Infecção urinária – Como tratar, causas e sintomas

Entenda o que provoca a doença e saiba qual é o melhor tratamento para a infecção urinária.

É muito comum e até parece banal, mas não se pode deixar de dar atenção às infecções urinárias, tão corriqueiras principalmente na rotina das mulheres.

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Foto de quadril de mulher de calcinha branca segurando uma flor na frente da virilha - Infecção urinária

Sentiu ardência, dores e desconforto para urinar? Ou vontade de fazer xixi toda hora? Cuidado, pode ser uma infecção urinária. Esse é um dos tipos de infecção bacteriana mais comuns no ser humano, mas são as mulheres que mais sofrem com o problema causado por bactérias que invadem o trato urinário.

Entenda a seguir o que é a doença e quais são os sintomas e tratamentos para um vida saudável. Quem esclarece o assunto é o ginecologista e obstetra Guilherme Neves.

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O que causa infecção urinária?

 

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O médico Guilherme Neves explica que a infecção urinária é causada por bactérias, principalmente pela Escherichia coli, que habita o nosso intestino e é responsável por cerca de 70% a 80% dos casos da doença.

A complicação acontece quando essas bactérias migram para a bexiga, podendo até chegar aos rins. Quando isso acontece, muito provavelmente surgirá uma infecção. podendo desencadear febre alta, dores nas costas, náusea e vômito.

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A infecção urinária pode ocorrer pela falta de ingestão de água, má higiene ou até mesmo por segurar o xixi por muito tempo. Mas uma série de outros fatores podem ser levantados em conta, como histórico de alterações renais e outras infecções ginecológicas.

As relações sexuais também estão entre as causas mais comum da infecção urinária. Outros fatores de risco são gravidez, uso de diafragma, infecções anteriores, menopausa, idade avançada, diabetes, pedra nos rins, complicações imunológicas e tendência genética.

 

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Mulheres são as mais afetadas pela infecção urinária

 

Infecção urinária - Foto de mulher em consultório médico e este com imagem do aparelho urinário na tela do computador

 

As mulheres, por ter o canal da urina mais curto do que os homens —o que facilita a chegada da bactéria na bexiga— são mais propensas a ter infecções urinárias. Acontece que o canal da uretra, por onde sai o xixi, é uma das diversidades que ficam escondidinhas. Enquanto a turma do Bolinha chega à incrível marca de 22 centímetros, na ala feminina essa via de saída mede cerca de 5 centímetros.

Isso porque, nelas, bactérias que se metem a intrusas têm um caminho muito mais curto a percorrer até alcançar a bexiga. Quando chegam ao órgão, costumam fazer estragos. Daí a vontade de urinar fica intensa, há dor e a urina às vezes vem acompanhada de sangue.

 

Cistite

 

Dependendo da estrutura acometida, a infecção tem nomes diferentes: cistite (bexiga) ou pielonefrite (rins).

A cistite é o tipo mais frequente de infecção urinária. Ela atinge a bexiga, e os sintomas incluem vontade de fazer xixi a todo momento, além de ardência e sangramento ao urinar. Antibiótico, analgésico e hidratação costumam dar conta do recado. O problema pode se tornar mais grave quando as bactérias se instalam nos rins —a pielonefrite.

 

Mulher vestida de branco com as duas mãos na frente da virilha
As mulheres são as mais “receptivas” à infecção urinária, principalmente se há atividade sexual intensa.

 

Sintomas da infecção

 

A infecção urinária pode desencadear uma série de sintomas, mas também pode aparecer de maneira assintomática. No entanto, há alguns sinais mais comuns:

 

– Ardor ou dor ao fazer xixi
– Pressão ou dor no baixo ventre (abaixo da barriga)
– Vontade de fazer xixi o tempo todo, mas ao ir ao banheiro quase não há o que urinar
– Xixi escuro, com aspecto leitoso, com sangue ou odor diferente
– Cansaço, mal-estar e até febre

 

Como aliviar os sintomas da Infecção Urinária

 

  •  Beber muita água e tomar suco de frutas vermelhas frescas, principalmente nas primeiras 24 horas do aparecimento dos sintomas. Os líquidos ajudam a diluir a urina e podem eliminar as bactérias que estão provocando a infecção.
  •  Urinar com frequência, procurando sempre esvaziar completamente a bexiga.
  •  Não usar diafragma, que pode comprimir a uretra e impedir o completo esvaziamento da bexiga.
  • Entrar em uma banheira de água bem quente ou usar compressa quente sobre a área genital.

 

 

Diagnóstico

 

A infecção urinária é diagnosticada por meio de exame clínico e também exames laboratoriais. Mas em geral, o médico deve pedir um exame de urina para determinar a bactéria envolvida e quais os antibióticos indicados para aquele micro-organismo.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar exames de imagem, como a cistoscopia (exame endoscópico do trato urinário inferior), ultrassonografia ou tomografia para checar alguma anormalidade nas vias urinárias, bexiga ou rins.

 

Como tratar infecção urinária

 

O tratamento é feito com antibióticos e analgésicos para aliviar a dor nas vias urinárias, e deve ser adequadamente realizado para evitar que o quadro se agrave. Além disso, o paciente deve descansar e ingerir bastante líquido.

É preciso procurar um médico logo nos primeiros sintomas. A prescrição dos remédios pode ser feita mesmo sem exame quando a cistite é detectada logo no início. Quando a infecção já está mais avançada, é preciso fazer um exame de urina para saber qual bactéria está de fato causando o problema.

