Foto do site Gloria Kalil
“A V. ROM surgiu em 1997, junto à explosão da música eletrônica em São Paulo, onde roupas e acessórios com um perfil mais tecnológico e de efeitos visuais expressivos começaram a aparecer.
Acreditando na expansão desse segmento e trazendo-o para as ruas, a V. ROM preocupou-se em ter uma característica mais básica em suas coleções, buscando materiais refinados, acabamentos de alfaiataria e uma cartela de cores neutras em contraste com detalhes de cores vibrantes.
A marca é dirigida a homens que buscam um diferencial no vestir, e que ao mesmo tempo não se sintam excluídos da grande maioria mais conservadora.”
Saiba mais sobre a história da marca e outras informações no site V.hifolio.
Para a coleção verão 2010, a marca traz para a SPFW, o estilista Igor de Barros, que se inspira no trabalho da artista e pesquisadora botânica Margaret Mee, trabalhando a alfaiataria e as estampas em criações.
Confira release enviado pela Mkt Mix Press:
Desfile da V.ROM – Verão 2010
Foto do site Gloria Kalil
Um formato, um corte, um tecido
Por Oggi Cucina e Vino
OGGI CUCINA & VINO ABRE COM CLÁSSICOS DA GASTRONOMIA ITALIANA, PREPARADOS EM FORNO À LENHA E SABOR DE COMIDA CASEIRA
Em ambiente descontraído na Faria Lima, o restaurante une o aconchego das vilas italianas e cozinha italiana com sabor caseiro preparada e servida para ser partilhada, além de uma grande oferta de vinhos. E podem ser retirados pelo cliente ou pelo garçom diretamente da enoteca Grand Vin, presente no local, com preços muito mais acessíveis que nos demais restaurantes. A carta de sobremesas é assinada pelo chef patissier Flavio Federico.
Cucina & Vino. Esses são os focos principais do novo restaurante Oggi Cucina & Vino, que abre no dia 27 de março. Instalada na região da Faria Lima, não é apenas mais um restaurante de gastronomia italiana. O objetivo do Oggi vai bem além disso. A idéia é a valorização da comida caseira. Um simples conceito de grande sucesso: boa comida acompanhada de um belo vinho.
O comando da cozinha fica por conta do chef Manuel Coelho, ex-Pellegrino. O restaurante especializado na gastronomia italiana apresenta cortes clássicos de carne, preparados com o sabor tradicional do forno à lenha, pré-preparados e armazenados em embalagens à vacuo “A cozinha do Oggi une pratos simples e tradicionais da cozinha italiana, com carnes assadas no calor da brasa, sem deixar de utilizar técnicas mais recentes da gastronomia como o cozimento à vácuo”, explica Coelho.
A casa traz ambiente aconchegante, numa espécie de vila italiana. O salão, com espaço para atender 80 pessoas, tem decoração rústica, sem perder o charme do tradicional. O projeto leva a assinatura do arquiteto Wilian Gorhan.
Imagem da galeria UOL Estilo
“Em quatorze anos de carreira, o estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch testou todos os seus limites e não tem problemas em encontrar idéias frescas para se superar a cada temporada. Do seu desfile de graduação às apresentações do São Paulo Fashion Week e na concorrida semana de Prêt-a-Porter em NY, sua moda ganha novas experimentações e muito rigor no corte, na modelagem e na escolhe de matérias-primas. Sua evolução pode ser conferida desde a camiseta com estampa de caveira – ícone do underground paulistano do início dos anos 90, quando o estilista se projetou ao assinar looks de prostitutas e travestis, ao festival de volumes e dobraduras, que contrasta com a silhueta seca, algumas vezes temperadas com formas em linha A.”
“Alexandre Herchcovitch atualmente desenvolve 4 coleções por ano para sua própria grife. Sua grife desfila em NY e não mais em Paris. E ele exporta sua marca para todo o mundo, sendo vendido da seguinte forma: Herchcovitch;Alexandre em NY e Herchcovitch;jeans no Japão, porém isto não impede que uma loja japonesa venda a linha prêt-a-porter ou vice-versa. Ele tem 4 lojas no Brasil e uma loja no Japão, além da loja virtual.”
