A moda de Michael Jackson nos anos 80 sendo revisitada em 2009
Este estudo é uma reflexão sobre o que nos fala Baudrillard a respeito da relação existente entre moda e cultura, quando diz que a moda é sempre retrô, porque nela tudo o que se vive nada mais é do que herança cultural. Ao afirmar isso, pretende-se aqui levar o leitor a compreender o conceito de retrô, como Giulio Carlo Argan nos mostra, através do Estilo Revivalista ou Revival, como os estilos que manifestam a presença da memória, da história e da cultura nas áreas da criatividade humana.
Este texto pretende entender o Revival, através da moda, como um fenômeno no qual o olhar do criador transpassa o tempo refletido pela moda no cotidiano, vendo tal fenômeno como uma produção humana interpretada pela informação histórica, que vê o cobrir do corpo e o calçar dos pés não apenas como uma imposição climatológica e moral, mas como imposição histórica e cultural.
As deusas gregas são eterna fonte de inspiração para a Moda
No Revival, os períodos históricos vividos são eternamente lembrados, ou melhor, “passados a limpo”, quando o passado é reinventado, é fonte de inspiração, é enquadrado e olhado pela moda nos dias de hoje.
The September Issue é um documentário que acompanhou a produção da edição de setembro de 2007 da revista Vogue americana – a edição pesava quase 2,5 kg e até hoje detém o recorde da maior revista já publicada! A estrela do filme é legendária editora, Anna Wintour, que “supostamente” inspirou o filme O Diabo Veste Prada.
O porquê do título é explicado em uma das deliciosas frases do filme: September is the January of Fashion (Setembro é o Janeiro da Moda).
Mas minha frase favorita é da própria Wintour: Fashion is not about looking backwards, it’s always about looking forward.
A Marvel é uma editora norte americana de história em quadrinhos, considerada uma das maiores e mais importantes empresas deste gênero no mundo. Foi a responsável pela criação de alguns dos mais populares super-heróis e personagens das histórias em quadrinhos como o Quarteto Fantástico, Homem Aranha e O Incrível Hulk.
Fundada nos anos 30 por Martin Goodman, a Marvel inicialmente foi chamada de Timely Comics. A primeira publicação da revista Marvel Comics ocorreu em 1939, trazendo na edição o super-herói Tocha Humana. Na década seguinte a então Timely trouxe às suas páginas o famoso Capitão América.
Tocha Humana
Continue
Garrafa rara de 1911
“Nós tivemos um vida bem simples – porém entendíamos e tínhamos o que era essencial – banho quente, champanhe gelado, novas ervilhas e velho conhaque.” Winston Churchill
Leia também: !!Bubbles – Conheça a história do Champagne
A garrafa de Champagne não é muito diferente de uma garrafa de vinho, é preciso conhecer alguns códigos básicos para decifrá-la. Códigos que nem sempre são óbvios, porém aprendendo uma vez, será possível comprar um produto de qualidade, e é sempre bom entender aquilo que se compra.
Alguns códigos como o AOC irão facilitar na hora de comprar a maioria dos produtos franceses e não somente vinhos.
AOC – Appellation d’órigine contrôlée (termo de controle de origem)
É um certificado francês para certificar o local geográfico que provém cada produto, como queijo, manteiga, vinhos e claro, o Champagne. Todos os produtos seguem normas de qualidade restritas. É proibido produzir e vender um produto de uma região geográfica controlada pela AOC, se ele não segue os critérios AOC. Se o produto possui esse certificado, ele passou por vários requisitos de qualidade.
Champagne AOC
A Champagne AOC foi aprovada em 1927 e estende-se por 150 km de norte a sul, e 115 km de leste a oeste, contém cinco áreas vinícolas. Existem mais de cem casas de Champagne e 19 mil produtores pequenos de vinho, para obterem a mistura de vinhos e manter um estilo específico. Como no caso do Moët et Chandon com seu Brut Imperal Cuvée, que utiliza mais de 100 crus diferentes para atingir o sabor desejado. Algumas empresas possuem suas próprias vinhas, como a Louis Roederer e Bollinger. Outros, inclusive grandes marcas, compram a matéria-prima e não possuem muitos vinhedos.
Champanhe, CHAMPAGNE!
Muito se fala sobre a importância do corpo vestido na socialização dos indivíduos e das motivações psicológicas que impulsionam o consumo de trajes moda.
