BitCoin pode ser usado para negociar arte. Conheça o ArtCoin!

BitCoin pode ser usado para negociar arte. Conheça o ArtCoin!

Sem dúvida, você já deve ter ouvido falar em BitCoin. Esta criptomoeda ganhou destaque especial em 2020, por causa de uma valorização histórica de 276% em dólar. Mas você sabia que seu uso vai muito além do mercado de investimento?

Ela pode, por exemplo, ser usada para comprar obras como pinturas e esculturas. É aí que entra o ArtCoin, projeto criado com a finalidade de facilitar a negociação de arte. Trata-se de uma resposta natural e necessária à era digital.

Confira, em seguida, o que é BitCoin e como esse dinheiro virtual funciona. Entenda, ao mesmo tempo, de que forma o sistema de blockchain permite que as transações sejam antifraude. E, por fim, saiba como o ArtCoin promete revolucionar o meio artístico.

 

 

O que é BitCoin e como funciona?

 

Criado em 2009, o BitCoin é uma criptomoeda, isto é, um tipo de capital que é completamente virtual. Em resumo, podemos dizer que é uma versão on-line do dinheiro. Com ele, é possível adquirir tanto produtos quanto serviços. Apesar de ainda existirem poucas lojas que o aceitam como pagamento, este número vem crescendo a cada dia.

Cada BitCoin é basicamente um arquivo de computador com um código por trás. As moedas ficam armazenadas em um smartfone ou em um computador, dentro de um aplicativo que funciona como uma carteira digital. Do mesmo modo como acontece com bancos virtuais, as pessoas podem transferir o BitCoin, ou partes dele, de uma carteira digital para outra.

 

Foto: Rawpixel

 

Como investir em BitCoin?

 

Existem três maneiras de adquirir BitCoin: você pode comprá-las com dinheiro “comum” de um fundo ou de uma corretora especializada; vender produtos e serviços e aceitar o pagamento em criptomoeda, ou ainda minerando-as, ou seja, criando-as em um computador.

A mineração acontece com máquinas de alta capacidade de processamento executando milhares de cálculos por segundo. Ao final, o dono do computador que encontrar uma sequência compatível ganha, como recompensa, um BitCoin. Esse processo, no entanto, pode levar anos. E ele fica mais difícil conforme a criptomoeda se valoriza.

 

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Qual o significado de blockchain?

 

Como dissemos anteriormente, é possível movimentar BitCoin entre carteiras digitais. Cada uma dessas transações é registrada em uma lista pública e global. E a esse registro dá-se o nome de blockchain, ou corrente de blocos, em tradução literal.

Essa espécie de banco de dados descentralizado, então, usa criptografia para garantir a segurança de suas informações. É impossível copiar ou fraudar os seus arquivos, o que impede falsificação de BitCoin, assim como a invalidação ou o rastreio de transferências.

 

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Negociação de arte e BitCoin

 

Você sabia que menos de 1% da população mundial consegue comprar obras de arte raras? Isso porque a maioria desses trabalhos não fica disponível para a aquisição do público. E, quando elas vão a leilão, podem chegar a lances exorbitantes.

Enfim, mesmo que você tenha o dinheiro para obtê-las, a transferência de quantias altas pode ser complicada, dificultando a compra. Assim sendo, a criação de um ecossistema baseado em blockchain para o mercado internacional de arte, o ArtCoin, promete facilitar essa negociação. Continue lendo a fim de saber mais!

 

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O que é ArtCoin?

 

O modelo de mercado de negócios de arte permaneceu o mesmo por mais de 50 anos. No entanto, vem surgindo uma nova geração de colecionadores experientes em comércio eletrônico. E eles não precisarão mais de galerias e leilões físicos, por exemplo.

Ademais, com o trauma coletivo causado pela pandemia mundial de COVID-19 em 2020, buscar soluções para vender e comprar arte on-line com segurança ficou ainda mais urgente.