Dependendo da situação o médico pode ainda solicitar exames de sangue, cistoscopia, ultrassom do trato urinário, raio x dos rins, uretra e bexiga. O não-tratamento da infecção urinária pode levar a infecção para os rins e existir, muitas vezes, a intervenção cirúrgica.

 

Foto de mãos com vidro de remédio e capsulas de comprimidos na palma das mão nas mãos - Infecção urinária

 

Chás e sucos funcionam?

 

Sim, além da orientação médica, alguns cuidados em casa podem ajudar no tratamento. Mas, cuidado, engana-se quem pensa que o suco ou o chá equivalem a um medicamento: “Hoje já se estudam muito sobre chás com propriedades de se evitar recorrência de infecção de urina.

O próprio uso de chás constantemente é bom porque aumenta a ingestão de água e faz com que a filtração renal seja maior”, indica. “Ainda assim, embora a ingestão de muito líquido seja recomendada, prefira sempre água”, completa.

 

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Cranberry

 

Estudos indicam que o cranberry – uma fruta pequena, redonda, vermelha – é rico em uma substância que inibe a adesão das bactérias nas paredes da bexiga, em especial a Escherichia coli, maior causadora das cistites.

Isso porque, o cranberry possui proantocianidinas, que são capazes de impedir a fixação da bactéria Helicobacter pylori na mucosa estomacal. Dessa forma, ajudando a evitar úlceras e gastrites. Além disso, também há evidências de que a fruta possa barrar a colonização de bactérias periodonto patogênicas (causadoras da placa bacteriana).

 

Foto de frutos Cranberry e copo de suco da fruta

 

Alecrim

 

Devido as suas propriedades, o alecrim contém ação antibiótica, auxiliando no tratamento de infecção urinária e quadros de vômito e diarreia. Além de ser um diurético natural, estimulando o corpo a eliminar os líquidos retidos e as toxinas do organismo.

 

Salsinha

 

Outro chá famoso pelo poder de contribuir no combate do problema urinário é o de salsinha. A planta é muito popular por sua ação diurética, capaz de aumentar a atividade renal, ajudando no trato urinário inferior e os rins. A receita é simples: leva erva picada e água em infusão.

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Como prevenir infecções urinárias

 

De acordo com o médico Guilherme Neves, a melhor forma de evitar infecção urinária é a hidratação adequada durante o dia a dia. “A quantidade ideal varia para cada pessoa, por isso uma dica simples é observar se a urina está sempre clara. Se estiver concentrada, é sinal de que é preciso tomar mais líquido”.

Como de costume, a alimentação é o grande trunfo para manter a saúde em dia. Alguns estudos sobre infecção urinária sugerem a ingestão de sucos de frutas vermelhas, como cranberry, morango, amora, framboesa etc, isso porque esses alimentos contêm substâncias que limitam a ação das bactérias.

 

Foto de frutas vermelhas variadas
Alguns estudos sobre infecção urinária sugerem a ingestão de sucos de frutas vermelhas.

O consumo de iogurte também reduz as chances de uma mulher contrair a famosa cistite. Alimentos a base de queijo e leites fermentados com lactobacilos vivos, como o creme azedo tipo sour cream, diminuem as chances de infecção do trato urinário. Entretanto, é importante lembrar que a alimentação não previne contra outros fatores de risco, como hábitos de higiene precários ou diversidade de parceiros sexuais sem a devida proteção.

 

Foto de mulher tomando água - Infecção urinária
Prevenção da Infecção Urinária – A melhor forma de evitar é a hidratação adequada durante o dia a dia

Segurar o xixi pode causar infecção urinária

 

O fato de retermos a urina favorece um aumento da população bacteriana da flora local, podendo ocasionar a infecção. O nosso trato urinário tem uma flora bacteriana própria, que coloniza o sistema e é eliminada periodicamente com ao urinar.

A bexiga deve ser esvaziada no mínimo a cada quatro horas; para quem é muito ocupado ou esquece de ir ao banheiro, o alarme do celular pode ser útil. Segurar a urina também pode causar, em longo prazo, distúrbios funcionais da bexiga.

Uso de absorvente durante muitas horas

 

Os absorventes íntimos devem ser trocados a intervalos de 4 horas, no máximo, ou antes, quando necessário. Manter o mesmo absorvente por muito tempo cria um ambiente favorável ao desenvolvimento de micro-organismos que podem invadir a vagina e migrar para o sistema urinário.

Boa higiene íntima

 

A anatomia da região genital da mulher é um fator que facilita a contaminação da vagina ou da bexiga por bactérias intestinais, podendo causar infecção urinária ou corrimento. Isso ocorre porque as aberturas do ânus, da vagina e da uretra são muito próximas uma da outra. Por isso, após a evacuação, é recomendado que a higiene seja feita na direção de frente para trás, para evitar que os restos de fezes levem bactérias para a vagina e uretra.

A higiene íntima é muito importante e deve ser feita de forma adequada para não prejudicar a saúde íntima da mulher, sendo recomendado lavar a região genital com água e sabão neutro ou íntimo, evitar o uso de lenços umedecidos e de papel higiênico perfumado e usar roupa íntima de algodão.

 

Faça xixi logo após as relações sexuais

 

O jato de urina ajuda a “lavar” as vias urinárias. Use camisinha e faça exames de rotina para afastar o risco de DST. E depois do sexo anal, troque o preservativo caso volte à penetração vaginal.

 

Por fim, procure atendimento e avaliação médica sempre que houver suspeita, como dor ou ardência ao urinar. E por último, evite a automedicação.

Fonte:  SOGESP, Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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