Comportamento

A Filosofia da Qualidade de Vida

A Filosofia da Qualidade de Vida

Publicado em 03 Jul 2009 at 5:26pm

Foto: Edu Euksuzian

Já reparou que quando estamos procurando vaga em um estacionamento de shopping ou supermercado, para dar dois exemplos, e encontramos um monte delas à disposição, isso nos cria momentaneamente uma dúvida: em qual parar? Essa aqui é melhor, não, não, aquela outra. No entanto, quando existe somente uma vaga disponível, vamos diretamente a ela e está acabado. É mais ou menos o que sinto quando vou dar uma palestra ou escrever artigos sem estar previamente pautado.

Dentro do que faço, existe um universo tão vasto, que nos fornece inúmeras opções de abordagem que às vezes fica difícil de escolher uma vaga para “estacionar o pensamento”.

Qualidade de vida é um desses assuntos, nos abrem várias janelas, deixando-nos atordoados em fechar algumas. Deixei esta aberta para nosso artigo de hoje. Vamos começar com você prestando atenção a sua respiração. Respire profundamente, pelas narinas, expandindo o abdômen a cada inspiração e contraindo-o a cada expiração, procure perceber o amenizar das dispersões mentais, a comunhão de energia e a geração de um estado de graça biológico, pela simples respiração consciente, profunda e ritmada.

Imagem do site Universo Yoga

Nas próximas respirações, inclua prazer, o mesmo de quando você se alimenta, pois afinal, você o está fazendo também, de bio-energia. No Yôga, aprendemos que alimento não é somente o que adentra nossa boca e sim o que penetra nossas cinco portas de entrada do conhecimento; o que entra pelos ouvidos, narinas, olhos e pele também é alimento.

Nunca mais me esqueci de uma entrevista que o ator Johnny Deep concedeu ao programa estadunidense Actor`s Studio. Em certa parte do show, lhe foi perguntado qual era o maior prazer que sentia na vida, e ele respondeu: respirar! Confesso que esperava qualquer outra resposta esdrúxula, mas essa, realmente me surpreendeu. Bem, voltemos as suas respirações. Nos primeiros ciclos, você amenizou a confusão mental e gerou um estado de harmonia interior, diminuindo o stress e, nos últimos, você desenvolveu o amor, no formato de satisfação e bem estar.  Pois então, toda esta introdução, serviu para mostrar que em minha opinião, descansam ai, os dois principais tópicos para se obter qualidade de vida seja ela qual for: amenizacão do stress e inclusão da paixão nas atividades do cotidiano.

Bem, parece que o Yôga entrou nessa de gaiato; na verdade, nem creio que seja ele que tenha entrado, mas o colocaram nessa, pois é muito provável que lá atrás, quando Shiva o criou, não o tenha feito com o intuito de fornecer qualidade de vida às pessoas, mas como conseqüência daquilo que ele nos ensina, ele acabou ficando inevitavelmente ligado a isso. Tanto é verdade que hoje em praticamente qualquer programa de qualidade que se instale em empresas, academias, hotéis, spas, resorts etc, esta lá o Yôga. Em nossas escolas, nas representações da Uni-Yôga, perguntamos aos pretendentes a alunos, a razão de quererem praticar Yôga e suas expectativas, e uma das respostas campeãs de bilheteria é a busca pela famigerada qualidade de vida.

Foto: Edu Euksuzian

Antes de dar atenção ao stress e a paixão, deve-se atentar a quatro observações centrais para melhor compreensão do processo de obtenção da qualidade. A primeira delas é que estamos em uma fase global e preferencial de quantidade em detrimento a qualidade, em praticamente todas as áreas de nossas vidas. Prefere-se produzir, namorar, ler, mais do que melhor. Atualmente o que contam são os números.  Obviamente que eles possuem sua importância. No entanto, hoje é mais valorizado o “fazer mais, em menos tempo”, não importando os resultados qualitativos.

