Dossiê sobre Queda de Cabelo – Parte 2/3

Dossiê sobre Queda de Cabelo   Parte 2/3

A diferença entre a queda do cabelo da raiz e a quebra do cabelo

A haste do cabelo é uma notável estrutura que suporta uma grande quantidade de agressões, que vão desde a exposição a fatores do meio ambiente (como vento, poeira, exposição ao sol) a diferentes métodos de penteado e escova. O cabelo normal mantém sua elasticidade, flexibilidade e força por até sete anos, salvo se houver problemas genéticos presentes.

Durante o tempo em que o cabelo está no couro cabeludo, e antes de se desprender, pode haver algum problema com o fio. Isso é muitas vezes chamado de “desgaste”, que é caracterizado por alterações na estrutura do cabelo, geralmente limitado a ocorrências cosméticas, que gera a quebra. O “desgaste” é devido a: o pentear, o escovar, os tratamentos químicos, o atrito natural, o molhar, a radiação ultravioleta.

Pensava-se que a maior parte do cabelo encontrado na pia, no chuveiro ou na escova era quebrado devido a danos e desgastes. Estudos têm mostrado, no entanto, que este não é o caso. Cerca de 80% da perda de cabelo vêm da raiz, não é fruto de quebra.

Os dados gerados pela Unilever confirmaram esta observação e extrapolaram a uma série de comunidades étnicas em todo o mundo. As maiores taxas de queda de cabelo da raiz aparecem na China (+ de 90%); e em todos os casos (México, Índia, Turquia, Tailândia, Reino Unido), o desprendimento de cabelo desde a raiz foi cerca de 80%.

A Quebra:

A quebra é reconhecida por pontas quebradas e/ou pontas duplas e diferem do crescimento dos cabelos que podem ser pontiagudos ou cônicos. Cabelos frágeis facilmente quebram perto das extremidades. Se houver alguma dúvida se há quebra de cabelo, isto pode ser confirmado de duas formas:

O teste do cartão – segure um cartão por trás do cabelo em questão (branco para cabelos mais escuros e preto para cabelos mais claros). Isso irá destacar as pontas quebradas ou pontas duplas.

O teste de puxar – segure alguns centímetros do cabelo pelas extremidades. Se o cabelo estiver danificado, as áreas seguradas se fragmentarão.

“Bolhas” no cabelo podem ser resultado da secagem com ar quente ou chapinhas, devido às altas temperaturas envolvidas. Isto pode deixar o cabelo quebradiço e também pode alterar sua textura e resistência. O cabelo irá mostrar “bolhas” dentro da sua haste quando visualizado sob ampliação.

Trichorhexis nodosa adquirida: Esta fratura na haste do cabelo, o que dá a imagem de duas vassouras juntas, é geralmente devido à herança, calor ou alisadores, mas o excesso de penteado ou escovação também pode induzi-la. O cabelo fraturado dá a aparência de ter nós presentes. Esta condição também demonstra diferenças culturais: interrupção distal é frequentemente encontrada em mulheres caucasianas e asiáticas, enquanto as mulheres de ascendência africana têm o problema mais perto do couro cabeludo. A tentativa de descartar os nós por meio da escovação pode causar ainda mais danos.

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Dossiê sobre Queda de Cabelo – Parte 3/3

Dossiê sobre Queda de Cabelo   Parte 2/3

Perda de Cabelo

Eflúvio Telógeno: Isto representa a perda de cabelo devido a um ciclo anormal do cabelo. A quantidade de desprendimento diária maior de 100 cabelos por dia. Se o eflúvio telogéno dura pelo menos seis meses, é chamado agudo, e se mais de seis meses, é chamado de crônico. Pelo menos 50% do cabelo pode se desprender do couro cabeludo para que a perda seja clinicamente visível. O eflúvio telógeno agudo pode ser devido a qualquer coisa que aumente o metabolismo do corpo, tais como alguma doença grave, certas drogas, febre ou até mesmo deficiência de ferro e de vitamina D. O eflúvio telógeno agudo ocorre de três a seis meses após a gravidez e pode até mesmo aparecer quando pílulas anticoncepcionais, que criam um estado pseudo-gravidez, forem interrompidas. O ciclo do cabelo geralmente retorna ao normal dentro de alguns meses.