As ciências humanas têm debruçado seus estudos sobre a importância das aparências como um elemento sinalizador para a aglutinação de pessoas, em torno de objetivos comuns. Esta visão está muito bem elaborada, em pensamentos como os de Hume, Simmel, Mafesolli, Baudrillard.
Sou uma historiadora de Moda e Vestuário e tenho usado o viés da história das aparências para mostrar e, demonstrar a função da moda como geradora de riquezas, e de demanda de mão de obra que a cultura das aparências proporciona nas sociedades modernas. Tal condição gera produtos e uma necessidade psicológica que induz ao consumo de bens.
Filósofo contemporâneo Alain de Botton
Aqui, através do pensamento de Alain de Botton, jovem filósofo contemporâneo, quero apontar a importância da aparência do traje modalizado, como um sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade.
A moda como sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade
Botton fala daqueles que ocupam posições sociais importantes como “alguém” e os seus opostos, como “ninguém”. O que este autor traz de novo para um tema que já está tão visitado, é a associação dos conceitos de “alguém” ao da conquista de status e amor, e o de “ninguém” ao estado de solidão e da posse de baixa auto-estima.
Tanto os chineses quanto os franceses afirmam que criaram o cartão de visitas. Os chineses dizem que criaram no século XV, porém os registros estão na França no século XVI.
De acordo com os fatos registrados, os cartões de visita surgiram na França, durante o reinado do monarca absolutista Luís XIV, Le Roi Soleil (o rei do sol).
Os cartões de visita ou visite biletes (sim, era bilete em francês com apenas 1 L), tinham o tamanho de uma carta de baralho, aliás, os cartões mais antigos vieram das cartas de baralho, os visitantes escreviam informações nas cartas. Os primeiros cartões eram utilizados para apresentar pessoas físicas da alta sociedade.
Prada
A Grécia continua a nos inspirar muito. Na literatura, filosofia, arte, mitologia, jogos olímpicos e no culto ao corpo. Na moda, estamos vivendo um momento de consolidação da tecnologia, criação e diversidade de estilos. Há sempre um movimento e um contra-movimento que impulsionam as novas tendências.
Temos sido testemunhas que as passarelas, vitrines, revistas de moda, lugares glamorosos e calçadas dos centros fashion de todo o mundo apresentam um mix de estilos, cores, formas que confundem a todos que querem identificar a nova ordem na moda. Cores escuras, branco e preto de um lado e cores cítricas de outro; listrado, xadrez, bolas e figuras geométricas; laços, babados, drapeados e rendas; da cintura anos 50 (new look) até as cores e estilos dos anos 80. Ao me deparar com todas estas informações, nas coleções das principais marcas apresentadas em NY, concluí que vivemos um resumo da pujança da moda. Sinto como se tivéssemos no auge, no momento máximo de investimento financeiro, tecnológico, de estilo e criatividade.
Prada
Neste momento, uma grande solução é voltar para as origens da cultural ocidental e se inspirar não mais nos humanos, mas nos deuses. A estilista francesa Madame Grès (1903 – 1993) teve sempre sua inspiração nas deusas gregas e sua produção da década de 50 poderia se confundir com algumas peças encontradas no contemporâneo. A Prada, que sempre mostrou sua superioridade através da originalidade nas coleções, como se estivesse na contramão das tendências, apostou nas inspirações das deusas gregas e foi seguida por outros grandes estilistas apresentados na matéria da Leo que fala sobre a homenagem ao clássico.
Madame Grès (1903 – 1993)
Jane Fonda em Barbarella (1968)
Leia também O surgimento das CYBER GIRLS – A realidade inorgânica ao seu alcance – Parte 1/4. e
Onde tudo começou e a mulher real – Parte 2/4.
Do Ciborgue ao Virtual / Parte 4-4
Por Goretti Pedroso
Para representar este período de liberação feminina, o filme Barbarella (1968), de Roger Vadin explora de modo inegável esta transformação expressiva da condição da mulher na sociedade, onde se questiona a sua guerra pessoal e a sua conquista social travando batalhas, onde o sexo atua como uma infalível arma contra o inimigo.
O filme vem ao encontro das expectativas da época, pois a mulher está inserida em um movimento feminista, onde o patriarcado começa a perder sua sustentação. Este movimento libertador questionava a situação social da mulher, a virgindade, o aborto e o casamento.