A segunda observação: cada pessoa tem o seu próprio ideal de qualidade de vida. Se perguntarmos a cada um que ler este artigo o que ele entende pelo tema, certamente teríamos varias definições diferentes. Portanto, não há um modelo exemplar e padronizado.

Terceira e talvez a mais difícil de todas: tem que querer muito. Querer o quê? Mudar. Porque mudar? Pra se obter a qualidade, fatalmente algo precisara ser modificado. Somente dizer que se deseja, é fácil, porém não desprezível, pois a pessoa de alguma forma, já se predispôs a uma tentativa. Mas o que conta mesmo é o quanto essa pessoa quer essa mudança e o quanto ela estará disposta a renunciar.

E a quarta e última nos diz que após decidir que realmente se quer mudar, deve-se saber o que se quer modificar. É comum alunos me dizerem que estão insatisfeitos e querem mudar. Eu pergunto qual a razão da insatisfação e o que eles querem transmutar? Com poucas variações, a resposta é: não sei. Costumo dizer: só se modifica aquilo do que se tem ciência. Calma, não é necessário entrar em desespero, esses quatro elementos não são difíceis de serem resolvidos. O importante é saber que eles existem para sobrepujá-los.Como costumam dizer os advogados: temos que conhecer as leis para poder “navegar” através delas. E como o Yôga nos auxiliará nesta empreitada? Através de certos conceitos metafísicos, que incluem dentre outras coisas, senso de disciplina, observação e reflexão. Bem, você já deve estar se perguntando: e a bem construída e alicerçada administração do stress e o amor presente em cada ato, sorriso e respiração, cadê? Vá até o próximo parágrafo.

Compreendamos a cultura yôgi como um conjunto de técnicas e conceitos que visam o aprimoramento e a lapidação do ser humano.  Através das técnicas propriamente ditas ameniza-se o já instalado stress. O escopo de uma prática completa do Yôga que professo é composto de linguagem gestual, projeções energéticas, vocalizações de sons e ultra-sons, exercícios respiratórios, técnicas de purificação e orgânicas, relaxamento e meditação.

Imagem do site Universo Yoga

Todas estas técnicas citadas, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente nos auxiliarão no combate ao stress. Por exemplo, reaprende-se a respirar corretamente.
Todo mundo sabe (ou já viu) que quando alguém esta sob intensa pressão, quem está próximo recomenda que ela respire. Há exercícios de respiração para sedar e outros para estimular; por meio deles, facilita-se a ligação do inconsciente com o consciente, aumenta-se a sensação de bem-estar, o sangue torna-se mais ventilado. Ao expirar de forma longa e prolongada, estimula-se o nervo vago, o que promove uma descontração maior, baixando assim a carga emocional. Com a estimulação total do corpo, através das técnicas corporais, fortalece e alonga-se músculos, flexibiliza-se articulações e estimula-se o sistema endócrino.

Com as posições de inversão e outras, estimula-se a glândula pineal que libera melatonina, neurotransmissor que combate radicais livres e que regula nosso humor e sono. Os exercícios de concentração e meditação diminuem as flutuações de nossa mente, amenizando nosso desgaste e sobrecarga mental, alem de regular a ansiedade. Estudos mostraram que a meditação reduz o metabolismo, fazendo que os batimentos cardíacos e a respiração fiquem mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relax e tranqüilidade.

Imagem do site Universo Yoga

As técnicas de relaxamento com indução verbal, auxílio de luzes e visualizações, promovem um maior controle sobre a contração muscular e nervosa. Enfim, o escopo técnico do Swásthya Yôga nos auxilia a implodir o stress. No entanto, a graça do Yôga se dá quando você o leva para fora da sala de aula, ou seja, o aplica nas atividades diárias, afinal, como disse certa vez, um sábio: filosofia que não possa ser aplicada no dia a dia não tem utilidade. Estou me referindo muito mais em uma nova velha forma de enxergar o mundo do que propriamente dos exercícios em si, apesar de que você pode e deve usá-los, sempre com descrição.  Por exemplo, se está preso no trânsito, pode-se fazer respirações, contrações de plexos e glândulas; no consultório médico, visualizações e mentalizações; na fila do supermercado, concentração e abstração, e por aí vai.

