não precisa se estapear por um convite, gente!

Se você não é mega cliente de nenhuma das marcas; não é compradora (ou seja, não tem multimarca ou franquia de loja alguma em lugar nenhum do planeta ); não é jornalista de moda/comportamento; não estuda moda… Não p-r-e-c-i-s-a. Vai xeretar o quê lá? Nada, né! O que você quer é dar pinta, “freqüentar”, pegar o briiinde, ver ex-BBB, contar pros outros no dia seguinte? Ah, me poupe!

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Bubbles in the City – Sem querer ofender as antas

Publicado em 18 Jun 2008 at 10:46am

Tenho uma amiga que está com grandes dificuldades (!!!) de terminar o namoro. Motivo não falta. O rapazola só apronta: sempre muita mentira, muito telefone na caixa postal, uma infinidade de desculpas esfarrapadas. É óbvio que tá tudo MUITO errado, mas ela insiste em encontrar as desculpas mais esfarrapadas para evitar o ponto final. A preferida tem sido o chefe do mancebo, grande culpado porque “tá fazendo a cabeça” do moço.

Longe de mim meter o bedelho no namoro alheio. Mas ela pediu minha opinião, então, eu vou dar. E nem vou falar de coisas como “falta de integridade”, “mentira”, “falta de respeito” etc. Ter valores é coisa de gente grande.

Pra avaliar gente tosca e babaca, é preciso abdicar de toda e qualquer sabedoria. Melhor ser rasa. Então, resolvi pinçar, de todo o circo de horrores, apenas quatro fatos suficientemente esdrúxulos para fazer qualquer uma sair correndo gritando “socorraaaa”. Mais claro do que isso, só desenhando.

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Bubbles in the City – Curriculum Vitae

Publicado em 12 Jun 2008 at 10:51am

De repente, não mais que de repente, percebi que os colaboradores deste site tinham um currículo. E eu? N-a-d-a. Comecei a pensar no meu… Putz! Não tenho MBA em coisa alguma. Pós em absolutamente nada. Nunca quis fazer esses tais cursos bacanas que todo executivo adora!!!! Sou bem esquisita… Mas até que sou um tanto quanto “bem sucedida”, como dizem por aí. E agora?

Ok, não vou deixar de “postar” meu famigerado “CV”. Assim, um tanto quanto às avessas… Mas é que, sei lá, foi o que saiu…

Mila Brito trabalha na área de Comunicação desde… Sempre. Ainda na escolinha, se destacava nas aulas de redação por seus textos um tanto quanto fora do comum. Queria ser arquiteta, mas optou pelo jornalismo quando, ao mesmo tempo, se rendeu aos conselhos dos amigos e descobriu que arquitetura tem uma boa dose de Matemática, Química e Física (três matérias nas quais era declaradamente um fracasso).

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Bubbles in the City – Dia dos Namorados / Parte 4

Publicado em 09 Jun 2008 at 11:16am

Okey, gente. Prometo que este vai ser o último texto da “série” sobre o Dia dos Namorados. É que, pra finalizar minhas profundas – pero no mucho – reflexões sobre o tema, precisava dizer mais uma coisa.

Na verdade, é um convite que faço a você, internauta. Apesar de eu ter algumas restrições ao “way of life” da terra do Tio Sam, vamos combinar: o Dia dos Namorados deles é bem democrático. Sim, porque no Valentine’s Day, os norte-americanos celebram não somente o amor entre casais (namorados, casados, enrolados, juntados, tico-tico-no-fubá etc). Eles celebram, acima de tudo, o amor pelo outro, o que inclui amigos e familiares.

Então, que tal a gente fazer o mesmo? Sabe aquele amigo que a gente ama de paixão, mas é só um amigo (como se isso fosse pouca coisa)? Então, por que não celebrar essa relação de carinho, respeito e afeto? Aquele primo companheirão, aquela tia que você tanto gosta, seus pais, seus irmãos… Por mais chato que você possa ser – o que é praticamente impossível, já que você é leitor deste site que só reúne gente bacana (que modéstia que nada: viva nóis!) – com certeza você ama alguém. E com certeza alguém te ama.