Saiba mais sobre Alexandre Herchcovitch no site da marca e conheça sua biografia na Wikipédia.
Imagens do Terra Moda
Inverno 2009 por Alexandre Herchcovitch
OESTUDIO + Agus Comas – Estação Campo Limpo
O projeto Vestir Design pretende estabelecer as bases para a construção do pensamento de Moda.
Jum Nakao e Paula Limena, coordenadores do projeto que é parte integrante do movimento Viver Design, da Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo, foram curadores de uma exposição inusitada, onde looks de estilistas consagrados foram expostos em algumas estações do Metrô de São Paulo e na estação Brás da CPTM. Trata-se da exposição Re (produzir).
A mostra está distribuindo modelagens impressas originais das roupas, possibilitando desta forma, a reprodução autorizada das obras por qualquer cidadão. As mesmas modelagens estão disponíveis para download no site Viver Design em São Paulo desde o dia 02/11.
Melk Zda + Fábia Bercsek – Estação Ana Rosa
A Festa do Verde ampliou seus horizontes e, neste ano, a 30ª edição do evento será em São Paulo, no Memorial da América Latina!
A Sociedade Beneficente Casa da Esperança Kibô-no-Iê, entidade filantrópica dedicada ao amparo ao deficiente intelectual, realiza nos dias 11 e 12 de outubro a Festa do Verde no Memorial da América Latina.
Este é o evento mais importante da Kibô-no-Iê, que busca arrecadar fundos e toda forma de colaboração para a sustentação das atividades beneficentes no amparo aos 92 internos deficientes intelectuais.
Leia artigo completo no Fashion Brasil.
Geralmente, quando há troca de estação e todas as lojas estão renovando suas vitrines paras as coleções que estão chegando, elas colocam a coleção passada à venda com preços baixíssimos em suas lojas de fábrica, outlets e pontas de estoque. É uma ótima pedida para quem quer aproveitar os preços baixos e comprar aquela peça que ficou faltando no guarda roupa.
Seguem-se os endereços e telefones das principais lojas de fábrica, pontas de estoque e outlets de São Paulo especializados em Moda Infantil, Moda Masculina e Feminina, Moda Praia e Esportiva, Acessório, Bolsas e Moda Íntima.
Cada link redireciona ao Moda Revenda e separa por categoria os links que contém a lista dos endereços e telefones das grandes marcas. Aproveite!
Lojas de fábrica em São Paulo – Moda feminina e masculina – Parte 1/5
Lojas de fábrica em São Paulo – Artigos Esportivos e Praia – Parte 2/5
Lojas de fábrica em São Paulo – Moda Infantil – Parte 3/5
Lojas de fábrica em São Paulo – Moda Íntima – Parte 4/5
Lojas de fábrica em São Paulo – Bolsas e Acessórios – Parte 5/5.
Mais de 2 milhões de livros à venda, 4 mil lançamentos, 210 mil títulos, 1 atividade cultural a cada 3 minutos, 50 autores estrangeiros, 220 convidados nacionais, expectativa de 800 mil visitantes.
Os números dão a dimensão da 20ª Bienal Internacional do Livro, a maior feira já realizada, que começou ontem (14) e vai até o dia 24 de agosto. Para facilitar o acesso, a organização vai manter ônibus gratuitos para o pavilhão do Anhembi a partir do Metrô Tietê.
É um programa para toda a família. Pais com filhos pequenos têm à disposição, gratuitamente, carrinhos e bebê e fraldário. As crianças e jovens podem se divertir no espaço infanto-juvenil Ler é a Minha Praia e nos estandes das mais de 80 editoras com atividades e livros para este público.
Esta é uma dica para curtir um ótimo fim de semana. Passeio para toda família, tanto os pequenos como os grandões vão adorar. Piscinas de água quente e diversão o dia inteiro quem não gosta?