Costumo dizer que o Yôga é uma metáfora pra vida. Muito do que se faz dentro de uma aula pode ser usado conceitualmente fora da sala. Aprende-se e treina-se em aula, por exemplo, que para conquistar o equilíbrio físico, deve-se passar por momentos de instabilidade. Assim é na pratica, assim é na vida. Aprende-se que ao fazer uma posição para um lado, por exemplo, o esquerdo, como uma torção ou lateroflexão da coluna vertebral, você não deve repetir os mesmos erros que foram constatados por você ou pelo seu professor quando o fizer para o direito, afinal, você acabou de aprender a forma certa de execução e deve ter a capacidade de assimilá-la rapidamente. Assim é na prática, assim é na vida.

E quando fazemos a posição de inversão? Curioso perceber que frequentemente os praticantes com idéias mais conservadoras são os que geralmente têm mais dificuldades para concluir a posição, pois ao fazê-la, você fica obrigatoriamente de ponta cabeça e é obrigado a enxergar o mundo ao contrário, por um prisma diferente do habitual. E por outro lado, aqueles que temem menos as mudanças, sejam elas de qualquer natureza, executam a posição em menos tempo, muitas vezes, até na primeira aula.

Imagem do site Universo Yoga

Enfim, com o Yôga, tende-se a extirpar o cabestro e perceber que há outras formas de encarar a vida e suas esquinas. Portanto, com tudo isso e muito mais, é extremamente natural que o praticante melhore a qualidade do seu sono, alimentação, digestão, excreção, pensamentos, relacionamentos e afins. E com maior atenção no dia a dia, gera-se uma melhor compreensão das situações de stress e suas raízes. No entanto, assim como a saúde não é somente a ausência de doença, o simples fato de ter minimizado e controlado o stress não é prerrogativa obrigatória da aquisição de qualidade de vida em sua totalidade.

Falta-nos aquela sublime força que é invisível aos olhos, mas incrivelmente visível ao coração: a paixão. Sabe aquela pulsação de vida que brota em seu âmago quando se identifica fortemente com algo ou alguém? Aquela chama de luz que nos ilumina o caminho, desde que saímos da cama pela manhã? Pois é, o amor, a sensação de devoção, entrega e puro prazer, devem estar presentes em cada segundo de nossas vidas.

Mas para isso, devemos gostar daquilo que fazemos; e não digo somente na área profissional, mas em todas que englobam nossa existência.  Meus alunos me perguntam se nunca tiro férias; digo a eles que vivo nelas. A importância do Yôga neste contexto, é que ele nos deixa mais conscientes para evitarmos os erros que por ventura cometeríamos, como por exemplo, nos depararmos com aquilo que sonhávamos e abrir mão disso.

Por vezes, me pergunto e aos outros: será que temos a noção da quantidade de pessoas ao redor do mundo que passam a vida inteira a tentar encontrar aquilo que gostariam de fazer e não encontram? E muitas vezes, nós esbarramos com aquilo que sempre sonhamos e…bobeamos. Da mesma forma que, algumas vezes, deixamos passar tão facilmente pessoas especiais que adentraram nossas vidas. Creio que muitas vezes, não reconhecemos a beleza, magnitude e importância daquilo que está bem diante de nós, pois esperamos sempre, que quando algo importante surja, deva ser anunciado ao som de trombetas.
Ouso dizer que sem o amor não haveria razão pra nada nesse mundo. Portanto, no meu ponto de vista, qualidade de vida, refere-se principalmente a essas duas características: bom entendimento com o stress e a presença incondicional do amor.