Eflúvio Anágeno: Este tipo de perda de cabelo ocorre mais frequentemente após o tratamento com agentes terapêuticos contra o câncer ou com radiação. A maioria dos cabelos quebrados, além de perda de cabelo, caracterizam o eflúvio anágeno. A perda de cabelo geralmente começa sete a dez dias após o início do tratamento, mas pode se tornar mais perceptível depois de um a dois meses. De modo geral, continua por mais um mês após o último ciclo de tratamento. Ocasionalmente, o cabelo novo é mais fraco e quebradiço. O eflúvio anágeno também pode ocorrer por envenenamento com arsênico ou tálio.

Alopecia Androgênica (perda de cabelo padrão): Este é o tipo mais comum da perda de cabelo (95%) tanto em homens como em mulheres, onde há uma perda progressiva do diâmetro, comprimento e pigmentação do cabelo. Existe uma influência genética, mas os genes causadores ainda não foram identificados. Enquanto os fatores precipitantes são muitas vezes desconhecidos, algumas pessoas perdem o cabelo devido a ganhos ou perdas massivas de peso ou por tomar medicamentos controlados com efeitos androgênicos. Os contraceptivos orais e os agentes de reposição hormonal, por sua vez, têm sido raramente responsáveis por induzir ou agravar a alopecia androgênica.

Perda de cabelo induzida por medicamentos controlados: Raramente, alguns agentes terapêuticos têm sido conhecidos por causar a perda de cabelo. Estes incluem: alopurinol para o tratamento da gota, a heparina e a varfarina para prevenir a formação de coágulos sanguíneos, e clofibrato e gemfibrozil para baixar os níveis de colesterol.

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Alopecia Areata: Esta condição ocorre, muitas vezes de repente, demonstrando pequenas áreas arredondadas de perda de cabelo no couro cabeludo. Há uma aparição anormal do adesivo do cabelo (club hair) que se assemelha a pontos de exclamação. Embora a causa seja desconhecida, o cabelo geralmente retorna espontaneamente entre seis e doze meses, mas a doença pode voltar a ocorrer.

Tricotilomania: Esta perda de cabelo autoinduzida resulta ao puxar fortemente o cabelo do couro cabeludo, das sobrancelhas e até mesmo dos cílios. Ocorre duas vezes mais em meninas e mulheres do que em meninos ou homens. Tricotilomania representa um problema psiquiátrico de crianças e adolescentes. As áreas carecas apresentam bordas irregulares e contêm muitos cabelos partidos.

Alopecia por Tração: Estas perdas de cabelo resultam de abusos crônicos do folículo piloso. Quando o cabelo é puxado fortemente ou preso apertadamente em rolos, o folículo eventualmente não resiste e já não é capaz de produzir mais cabelo. Esta perda é frequentemente acompanhada por alopecia química, onde os folículos foram feridos pelo uso frequente de agentes alisadores ou relaxantes. A aplicação de pentes quentes, o uso de modeladores ou chapinhas sem cuidado, também podem levar à perda de cabelo (alopecia por calor: quando o couro cabeludo é queimado pelo instrumento, ou a haste do cabelo está enfraquecida e há a quebra devido a uma lesão térmica).

Tinea Capitis: Também conhecida como micose, esta é uma infecção fúngica do couro cabeludo, onde o cabelo quebra, há descamação do couro cabeludo, assim como crostas e a formação de áreas avermelhadas. Com algumas infecções fúngicas, as bactérias coinfectam as áreas, que se inflamam e são referidas como Kérions. Essa é geralmente uma condição vista em crianças, raramente em adultos.

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Fotos: Julio Crepaldi, Sweet Dreams e Top Fy

Fonte: In Press Porter Novelli Assessoria de Comunicação

Publicação: 8 de agosto de 2012

AUTOR

Paulistana formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e com curso técnico de locução pela Rádioficina. Atuou como redatora e locutora no Grupo Bandeirantes de Rádio e também como repórter para um telejornal segmentado.

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