O parque, apesar de ainda não estar acabado – eles estão ampliando as atrações e a área total – é muito bonito e acima de tudo muito criativo. Para quem conhece a Pousada do Rio Quente em Goiás, acredite, não deixa a desejar…
As atrações são o ponto alto. Lá você irá encontrar uma piscina de ondas, divertida e NADA relaxante, eu que sou desajeitado desequilibrei da bóia e tomei uns 2 litros de água. Toboáguas de 20 metros (este eu encaro) e de 35 metros de altura (não me arrisco), outra atração bem legal é a Big Bubble, uma bolha de plástico inflada que você sobe por uma corda, te garanto que vai se sentir uma criança na piscina de bolinhas.
Gente, gente, geeen-te! A vida anda tão corrida e aconteceu tanta coisa desde que fui-e-voltei de Caracas que, caraca, não tive tempo de escrever e, agora, nem sei por onde começar! Então, bem, do início, né?
Caracas – infelizmente, nada de mega inteligente tenho a dizer (como se a falta de coisas relevantes nesta coluna fosse, assim, uma novidade). Adoraria ter voltado com uma supersacada sócio-econômico-política-cultural, mas vou ficar devendo. A viagem foi a trabalho (uorquishópi da firrrrrma), logo, não tive tempo de “sentir” a cidade. Comi a tal “arepa” (tipo um sanduíche-iche-iche, com pão de farinha de milho) e não achei lá essas coisas… Fui a um dos “melhores shoppings da cidade” e me senti no calçadão de Copacabana: roupas ultracoloridas, estampas esquizofrênicas, tudo de um gosto pra lá de duvidoso (pela primeiríssima vez na vida saí de um shopping de mãos abanando, o que é bastante surreal). No geral, fui muito bem recebida: povo majoritariamente simpático (?). A-m-e-i conhecer os colegas comunicólogos de toda a América Latina. E, claro, fiquei umas 2 horas no freeshop (até que foi rápido – ô pobreza marrrvada). Detalhe: a famigerada vacina contra febre amarela? Ninguém pediu pra ver meu atestado – internacional, chiquérrimo, novinho em folha, superdentro da validade. Vô ti contá, viu! Ô gentinha desinteressada… Fora isso, nada a declarar. Porque, pra falar bem a verdade, depois do comentário genial da Queila, fiquei sem palavras: aquilo é uma União Soviética vintage. E ponto.
Tivemos um final de semana muito reflexivo e filosófico. “Ser ou não ser, eis a questão.” William Shakespeare (1554 – 1616). Não que nós, do Fashion Bubbles, estejamos em um conflito de identidade ou enlouquecidos, mas não poderíamos deixar de prestigiar um dos mais importantes clássicos da literatura ocidental. Me refiro a tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca (interpretado brilhantemente por Wagner Moura), que certamente é uma das mais conhecidas obras de Shakespeare. A primeira versão escrita entre 1587 e 1589 se perdeu e a versão que chegou até nós foi publicada pela primeira vez em 1603.
Hamlet, príncipe da Dinamarca, descobre que seu pai (o velho Hamlet) foi morto pelo próprio irmão (Cláudio, tio de Hamlet) que casou-se com Gertrudes, a Rainha, após dois, somente dois meses do ocorrido. Cláudio visava obter o trono da Dinamarca que estava sendo ameaçado pelo reino da Noruega.
Diante de seu sofrimento, Hamlet tem uma visão de seu pai (o rei morto), que aparece para contar-lhe o segredo de sua morte e pedir vingança ao filho. Este, transtornado diante da possibilidade de um fratricídio, com interesses muitos claros e ambiciosos, se faz de louco para confirmar se o que ouviu do espírito de seu pai era verdade. (“Há algo de podre no Reino da Dinamarca”).
Quem já viu aquele desenho animado com o Pateta da Walt Disney? Aquele em que ele saindo de casa beija a esposa, filhos, sai para o jardim cumprimenta as flores, as borboletas, os vizinhos e entra no carro. Neste momento seus olhos se enfurecem, ficam vermelhos, as cores ficam turvas e ele se transforma num enfurecido, temível… Motorista.