Vamos encerrar nosso bate papo com um pensamento do filosofo francês Montaigne: filosofia é a ciência de viver bem. Portanto, meu amigo, faça da sua vida, uma filosofia.

Fábio Euksuzian
Diretor da Unidade Vila Olímpia
Autor do livro A Ancestral Arte da Filosofia e do CD Relaxe e Desperte
www.universoyoga.org.br

Afinal, qual a função de um chefe de cozinha?

Afinal, qual a função de um chefe de cozinha?

Publicado em 03 Jul 2009 at 4:16pm

Os hábitos alimentares têm sua origem na identidade e na cultura de um povo. São parte dos alicerces sociais. Ao viajarmos pelo mundo encontramos inúmeras peculiaridades alimentares em cada país e ainda curiosas diferenças nos estados do mesmo. Isto se dá provavelmente, não só pelas influências de colonização ou proximidade geográfica com outros países, mas também pela adequação dos alimentos ao clima, solo e demanda de cada região.

No Brasil, por exemplo, a culinária é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos que foram sendo adaptados à realidade do país. A feijoada é um bom exemplo. Os escravos trazidos ao Brasil desde o fim do século 19 conceberam o prato nas senzalas a partir das sobras das carnes da casa-grande, mas foram os portugueses que juntaram o feijão preto a esta adaptação do cozido português, uma vez que a mistura de carnes e legumes era tabu na alimentação dos colonos.
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A liderança e o mundo da idéias. E quem as executa?

A liderança e o mundo da idéias. E quem as executa?

Publicado em 02 Jul 2009 at 6:14pm

Refletindo sobre um fenômeno nada novo que reúne uma função muito básica do ser humano – a idéia – me dei conta que fico muito incomodado com os excessos de quem as produz e as expectativas envolvidas no processo de suas produções.

O termo idéia pode, como em Platão, designar realidades objetivas, inteligíveis, eternas, imutáveis e transcendentes. Pode também ser definida sob a luz da psicanálise como toda a espécie de representação mental, pensamento, imagem, lembrança, opinião, projeto, intenção, invenção, imaginação, descoberta, ou simplesmente representação intelectual de um objeto.

Na filosofia, o ideal se refere a uma idéia e não a uma realidade empírica. A teoria das idéias, de Platão, é, por vezes, inapropriadamente chamada de idealismo. Na verdade, deve ser considerado um “realismo das idéias”, já que para Platão, as idéias constituem uma realidade autônoma – “o mundo inteligível” – existente por si mesma, independente de nosso conhecimento ou pensamento.

Sem precisar ser muito erudito ou acadêmico a idéia nos reporta a algo pensado, novo, criativo: – Tive uma idéia! Logo se constrói toda uma argumentação para dar sustentação aquela idéia que se transforma em uma opinião defendida e, consequentemente num projeto a ser  executado.

Somos sempre estimulados a ter idéias no sentido de demonstrar nossa criatividade e versatilidade na resolução de problemas. Embora não sejam muitos os que de fato nos apresentam uma idéia original. Podemos citar Darwin e a teoria da evolução; Lavoisier e a criação da química moderna e conservação da matéria; Adam Smith considerado o pai da economia moderna; Freud e a psicanálise; Einstein e a teoria da relatividade; Bill Gates e a Microsoft e Steve Jobs co-fundador e reinventor da Apple Inc.

Freud criador da Psicanálise

Não precisamos nem mesmo ler suas obras para compreender que cada um dos citados foram trabalhadores árduos, obsessivos em suas pesquisas e a partir de suas idéias realizaram feitos para toda humanidade. Tais feitos os tornaram grandes líderes cujos seguidores se estendem de gerações em gerações.
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São Paulo x Cruzeiro ou seria Sanduba de Pernil x Tropeiro na Marmita

São Paulo x Cruzeiro ou seria Sanduba de Pernil x Tropeiro na Marmita

Publicado em 30 Jun 2009 at 5:22pm

A comida e o futebol sempre traçaram estreitas ligações, haja vista nos termos: “engoliu um frango”, “levou um chocolate”, mas é nos arredores dos estádios que podemos observar que a relação é mais próxima do que imaginávamos.