Barbarella – 1968 com Jane Fonda
A entrada da mulher no mercado de trabalho, conquista sedimentada após as duas guerras mundiais, ganha força com o acesso à cultura principalmente por ter presença e participação, inclusive com direito a voto enquanto cidadã. O direcionamento e o poder masculino já começam a ficar abalados. Há necessidade de novo redimensionamento nas atitudes e relações interpessoais; passa-se à busca de paridade e igualdade nas relações e direitos.
Chegamos finalmente à sociedade pós-industrial, onde o homem se tornou protagonista, como explica Domenico De Masi em O Ócio Criativo, pois as máquinas já eram operadas por outras máquinas; valores sociais e morais antes valorizados como o racionalismo, a competitividade, a alta produção, a eficiência e a ambição por bens materiais dão lugar ao progresso tecnológico; intensa presença dos mass media, valorizando e abrindo espaço para bens imateriais, que poderiam ser traduzidos por valores, serviços, estética, o livre pensar, maior criatividade e melhor utilização do tempo.
As mulheres, já mais emancipadas, com seus direitos preservados e donas de uma independência quase em arrependimento, por ter perdido alguns dos luxos e prazeres que a posição anterior a toda esta revolução feminina lhes conferia, dispõem dos meios de comunicação como aliado e tornam-se cada vez mais fortes, auto-suficientes, mas mecanizadas e conseqüentemente mais solitárias.
Karl Lagerfeld
O vestido tomara-que-caia vem aparecendo bastante nos looks das celebridades e também nos desfiles internacionais. O tomara-que-caia é um clássico da moda e será uma das estrelas do próximo verão.
De uma forma bem feminina, o estilo traz sensualidade e pode ser usado como vestido de festa ou no dia-a-dia. Ele reapareceu de forma descontraída e continua como símbolo de elegância.
Saiba um pouco da história do tomara-que-caia
“Embora seja uma variação dos corseletes do século 15, o tomara-que-caia como conhecemos hoje surgiu em 1946, quando o figurinista Jean Louis criou um modelo de cetim para a atriz Rita Hayworth usar no filme Gilda.
Nos anos 1950, o estilista Balenciaga fez esse decote com corpo justo e saia rodada, que é copiado até hoje. “Por causa das barbatanas e da estrutura rígida, o tomara-que-caia afina a cintura e mantém a postura reta”, explica Fran Scheck, modelista a Escola Sigbol Fashion, de São Paulo. Atualmente, ele é o modelo preferido das noivas e das atrizes de cinema em noites de gala.” (Veja matéria completa no site Manequim – Editora Abril)
Rita Hayworth foi a primeira a utilizar o tomara-que-caia em 1946, no filme Gilda
Continue
Desde que os homens deixaram os frufrus, perucas e outros apetrechos fashion a partir da Revolução Industrial, estabelecendo o uso do terno como o conhecemos, uma das variações permitidas na moda masculina tem sido o tamanho e a abertura da lapela (gola) do paletó: no início do século XX ficou bem pequena, como está hoje, depois foi abrindo até alcançar a proporção que aparece na foto da década de 40 e assim vem oscilando.
Quando, nas décadas do final do século XX, já acostumados às golas grandes, muito abertas, tivemos que conviver com o retorno ao tamanho reduzido, como achamos feio! Agora, já estranhamos quando vemos as golas amplas, pois o nosso cérebro se acostuma a um padrão e faz de tudo para evitar sua modificação.
Anos 40
Continue
A moda poetiza o corpo… com esta frase Marie Rucki, diretora do renomado Studio Berçot, fechou sua palestra do último dia 15, organizada pela Escola São Paulo e Shopping Iguatemi.
Com o tema: Fontes de pesquisa: inspiração, influências e consequências, Marie e Fabrice Paineau, professor do Studio Berçot, indicaram na visão deles, para a onde a moda caminha. Foi muito interessante porque a visão deles e da escola onde trabalham é essencialmente voltada para criação, eles não vieram falar das cartelas, tecidos e formas, mas sim de uma visão mais ampla da própria sociedade, do cinema, do homem, da mulher e como a moda, é claro, permeia os movimentos atuais. A visão deles é bem conceitual. Vão ainda mais longe, não acreditam em bureaux de tendências, pelo fato de massificarem a informação e dizem que a moda não é nada, ela é na verdade o que percebemos.