Assim como eu ou você. Aproveitando cada pequena brecha da fila ao lado pra meter o bico do carro e conseguir uma posição à frente. Acelerando para não deixar o motorista ao lado mudar de faixa. Colando na traseira do veículo lento e acendendo os faróis. Impaciente com o carro da auto-escola, gesticulando, xingando. Uma mãe está para atravessar na faixa de segurança, ela ameaça colocar o pé na guia, mas o farol ainda está amarelo e você está no SEU direito, no SEU tempo e é lógico que ELA deve esperar, você sem dúvida alguma tem muito mais tarefas a cumprir que ela. Melhor parar por aqui, porque já estou ficando com raiva… Onde está a buzina neste teclado?
Às vezes o trânsito diminui, forma-se um engarrafamento e afunila num acidente a frente. Você diminui alguns decibéis do rádio. Será que isso ajuda a visão? Será por respeito? Baixa o vidro escurecido, dá uma olhadinha e segue diminuindo um pouco a velocidade e faz alguma reflexão sobre o caso. Qual teria sido a causa? Imprudência, pressa, desatenção, erro fatal? Já passou. Marca noventa no velocímetro e os decibéis voltam ao normal. Aquilo nada tem a ver comigo, não comungo destas falhas.
Quem acompanha o Fashion Bubbles sabe que a minha formação é Bacharel em Moda . Geralmente escrevo sobre tendências e história da moda, afinal é a área em que atuo. Já escrevi sobre músicas também.
Tenho várias outras paixões que gostaria de dividir com vocês, mas vamos com calma…
Entre elas está a gastronomia. Acredito que as pessoas que apreciam moda, arte e cultura concordam comigo – gastronomia é tudo de bom!
Outro dia, li uma reportagem sobre o conceito atual do luxo: “luxo é tudo aquilo que você pode fazer e faz”. Não tem relação direta com o dinheiro e a ostentação, mas sim com o prazer pessoal. Por exemplo: tomar um bom vinho, viajar durante as férias, conhecer a cidade de seus sonhos, contemplar o pôr-do-sol, acordar tarde, tomar café na cama (que delícia!) não ter que marcar o cartão de ponto na empresa em que você trabalha (bota luxo nisso!), etc.
Comer bem é um luxo! E de certa forma todos nós devemos e podemos nos dar a esse direito – se não for sempre, pelo menos de vez em quando. E luxo não tem nada a ver com o supérfluo, mas com o que é único, verdadeiro.
E nesses dias frios… existe algo mais convidativo do que um fondue?
O fondue (do francês fondre = derreter, fundir) é um prato de origem suíça. Conta-se que na Idade Média, a região de Neuchatel , na Suíça, passou por uma superprodução de queijos e para não desperdiçar o excedente, os produtores decidiram derretê-lo e conservar em álcool, a fim de reaproveitá-lo posteriormente. Leia mais sobre a história do Fondue aqui.
A JHSF, que construiu e administra o shopping Cidade Jardim, em São Paulo, vai lançar até o fim do ano um outlet “gigante” a 50 quilômetros da cidade, com algumas das principais grifes de luxo vendidas no país. A inspiração vem do Woodbury Premium Outlets, a 40 minutos de Nova York. Auto-intitulada a maior ponta de estoque de grife dos EUA, tem 220 lojas e marcas como Chanel, Fendi e Gucci.
Fonte: Monica Bergamo, Folha de São Paulo.
Eu adoooro ir ao mercado. Mas mercado pequeno, no máximo médio. Odeio os grandes. Por dois motivos simples:
(1) são muito grandes. É muito corredor e todos looongos. Quando estou numa seção “x”, fico parada olhando, olhando, olhando… Pra ter certeza de que eu não esqueci de pegar nada, se não, pra voltar depois, serão quilôôômetros de caminhada empurrando aquele carrinho saculejento, com as rodas tortas que te levam pro lado que você não quer. E, sei lá, esses hiper-mega-enormes são muito impessoais. (hã?)
(2) tem muita fila e pessoas estranhas. Repare: é sempre a mulher, o marido e o trio-calafrio, os filhos, claro – um é endiabrado, outro é chorão e o outro é um bebezinho gorducho e remelento. Antes, os casais tinham cinqüenta mil filhos pra garantir mão-de-obra na fazenda. Hoje, o povo tem três filhos pra cada um empurrar um carrinho de supermercado???? Sim, porque as compras são sempre imensas, né? Até passar tudo no caixa, 40 minutos de fila – no mínimo. E, ai, num sei, é sempre um povo meio mal educado, do tipo que rouba a sua vaga no estacionamento, anda arrastando o chinelo, abre um saco de salgadinho fedorento e mete o mãozão sujo dentro – depois limpa na roupa, claro. Que meda.
