Luto: cantora gospel Cristiane Ferr, apoiadora do chamado tratamento precoce, morre de Covid-19

A artista defendia o uso de azitromicina, cloroquina e hidroxicloroquina como tratamento contra a doença que tirou sua vida.

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A cantora gospel Cristiane Ferreira de Souza, mais conhecida por Cristiane Ferr, faleceu nesta última sexta-feira (11), em decorrência da Covid-19. Ela tinha 48 anos e estava internada em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Ferr construiu sua carreira em 20 anos e nesse meio tempo se tornou estrela no cenário gospel nacional com lindas músicas, como ‘Deus Fiel‘, ‘Restaura Minha Família‘ e ‘Esse é o nosso Deus‘.

Cristiane iniciou o tratamento contra o coronavírus em casa, mas seu estado agravou rapidamente chegando a ter 100% dos pulmões comprometidos. A mãe da artista também testou positivo para a doença, contudo segue em tratamento.

 

 

Cantora Gospel Cristiane Ferr morre.
Cantora Gospel Cristiane Ferr morre – Fonte: Instagram/Reprodução

 

 

A artista nasceu no Rio de Janeiro, mas residia em Juiz de Fora. Ela, além do talento na voz, se formou em fisioterapia, área que se dedicou até os últimos dias.

A cantora gospel trabalhou no estúdio Prata Music por mais de dez anos, segundo Humberto Almeida Prata, proprietário do local. Ele dirigiu muitos elogios a ela com base na parceria que tiveram juntos.

 

 

 

 

Cristiane Ferr defendia o chamado tratamento precoce contra a Covid-19

 

 

Em 5 de dezembro de 2020, Ferr compartilhou em suas redes sociais uma mensagem incentivando o tratamento precoce contra a Covid-19 com o uso de azitromicina, ivermectina e hidroxicloroquina. Na legenda da publicação, ela revelou ter usado um dos remédios: “Eu tomei”.

 

 

Cristiane Ferr, cantora.
Cristiane Ferr, cantora – Fonte: Instagram/Reprodução

 

 

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“Se você tomou ivermectina, azitromicina, ou hidroxicloroquina poste no Facebook, e se não precisou tomar e é a favor, então poste que é a favor. Seremos a maioria. Vamos forças as prefeituras a começarem a prevenção urgente. E fazer a distribuição gratuita”, diz o texto compartilhado no Instagram dela.

Ela, por vezes, chegou a publicar as hashtags “obedecer é melhor que sacrificar” e “fica em casa” na mesma rede social.

 

 

Artista postava campanha em apoio ao uso do chamado 'kit covid' e 'tratamento precoce'.
Artista postava campanha em apoio ao uso do chamado ‘kit covid’ e ‘tratamento precoce’ – Fonte: Reprodução/Folha SP

 

 

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‘Kit Covid’ não trata nem previne o coronavírus

 

 

Remédios listados no 'tratamento precoce' contra a Covid-19 sem eficácia.
Remédios listados no ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19 sem eficácia – Fonte: Globo/Reprodução

 

 

Os remédios listados nos nomeados ‘kit covid’ e ‘tratamento precoce’ não curam e nem tratam a Covid-19, segundo evidências científicas.

Desde o início da pandemia, 268 pesquisas feitas em 55 países estudaram a hidroxicloroquina usada no tratamento contra a doença. O remédio não mostrou eficácia comprovada nos testes em pacientes internados e nem mesmo como medida de prevenção, de acordo com o recurso padrão-ouro do método científico utilizado nas pesquisas.

Em maio de 2020, entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), recomendaram o abandono da medicação caso a finalidade for tratar a Covid-19.

 

 

 

 

Remédios do 'kit covid' sem eficácia comprovada.
Fonte: Abc do Abc

 

 

O Niaid (Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas) dos EUA desaprovou o uso da cloroquina, azitromicina, e hidroxicloroquina como tratamento contra o coronavírus, em abril de 2020.

Em julho do mesmo ano, a FDA citou preocupação no uso da hidroxicloroquina para tratamento contra o coronavírus longe dos cuidados médicos. A agência regulatória de medicamentos associou a droga a possíveis riscos de problemas cardíacos.

Desde o início da pandemia, porém, o presidente do Brasil Jair Bolsonaro defende o uso das medicações, mesmo que estudos científicos comprovem a não eficácia.

 

 

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