Surgem, além disso, desafios como popularizar o elitizado mercado de arte. Dessa forma, pequenos colecionadores ganhariam a oportunidade de ter uma parte de um Picasso, de um Keith Haring, de um Andy Warhol, entre outros.

Assim sendo, o ArtCoin é um BitCoin lastreado em obras de arte. Sua principal motivação é o impacto que o meio artístico vem sofrendo pelo mercado virtual e pelos sistemas auto-organizáveis.

Desse modo, um novo modelo de negócios entrou em desenvolvimento. SVgallery é uma plataforma que quer trazer o mundo artístico para as criptomoedas, por meio de uma rede descentralizada. Para isso, utilizará contratos inteligentes e tecnologia de blockchain.

O projeto conta com o apoio da Saphira & Ventura Gallery Tem ainda a liderança de uma equipe de empreendedores com histórico comprovado na construção de empresas, bem como décadas de experiência.

 

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SVgallery: o futuro está no ArtCoin

 

SVgallery quer ser uma plataforma global para arte no blockchain Ethereum. A prioridade é garantir a segurança dos usuários e a proveniência das obras. Com o intuito de unir negociantes, galerias, críticos de arte, fotógrafos, colecionadores, investidores e expositores em um mesmo lugar, será lançado um aplicativo móvel. O sistema BitCoin proposto deve ser implantado ainda no início de 2021.

Os dois fundadores do projeto ArtCoin, Louis Ventura e Alcinda Saphira, são galeristas de Nova York por paixão. Eles são proprietários de uma galeria em Midtown Manhattan, que adaptou seu portfólio para os novos modos de tratamento.

O ArtCoin Market da SVgallery terá obras de arte escolhidas a dedo, que serão regularmente apresentadas por meio de boletins públicos e no Instagram. Por fim, a compra por BitCoin será acessível e transparente.

“Dessa forma, visamos fornecer uma experiência de compra conveniente, com seus certificados de venda padronizados, e prova irrefutável de propriedade. Também visamos reduzir os casos de falsificação, garantindo que os artistas mantenham a autoria de suas obras”, contam Louis e Alcinda.

Além disso, uma variedade de formatos inovadores será explorada: projetos com curadoria; conceitos de exposições experimentais; apresentações em feiras de arte; visitas guiadas e viagens de campo.

 

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Como funciona na prática?

 

Os usuários da plataforma poderão comprar arte, tanto de artistas consagrados quanto emergentes, por meio de tokens digitais, usando BitCoin. Não é mais necessário que os clientes façam seu caminho fisicamente até o espaço da galeria. Isso porque os serviços e o formato da exposição ficam disponíveis sob demanda.

Assim, a Saphira & Ventura Gallery pretende criar uma representação digital das obras de arte do mundo real de colecionáveis. Ao mesmo tempo, estabelecerá um canal de transferência de propriedade e proveniência digital imutável. É possível converter cada item em tokens digitais no blockchain, e cada entrada será irreversível.

As obras ficarão ancoradas nas instalações da New York International Contemporary Art Society em Nova York. A gestão é do New York Pro Art Society Museum, com seguro adequado e sob custódia fiduciária.

O público amante de arte segue tudo direto de seus computadores e smartphones. Em alguns casos, o artista pode criar peças durante uma apresentação online enquanto o público pode interagir por meio do chat.

A estratégia de mercado de arte BitCoin manterá o público atualizado com postagens diárias no Instagram. Assim, é possível ter transparência de preços e procedimentos fáceis de compra. O e-commerce e a divulgação em mídias sociais permitem que a aquisição de arte se torne acessível para uma clientela moderna e não elitista.

 

Foto: Freepik

 

  • Agora que você sabe o que é BitCoin, que tal ler mais sobre arte e cultura? Fique por dentro do The Palm Beach Show, luxuosa mostra de joias, arte e antiguidades. Além disso, saiba tudo sobre a Bienal da Amazônia, evento que une arte à preservação da floresta brasileira. Por fim, conheça os cursos on-line oferecidos pela Escola Livre de Artes.
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