Então… Eu moro num prédio que não tem porteiro. Quem chega, precisa interfonar para eu abrir a porta. Suuuper Nova York! Mas aí meu irmão mais velho, que mora no Sul, veio passar uns dias em casa. Deu uma saída e levou minhas chaves e o controle remoto da garagem.
O Toco precisava ir embora, mas estávamos presos. Ele teve a brilhante idéia de ficar na recepção e esperar alguém chegar para abrir a garagem. E não é que “alguém” chegou mesmo? Mas quando eu vi quem era… Xiiii: era “a véia”.
“A veia” é uma “véia” muito, muito estranha. Pense numa “véia” muito, muito mal encarada. Tipo, irmã do Pedro de Lara – porque além de carrancuda, é feia que dói. Se bem o Pedro de Lara era um personagem… E essa “véia”, não. Ela é assim mesmo.
É como diz o pai de uma amiga minha: “nossa, benhê, de repente, ficamos invisíveis!”. Porque a pessoa entra no elevador, dá de cara com você e… Silêêêncio… Nenhum bom-dia-boa-tarde-boa-noite. Sequer um sorrisinho amarelo. Vira as costas como se você simplesmente não existisse – “nossa, benhê, de repente, ficamos invisíveis!”. Outro dia ela quase me matou: abriu a porta do elevador com tudo e me nocauteou. Pediu desculpas? Óbvio que não – “nossa, benhê, de repente, ficamos invisíveis!”.
Geeente! Este é o 15º texto da coluna Bubbles in the City! Sou, assim, uma debutante!
Quando a gente tem 15 anos, o futuro todo está pela frente, né? Mas a gente nem se preocupa muito porque, aos 15, a gente tem coisa mais séria pra resolver. No meu caso: o cabelo (sempre num “bad hair day”); passar de ano; não morrer de cólica (menstrual, claro) e casar com o Jon Bon Jovi.
Meu sonho de consumo era ir pra Disney e voltar cheia de moletons. Mochila Side Walk, botinha London Fog ou tênis New Balance com um “N’ enorme e brilhante, “twin set” M.Officer, calça jeans Zoomp, “frufru” de prender o cabelo da Pakalolo, agenda da Mercearia – esses eram os “must have”. E, que loucura, o sutiã vinha com ombreira! Afffeee.
Dormir na casa da amiga era quase que um ato de independência. O quarto ficava uma zona, cheio de colchão, travesseiro e edredom. E a gente ficava conversando sobre um milhão de coisas. Ninguém queria dormir. Porque ali era o melhor lugar do mundo: no quarto, zona, colchão, travesseiro, edredom. E as melhores amigas de todos os tempos.
E não existia Internet, né? Pra descolar músicas de graça, gravava tudo das rádios. Ficava hooooras esperando a música tocar, com a fita no “pause”. Quando tocava, apertava “rec” o mais rapidamente possível. E a gravação ficava sempre uma merda. Com a voz do locutor junto ou parte da vinheta da rádio. Éramos órfãs de seriados e alugávamos “fitas” – em VHS – loucamente.
Foto: Jesus Carlos/Imagemlatina
Recebemos muitos comentários de gente de todo o país pedindo informações sobre a rua 25 de Março em São Paulo. Este grande centro urbano, que abastece lojas de muitos lugares do Brasil, chega a receber um milhão de pessoas dia, em busca dos mais variados itens – de fantasias à eletrônicos, de bijuterias à enfeites de natal .
Segundo a Wikipédia, a rua 25 de Março é considerada o maior centro comercial a céu aberto da América Latina. É também um dos mais movimentados centros de compras varejistas e atacadistas da cidade de São Paulo. Seu nome tem origem no dia em que foi outorgada pelo imperador D. Pedro I a primeira constituição do Brasil.