Continue
1933 – Heather Angel poses as Easter Bunny - Via blog Art Deco
Segue um pouco de história da moda através de Ilustrações Antigas de Páscoa.
É interessante notar a evolução da maquiagem, as diferenças de modelagens nas roupas e até mesmo a concepção da imagem que mostra o espírito da época.
Os anos 60 são totalmente revolucionários comparado as imagens das outras décadas.
Páscoa nos Anos 20
Por Ângela Rodrigues
Como professora universitária e, sobretudo, como amante da reflexão, assumi no semestre passado desafios intelectuais bastante interessantes. Um deles foi orientar alguns trabalhos de final de curso de Moda que me permitiram acima de tudo reorientar minhas próprias idéias.
Através do universo da moda pude constatar mais de perto desafios instigantes no que diz respeito à decodificação da semântica de uma idéia materializada em um objeto que possa ser inserido num contexto valorativo. Ou seja, atribuir um valor – bonito, feio, kitscht , vanguarda – a quaisquer produções estéticas constitui hoje tarefa difícil, senão impossível. No caso específico da moda, isso se deve não só à pluralidade de referências visuais a que estamos expostos como também a uma variedade de discursos subjacentes a produções totalmente independentes das tendências apontadas pelo mercado e das propostas das passarelas.
Talvez isso explique o quase predomínio de avaliações totalmente desprovidas de interpretações. O resultado é, como não poderia ser diferente, contaminado por subjetividades que, quando respaldadas, tendem a virar referências, parâmetros. Sempre foi assim. A grande vantagem é que hoje, não se convence muito facilmente nem mesmo os desprovidos de criticidade e autonomia. Penso que avaliar algo, a partir de interpretações fundamentadas nas mais diversas fontes, é crucial para que possamos fazer justiça aos criadores. Contudo quanto mais se lê, se vê, se analisa quanto mais se elimina quaisquer ruídos que afetem nossa percepção do objeto mais nos damos conta da dificuldade de avaliá-lo objetivamente. Certamente em função dessa dificuldade, a compreensão da realidade em que criador e criatura estão inseridos, parece muito mais producente, especialmente para os designers de moda. Independentemente de divergências valorativas a compreensão de uma produção simbólica que desvela algo de um momento, de uma época, de uma fase, de uma sociedade já o torna, a priori, interessante digna de ser apreciada.
No que concerne à moda em particular, penso que hoje tem sido muito recorrente nos grandes eventos nacionais e internacionais avaliações do que se vê nas passarelas desprovidas de dados que nos permitam refletir sobre sua pertinência. Mesmo assinadas por especialistas penso que afirmações que se limitam a avaliar algo como arrojado ou mero déjá vu, é pouco, muito pouco.
Foi motivada por essas e muitas outras inquietações, que aceitei orientar a pesquisa da produtora de moda Marcela Versiani interessada em analisar o kitscht na moda atual, acreditando que sob a minha orientação, conseguiria explicar o conceito e avaliar algumas produções objetivamente. Claro que não conseguiria fazer isso, ainda mais sob a minha orientação.
O que é quipá?
A quipá (em hebraico, kipá, “cúpula”, “abóbada” ou “arco”) ou yarmulke (em iídiche, do polonês jarmulka, que significa “boina”), é um pequeno chapéu em forma de circunferência, semelhante ao solidéu, utilizada pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de “temor a Deus”.
Leia também O surgimento das CYBER GIRLS – A realidade inorgânica ao seu alcance – Parte 1/4.
Por Goretti Pedroso
A mulher virtual já vinha sendo estudada no decorrer dos tempos. Antes da web ela já povoava o inconsciente dos aficionados pelos cartoons, pelas histórias em quadrinhos e pelo cinema.
Em 1926, Fritz Lang, cineasta representante do movimento expressionista alemão lança Metrópolis, filme de ficção científica que aborda a questão da mulher dentro deste novo contexto do expressionismo alemão.
Ela interage com a película projetando-se na figura de Maria, a protagonista do filme, heroína destemida que exige justiça social em uma sociedade caótica, opressora e claustrofóbica. Esta figura se contrapõe a de sua rival, uma robô construída a sua imagem e semelhança, que quer, ao contrário de Maria, destruir a cidade dos trabalhadores, para que no futuro as máquinas das indústrias sejam operadas somente por máquinas como ela.
