Você sabia que alopecia é um distúrbio que causa queda de cabelos e pelos em todo o corpo? Uma das vítimas dessa condição é a atriz Jada Pinkett Smith, esposa do ator Will Smith, que já fez diversos relatos sobre o assunto nas redes sociais e na TV americana.

No entanto, foi durante o Oscar 2022 que o assunto voltou à tona. Isso porque no último domingo, 27, Will deu um tapa no rosto de Chris Rock durante a cerimônia de premiação, nos Estados Unidos. O motivo? O comediante teria feito piadas com a condição de Jada, que está com a cabeça raspada.

Por isso, resolvemos esclarecer as principais dúvidas sobre a alopecia:

  • Quais são os tipos de alopecia?
  • Qual a causa de alopecia?
  • Como curar alopecia na cabeça?

Boa leitura!

Quais são os tipos de alopecia?

Existem dois tipos de alopecia: areata e androgenética. Ambas são autoimunes, ou seja, as células atacam o próprio corpo.

Estima-se que cerca de 2% da população mundial seja acometida com alopecia areata. Enquanto isso, 5% da mulheres podem apresentar quadros de alopecia androgenética.

Além disso, vale destacar que a condição não é contagiosa e não apresenta riscos à saúde.

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Alopecia areata

Jada Smith com cabelo raspado.
Fonte: Instagram @jadapinkettsmith

A alopecia do tipo areata é uma condição causada por inflamação e tem como principal consequência a queda de cabelo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os fatores de risco que envolvem esta condição vão desde um problema autoimune desde o fator genético. Por isso, cada paciente reage de uma forma.

Só para exemplificar, há que tem uma grande perda capilar. Por outro lado, em outros, a queda é bem menor. Além disso, existem casos raros que são chamados de areata total ou areata universal. Na total, o indivíduo perde todo o cabelo da cabeça.

Já na universal, as perdas envolvem também todos os pelos do corpo. Aliás, esta é a condição apresentada pela atriz Jada Smith.

Sintomas

Os cabelos caem de forma brusca, formando padrões únicos, diferentes em cada pessoa. Algumas delas notam formas arredondadas sem fios na cabeça e no corpo. Já outras percebem que surgem várias pequenas áreas circulares sem cabelos.

Ademais, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o crescimento dos novos fios podem não apresentar coloração, ou seja, nascerem brancos. Porém, após um tempo, voltam à cor normal.

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Alopecia androgenética

Homem mostrando calvície.
Fonte: Canva

Por outro lado, esse tipo de condição é mais comum em homens e é conhecida popularmente como calvície. Geralmente, os primeiros sintomas são as entradas no cabelo que ficam mais evidentes, ou então a região da coroa que vai se tornando mais rala aos poucos.

Ao contrário da alopecia areata, a androgenética tem causa determinada: a genética. Entretanto, poucas pessoas sabem mas esta condição pode afetar tanto homens quanto mulheres.

Os primeiros sinais costumam aparecer a partir dos 40 anos. Porém, o histórico começa durante a adolescência, quando os hormônios interferem no ciclo do cabelo e fazem com que venham fios mais finos, de forma progressiva.

Sintomas

O sintoma mais comum da alopecia é o cabelo mais ralo.

Nos homens, as regiões afetadas são as “abertas” da cabeça, como a região frontal, conhecida como entradas, e a coroa. Por outro lado, nas mulheres a região central é a mais prejudicada.

Qual a causa da alopecia?

Mulher com queda de cabelo.
Fonte: Canva

Até o momento, não existem estudos que comprovem as causas da alopecia. Contudo, existem três possíveis motivos para a condição: inflamatória, genética e relacionada ao estresse. Dessa forma, qualquer um deles pode ocasionar tanto o tipo androgenética quanto o areata.

Estudos indicam que fatores como traumas físicos e emocionais, assim como quadros infecciosos, estão relacionados com a alopecia areata. Então, podem desencadear ou agravar a condição.

Por outro lado, como o próprio nome já sugere, a alopecia androgenética é causada por fatores genéticos.

Além disso, estudos de níveis internacionais apontam que o uso de cosméticos podem estar relacionados a quadros inflamatórios que resultam em alopecia frontal. No artigo publicado, é indicado o uso contínuo de sabonetes faciais comuns ou hidratantes que não são receitados por dermatologistas e próprios para o tipo de pele.

Como resultado, eles são responsáveis pelo dobro de risco no desenvolvimento de inflamações. O dermatologista e coautor do estudo, Hélio Miort, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, falou sobre o assunto ao Ecycle:

“Os compostos químicos do sabonete ou hidratante que tocam a linha do couro cabeludo poderiam penetrar nos folículos capilares, induzindo o processo inflamatório que resulta na queda de cabelo”, destaca o médico.

Como curar alopecia na cabeça?

Homem fazendo tratamento contra alopecia.
Fonte: Canva

O tratamento mais comum para a alopecia do tipo areata é por meio de medicamentos como corticoides, Minoxidil ou antralida. Mas, em casos graves, o tratamento precisa ser mais agressivo. Como resultado, alguns médicos optam por metotrexato ou sensibilizantes como a difenciprona.

Vale destacar que cada tipo de tratamento deve ser realizado de uma forma, após avaliação e indicação médica. Desse modo, é possível controlar a doença, diminuir as falhas e evitar o surgimento de novas.

Os comprimidos servem para estimular o fluxo sanguíneo na região da perda e ajudam os folículos pilosos a se recuperarem. Já os anti-inflamatórios ajudam no tratamento de possíveis causas da doenças e interferem na conversão do hormônio na cabeça.

Além disso, a psicoterapia é uma importante forma de tratamento. Afinal, além de poder estar relacionada com a causa da condição, também é essencial para o efeito emocional que a perda capilar pode causar.

Por outro lado, o tratamento para a alopecia androgenética é feito com produtos estimulantes dos fios e bloqueadores hormonais. Isso porque o objetivo é interromper o processo e conseguir recuperar a espessura do cabelo.

Alguns tratamentos podem envolver o uso de minoxidil e finasterida para homens e espironolactona, anticoncepcional e ciproterona para mulheres.

Embora seja uma condição genética, o uso de hormônios masculinos, suplementação e menopausa podem piorar a calvície.

Conclusão

A alopecia é uma condição autoimune sem cura que pode acometer homens e mulheres. Ainda não foi descoberta uma forma de se prevenir contra ela. No entanto, existem tratamentos disponíveis.

Os medicamentos e terapias servem para controlar a doença ou recuperar a saúde dos fios. Porém, é extremamente importante que o caso seja acompanhado por um profissional da saúde.