Todos aqueles que já foram a um jogo, seja ele no Morumbi, Pacaembu, Maracanã ou Mineirão, já sentiram aquele “aroma de estádio” que paira em torno deste tão freqüente programa do brasileiro: assistir a uma partida.

Mas esta partida começa antes mesmo dos times entrarem em campo: o que vai ser? Um delicioso sanduba de pernil? Ou de calabresa, que muitas vezes nos estádios são substituídas pelo salsichão? Que tal o bom e velho hot dog? Ou até um feijão tropeiro na marmita (clássico do Mineirão)?


O sanduíche de pernil é tradicional nos arredores dos estádios de futebol em São Paulo
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Evolução.com

Evolução.com

Publicado em 17 Jun 2009 at 7:42pm

Vamos ver se você adivinha: um jovem estudante tem uma idéia ainda durante os anos de faculdade. Um professor vê na idéia viabilidade comercial e aconselha o garoto a patenteá-la, o que ele faz. O garoto sai da escola e monta sua pequena empresa “de garagem”. Em dois anos o negócio cresce e consegue investidores. E dali pra frente o crescimento é vertiginoso, transformando a empresa num negócio bilionário.

Steve Jobs com o MacIntosh? Bill Gates com o Windows? Os meninos do Google? Ou do Facebook? Pois deixe-me surpreender você: a história que contei é do estadunidense Clarence Spicer que inventou a tecnologia da junta universal que revolucionou os sistemas de transmissão de força dos automóveis e caminhões produzidos nos EUA. O ano? 1903… A pequena empresa fundada por Clarence transformou-se na gigante Dana, a multinacional na qual trabalhei por 26 anos.

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 Você sobreviveu ao dia dos namorados?

Você sobreviveu ao dia dos namorados?

Publicado em 15 Jun 2009 at 5:45pm

E, então, mais um Dia dos Namorados passou… Espero que os casais tenham sobrevivido. Sim, porque esse é um dia cheio de armadilhas que podem detonar ondas de amor e/ou ódio em muitos relacionamentos, né?

Acho fofa essa coisa de comemorar namoro, dar presente etc. Mas ter um dia específico pra isso é um perigo. Pra mim, meio que parece uma entrevista pra emprego: você está sendo avaliado. Em tudo: comportamento, gestos, palavras, roupa. Como é que a gente pode ser espontâneo numa situação dessas?

Se tem reserva no restaurante, precisa ser pontual pra não perder a mesa. Se chegou na hora, se sente pressionado pra comer logo – afinal, o povo da fila de espera está te encarando e te odiando. Até seus momentos mais íntimos com o ser amado precisam ser agendados, principalmente se você quer ir num motel. Uma amiga me contou que, certa vez, o povo da fila ficava buzinando pra apressar os casais que já estavam no quarto. Imagina! Mais brochante que isso, só ser pego pelos pais em pleno ato!

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Dia dos Namorados – dicas de presentes românticos

Dia dos Namorados – dicas de presentes românticos

Publicado em 08 Jun 2009 at 5:22pm


O Beijo (original Le Baiser) – de Henri De Toulouse-Lautrec – 1982

Dia dos Namorados chegando e aquela bomba de propagandas no ar, como em todas as datas comemorativas, é extremamente comercial. As lojas tentam transformar qualquer calça jeans em símbolo romântico e ideal para presentear.

Na Europa o Dia dos Namorados é dia 14 de fevereiro, e menos comercial. Não existe muito mais que vitrines decoradas e pacotes especiais de restaurantes, como neste ano quando meu marido me levou para jantar em um e, junto com a sobremesa, você escolhia um coração de chocolate.  Dentro do coração poderia conter entre outros prêmios, um colar de diamantes Cartier. Não preciso dizer que além de não ganhar, foi a mesa do lado que tirou o coração mais que premiado, e logo após o meu!