Inúmeras barracas de camelôs disputam espaço com as lojas comerciais, vendendo os mais diversos produtos nacionais e importados. Devido ao baixo preço praticado, muitas pessoas viajam de locais distantes com o objetivo de fazer suas compras nessa rua.
Nas suas proximidades existem diversas galerias que vendem produtos importados a baixo custo, com destaque aos aparelhos eletro-eletrônicos.
Leia matéria completa no Moda Revenda.
São Paulo é o império do urgente. Todo mundo aqui tem muita pressa e não pode esperar. A gente vive numa espécie de universo paralelo, onde as horas voam com uma rapidez de fazer inveja a velocidade da luz.
Aqui, é comum a gente ouvir que o dia devia ter umas 32 horas. Talvez (veja bem: talvez) a gente teria tempo suficiente pra fazer pelo menos o básico. É uma paranóia. No trânsito, agimos como pilotos de Fórmula 1 (tirando o Rubinho?!): sempre correndo e querendo chegar antes que os outros. No restaurante, se esperamos mais do que dez segundos pelo garçom, uma ira toma conta do nosso ser e queremos logo processar o dono pelo mau atendimento.
Temos necessidades e elas devem ser solucionadas o mais rapidamente possível. Esperar não combina com a gente. Pelo contrário: deixa a gente muito nervoso. Porque não temos tempo, tão pouco, paciência.
Uma vez, conversando com um gerente de hotel em Natal (RN), ouvi uma coisa engraçada. Ele contava como os diferentes perfis dos turistas são motivo de chacota entre os funcionários.
Outro dia, lá na firrrma, fomos convidadas para um show. Vira e mexe, recebemos convites para uns eventos. E este era de um parceiro muito especial, então, eu queria ir. Mas não conhecia os cantores e tive que fazer a famigerada pergunta: que música eles cantam mesmo? (ô ignorância!)
Eis que uma amiga tenta resgatar minha memória. Ela canta o refrão: “uma deusa, uma louca, uma feiticeiiiiiiraaaa… ela é demais!”. Sim, a música é de uma dupla sertaneja. E, sim, eu reconheci o refrão!
Se a música é boa ou não, não vem ao caso. Tão pouco, vamos conversar sobre o valor da música sertaneja, que já recebe críticas suficientes – mas que, convenhamos, faz parte do cancioneiro popular e, por conseqüência, de nossas vidas (afe, notou que sou do tempo que usa “trema”, né?).
O que quero dizer é: gen-te, que mulher é essa??? Uma deusa, uma louca e uma feiticeira??? É tudo que eu quero ser quando crescer!!!!
Tá bom. Louca, já me disseram que sou. E até devo ter uma ou outra “arma de sedução”. Que eu nem sei que tenho de verdade, tão pouco usei de propósito. Mas… Deusa??? Feiticeira??? Tem curso????
São Paulo é uma cidade muito doida. É difícil pensar em algum lugar pra ir que não esteja abarrotado de gente. Tudo aqui tem mais alguém além de você – isso quando não está lotado e tem fila. Cinema, shopping, supermercado, restaurante, bar, danceteria, padaria, banco, médico, cabeleireiro, farmácia, locadora de DVD. Em todo lugar, pelo menos mais uma ou duas almas vivas você certamente vai encontrar.
Mas é incrível como, nesse mar de gente e coisas pra se fazer, a gente ainda, vez ou outra, se vê absolutamente sozinho. Aí você vai me dizer: claro, a solidão está dentro de nós e pulsa na veia mesmo quando estamos rodeados por pessoas. Além do mais, solidão é algo típico de grandes metrópoles. Sim, verdade. Mas numa cidade repleta de tantas possibilidades – e pessoas – devia ser mais fácil estar – de verdade – com alguém, não? Sei lá, por pura matemática…
Uma vez ouvi uma terapeuta dizer que ela tava com o consultório tão cheio de pessoas querendo achar a “outra metade”, que ela até tava pensando em fazer um evento pra reunir os clientes. Quem sabe, assim, não ajudaria a formar alguns casais… (Se bem que, aí, ela ia ficar sem clientes!)