Metrópolis – é a primeira vez na história do cinema que aparece uma mulher-robô
1ª capa da revista Vogue
Recentemente, a revista Vogue francesa convocou seus leitores e colecionadores a ajudarem restabelecer o acervo original de algumas edições perdidas datadas no período da 2ª Guerra Mundial.
Por curiosidade, encontrei um site que possuí quase todas as capas digitalizadas, incluindo as primeiras edições.
É um acervo digital bastante interessante, que mostra a evolução do projeto gráfico da revista e como os movimentos artísticos eram forte influência na criação das ilustrações. A estética Art Nouveau foi forte nos primórdios da Vogue e importante para a História da Moda.
Editorial de Camilla Akrans para o New York Times Magazine
A semana de moda de São Paulo 2009 acontece entre os dias 18 a 23 de janeiro, na Bienal de SP, onde serão apresentadas as tendências Outono Inverno 2009. Será a 26ª edição do São Paulo Fashion Week com o desfile de 40 coleções. O evento apresentará o tema “Brasileirismos” e utiliza o conceito de valorização da cultura nacional, com grande destaque para moda brasileira.
O objetivo é promover a brasilidade, abordando temas como a hibridização cultural do país. O evento pretende realçar a leveza e a alegria do povo brasileiro e homenageará um ícone internacional do Brasileirismo, a ilustre Carmem Miranda, com a celebração do centenário de seu nascimento.
Saiba mais sobre Carmem Miranda – Biografia
O tema desta SPFW nos liga diretamente a nossa identidade nacional. A idéia sobre ‘Brasileirismos’ caiu como uma luva em relação aos acontecimentos deste ano: a mudança das regras gramaticais do Português, que irá aproximar mais ainda os países que falam a mesma língua e que, de alguma forma, contribuíram para a construção desta identidade cultural, além do centenário de nascimento de um dos maiores ícones musicais e visuais do último século – Carmem Miranda!
“A “Pequena Notável”, como era conhecida, marcou tanto com seu jeito de cantar, revirando os olhos, mexendo as mãos e gingando, com seu sorriso contagiante e a graça de seus trajes cheios de balangandãs, que até hoje, mais de 40 anos após sua morte, é o símbolo brasileiro mais conhecido no mundo. Mais do que uma voz, foi um fenômeno do show business norte-americano.
D&G
As listras são estampas gráficas e é uma das padronagens mais utilizadas no mundo. No Antigo Testamento, elas já eram citadas, mas teve grande destaque a partir dos Séculos XII e XIII, alcançando seu apogeu nos Séculos XV e XVI.
No início, o listrado era associado a uma linguagem negativa, porque era usado em uniformes; principalmente uniformes de presidiários que eram listras horizontais em preto e branco. Além disso, personagens diabólicas, carrascos, feiticeiras e perturbadores da ordem em geral, eram representados graficamente com vestimentas listradas.
Na Idade Média, o listrado era conhecido como “pano do diabo” (O Pano do Diabo, de Michel Pastoreau), pois o simbolismo associado a esse padrão de estampa e das pessoas que a usavam, afastava dela as pessoas ditas do bem que poderiam ser contaminadas.
Em outro momento da história, o padrão ganhou a conotação de inferioridade na escala social, caracterizando o preconceito social. Empregados domésticos, arrumadeiras, porteiros, lanterninhas de cinema, músicos de rua, etc, usavam trajes listrados com estampas geralmente bicolores finas ou médias.
Em sua trajetória histórica, por volta do Século XVIII, o listrado alcançou a conotação de elegância, patriotismo e exotismo, e já era usado em uniformes: colegiais, roupas infantis, trajes de festa, looks românticos, bandeiras, estandartes, etc.
Um olhar sobre Madonna, a ‘camaleoa’ da moda
Com uma carreira de 26 anos, que não mostra sinais de que irá parar a qualquer momento, Madonna passou a vida toda se re-inventando. Ela vem encontrando, constantemente, um caminho para re-criar ambos, estilo de música e de moda, como nenhuma outra artista conseguiu antes.
A cantora, atriz e aclamada autora continua provar que ela está à frente dos tempos. No momento em que o mundo começa a assimilar a ‘nova’ Madonna, ela já está pronta para uma nova transformação, com ritmos sonoros diversificados e modernos, além do estilo visual, que quebrou alguns paradgmas no universo da música.
Aqui está uma linha do tempo de seus looks memoráveis:
Início da era “Homem objeto”
1º Abril, 1985