De qualquer forma, o que vale é o romantismo (bom, apesar de que um colar Cartier não seria nada mau), e acho que às vezes os homens se preocupam demais com o presente perfeito ao invés de criar o ambiente ideal.
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Foi Mal

Foi Mal

Publicado em 05 Jun 2009 at 9:59pm

Uns documentos importantes desaparecem. Foram enviados para mim por motoboy. Chegaram à portaria da empresa no final da tarde e… Ninguém sabe, ninguém viu. O comprovante de recebimento está lá, assinado. E o dono da assinatura me procura para dizer que recebeu e colocou na caixa de entrada. Dali pra frente não se responsabiliza mais.

- Não fui eu.

Busco o responsável pela área de trânsito de documentos que, todo solícito, se propõe a procurar. Algumas horas depois ele telefona sugerindo que eu tire segunda via… Ninguém sabe, ninguém viu. E argumenta:

- Seu Luciano, não fui eu.

Protestei, indignado. E recebi a resposta definitiva:

 - Foi mal…

Então o piscineiro faz seu trabalho semanal lá em casa. E vai embora largando um registro aberto. Inunda a casa de máquinas. O motor vai pro brejo. Protestei, e a resposta foi imediata:

 - Não fui eu.

Diante da impossibilidade de sustentar inocência, a frase definitiva:

- Foi mal…

No estacionamento, o manobrista me entrega o carro com um lindo risco na lateral.

 - Já estava assim. Não fui eu.

Chamo o gerente, que dá a resposta definitiva:

 - Foi mal…

Eu pensei em dar aqui um exemplo de companhia aérea, mas nem precisa, né?

- Foi mal. Foi mal. Foi mal…

 Pois é. Essa é a grande encrenca da prestação de serviços. Você só sabe se o serviço é bom depois que recebe. Não dá pra ver antes, pra cheirar, experimentar, saber que peso tem, de que tamanho é…

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Homenagem da Cristiane Porto para o Dia dos Namorados

Homenagem da Cristiane Porto para o Dia dos Namorados

Publicado em 05 Jun 2009 at 1:49pm

In my life
( Lennon / McCartney ) Sean Connery

Há lugares de que me lembro
Toda minha vida, apesar de alguns terem mudado
Alguns para sempre, não para melhor
Alguns se foram, e alguns permanecem

There are places I remember
All my life though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain

 

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A incessante busca pela excelência

A incessante busca pela excelência

Publicado em 03 Jun 2009 at 4:58pm

Filme o Último Samurai

Você nunca se sentiu em vão, buscando algo que sabe que nunca encontrará, mas ainda assim jamais ousou desistir?

“Observe esta flor, é perfeita! Podemos passar a vida inteira atrás de uma dessas e mesmo que nunca a encontremos, nossas vidas não terão sido em vão”. Com esta belíssima explanação, Mestre Katsumoto tenta, nas entrelinhas ensinar o capitão Nathan Algren, a personagem de Tom Cruise, no filme o Último Samurai, sobre a incessante busca da perfeição realizada por ele e sua classe de samurais, que muito embora possuíssem a percepção de que a perfeição,fosse teoricamente ilusória, mutante e inatingível, sentiam que valia a pena investir o tempo de uma vida para ir atrás de algo que não encontrarão, mas que ao menos, aproximar-se-ão.

É na busca pela essência da perfeição que encontramos a nós mesmos.

Fábio Euk.

É impossível de expressar com palavras, a sensação que se tem quando fazemos de tudo para atingirmos o inatingível, a sensação da busca nos faz dormir o sono dos anjos por tentar acordar todas as nossas possibilidades latentes.