Não precisa comprar presente. A gente pode fazer esse dia ser especial de muitas outras formas. Mande um e-mail – ou melhor, um cartão! Putz, melhor ainda: telefone! Se estiver perto da pessoa, dê um abraço daqueles de enforcar leão: loooongo e bem apertado. Finalize com um beijão na bochecha.

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Bubbles in the City – Será que vai chover?

Publicado em 28 May 2008 at 12:02pm

Algumas situações me deixam realmente sem saber o que dizer ou fazer. Sabe quando você recebe uma informação e, em milésimos de segundos, fica tentando achar uma palavra, uma frase, um gesto? É um horror.

A gravidez (alheia, óbvio) e a maternidade (também alheia, óbvio) são dois momentos em que eu confesso que fico meio perdida e não sei muito como agir.

Por exemplo: uma amiga me fala que está grávida. Por que eu tenho que falar “parabéns”???? Numa cabe, gente! Não é aniversário de ninguém! Eu não consigo! “Parabéns” simplesmente nã-o-com-bi-na!

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Bubbles in the City – Mas e as minhas unhas…

Publicado em 23 May 2008 at 4:24pm

Há algum tempo, vira e mexe, tenho visto – em revistas, jornais, sites etc – um assunto que muito me intriga: investir na bolsa é fácil e todo mundo pode.

Não sei quanto a você, mas eu sempre achei que investir na bolsa fosse coisa pra gente graúda, grandes empresários com muita grana ou pessoas quem trabalham no mercado financeiro e já estão acostumadas com a coisa. Eu, na boa, faço cara de paisagem quando ouço falar de índice “Down Jones” (é assim que escreve???). Mas, enfim, dizem que, hoje, investir na bolsa está ao alcance de todos.

Okey, até conheço uma pessoa que comprou ações de uma certa empresa brasileira de petróleo (humm… qual será???) e cujo retorno, até onde ouvi dizer, vai muito bem, obrigada. Mas eu, coitadinha, nem dinheiro na “poupança” tenho! O máximo que fiz até agora foi adquirir uma tal de previdência privada (que, pra falar a verdade, nem sei direito como funciona).

Sou péssima quando o assunto é guardar e/ou investir dinheiro. E me sinto péssima por isso. Às vezes, pra me sentir menos irresponsável, coloco a culpa em São Paulo – a cidade, não o santo. Paga-se um preço alto para viver em São Paulo, oras! Principalmente uma pessoa fraca como eu, que sucumbe às maravilhas da vida moderna em uma metrópole onde tudo pode, tudo tem – mas custa caro.

Lá na firma, tem uma menina que, mais nova que eu, comprou um carro zerinho – à vista. E agora está procurando um apartamento – pra comprar quase que à vista. Achei o máximo! Deu um pouquinho de inveja, confesso. Perguntei qual era o segredo pra guardar tanto dinheiro e ela respondeu esticando as mãos: ela não faz nem as unhas.

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“A estréia” – Bubbles in the City

Publicado em 21 May 2008 at 11:11am

Dizem que baiano não nasce: estréia. Então, eu – que topo tudo por um acarajé e tenho dendê na veia -, vou tomar a brincadeira emprestada para anunciar não o nascimento, mas sim a estréia desta, digamos, coluna: Bubbles in the City.

Antes de você balbuciar um reprovador “tsic-tsic”, vou logo assumindo: sim, tomei como referência a coluna de Carrie Bradshaw. O que fazer? Sou fã de Sex and the City, sorry.

Do que tratará Bubbles in the City? Da linda, louca e frenética cidade de São Paulo, óbvio. Você sabe: aqui tem de um tudo – e ainda sobra. Um peculiar “way of life” pulsa nas veias dos mais de 19 milhões seres humanos que habitam essa que é a sexta metrópole mais populosa do mundo. (Quais são as cinco primeiras? Go google it.) Vamos falar sobre como vivem (e sobrevivem), o que pensam, fazem, querem os paulistanos e todos os demais que moram por aqui. Enfim, vamos falar do que faz São Paulo borbulhar.

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