Na outra ponta, como conseqüência da lapidação e aprimoramento que se sucede a uma boa incorporação da cultura yôgi na vida de um praticante, a exímia seleção de praticamente tudo (alimentação, comportamento, vestuário, atitudes etc) que envolve a existência do aprendiz o torna exigente com relação ao que o cerca e o faz buscar a excelência em tudo que realiza e, isso meu querido leitor, pode ser um pesado fardo a ser sustentado, se não compreendermos as invisíveis linhas que sustentam o entendimento do todo.

Explico: se tudo o que você faz para si e para os outros, seja no trabalho, relacionamentos e afins, possuir um alto grau de exigência e a tentativa do alcance da perfeição dos samurais, é natural que você espere isso dos outros em reciprocidade também e, é justamente neste ponto que jaz a dificuldade, caso não estejamos atentos. Trocando em miúdos, não devemos esperar reconhecimento ou reciprocidade das outras pessoas e nem mesmo a mesma atitude ou reação que seriam do nosso feitio, pois somos diferentes dentro de nossas igualdades ontológicas.

Por vezes, quando damos o nosso melhor, não aceitamos como contrapartida algo que ouse não se aproximar disto, como por exemplo, o amor que ofertamos aos nossos cônjuges: se não sentimos o retorno com mesma intensidade, esperneamos. O truque é oferecer porque sentimos vontade, queremos e gostamos, tendo a ciência de que nem sempre, ou melhor, quase nunca, seremos correspondidos com igual devoção. Simples assim!

Quando se tenta ir atrás de algo sublime e perfeito, lastreando nossos caminhos para que isso realmente aconteça, costumamos não aceitar nada que não seja semelhante por parte dos demais.

Filme o Último Samurai

No entanto, apesar disso, podemos esperar o mínimo “recomendável” daqueles que se relacionam conosco, de alguma forma. Quando se trata de família, amigos, parceiros amorosos, não é demais esperar respeito, confiança, zelo etc.

De prestadores de serviços como professores de Yôga, arquitetos, marceneiros, engenheiros, diretores de arte, corretores, da companhia de gás, luz, das lojas que nos atendem diariamente… não deve-se esperar perfeição, como citado acima, mas o tradicional que foi estudado por eles e para o que foram preparados ou se predispuseram a fazer, em outras palavras, o que fazem todos os dias. Porém, lhe imploro: se você conhece algum prestador de serviço do qual podemos esperar as qualidades acima e, isso se estende a todas as etapas de um bom trabalho executado: excelência, cumprimento do estabelecido em contrato (tipo do trabalho, prazo, preços), comprometimento mínimo, bom atendimento, pós-venda, mínimo de qualidade, ou seja, o básico que não farão do prestador um virtuose em sua área, mas alguém que será recomendado a posteriori, por favor, me indique!

E que fique claro que isso independe de classe social, tipo do serviço prestado ou formação cultural. Há, neste ponto, uma curiosidade, muitos daqueles que tiveram oportunidade de formação acadêmica, ficam presos àquilo que aprenderam à época de seus estudos, aplicam e ensinam aquele material pelo resto de suas carreiras, quando, na maioria das profissões, tudo e todos vão se reciclando com o passar dos tempos.

Arrisco dizer que é por estas e outras que quase não temos nutricionistas que entendem claramente uma opção vegetariana, pois os demais engessaram o escopo do curso da faculdade na qual se formaram, por vezes, há décadas e não atualizaram-se com as “novas” descobertas, limitando-se ao obsoleto e saudoso diploma pendurado nas já descascadas tintas das paredes das lembranças.

Portanto, se você é como eu, um buscador da excelência em tudo que faz, não espere isso de todos que cruzem o seu caminho, mas exija sim, o “aceitável”, pois do contrário, não há evolução e assim, ficaremos sem uma das grandes dádivas que foi oferecida ao homem.

Fábio Euksuzian
Diretor da Uni-Yôga Vila Olímpia
Presidente da Associação dos Profissionais de Yôga da Vila Olímpia
www.universoyoga.org.br
(11) 3845-5933

fabio.euk@uni-yoga.org

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