Os hábitos alimentares têm sua origem na identidade e na cultura de um povo. São parte dos alicerces sociais. Ao viajarmos pelo mundo encontramos inúmeras peculiaridades alimentares em cada país e ainda curiosas diferenças nos estados do mesmo. Isto se dá provavelmente, não só pelas influências de colonização ou proximidade geográfica com outros países, mas também pela adequação dos alimentos ao clima, solo e demanda de cada região.
No Brasil, por exemplo, a culinária é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos que foram sendo adaptados à realidade do país. A feijoada é um bom exemplo. Os escravos trazidos ao Brasil desde o fim do século 19 conceberam o prato nas senzalas a partir das sobras das carnes da casa-grande, mas foram os portugueses que juntaram o feijão preto a esta adaptação do cozido português, uma vez que a mistura de carnes e legumes era tabu na alimentação dos colonos.
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O Cosplay surgiu nos Estados Unidos como resultado de uma mistura das palavras em inglês costume (traje/fantasia) e play/roleplay (brincadeira, interpretação). É um hobby que consiste em apoiar a cultura pop, com fantasias de personagens dos quadrinhos e desenhos animados japoneses principalmente, e também filmes, livros e séries da televisão. As pessoas, além de se fantasiarem, interpretam os personagens imitando suas falas e poses.
Segundo o site Cosplay Brasil, maior comunidade brasileira de praticantes e simpatizantes do hobby, “a história do Cosplay está intimamente ligada à história das convenções de ficção científica nos Estados Unidos. O primeiro exemplo moderno dessa prática ocorreu em 1939, durante a 1ª World Science Fiction Convention, ou Worldcon, em New York, quando um jovem de 22 anos chamado Forrest J. Ackerman, e sua amiga Myrtle R. Douglas compareceram ao evento como os únicos fantasiados entre um público de 185 pessoas. Ackerman, que anos mais tarde se tornaria um dos nomes mais influentes no campo da ficção científica, usava um rústico traje de piloto espacial e Myrtle estava caracterizada com um vestido inspirado no filme clássico de 1936 “Things to Come”.”
A Marvel é uma editora norte americana de história em quadrinhos, considerada uma das maiores e mais importantes empresas deste gênero no mundo. Foi a responsável pela criação de alguns dos mais populares super-heróis e personagens das histórias em quadrinhos como o Quarteto Fantástico, Homem Aranha e O Incrível Hulk.
Fundada nos anos 30 por Martin Goodman, a Marvel inicialmente foi chamada de Timely Comics. A primeira publicação da revista Marvel Comics ocorreu em 1939, trazendo na edição o super-herói Tocha Humana. Na década seguinte a então Timely trouxe às suas páginas o famoso Capitão América.
Tocha Humana
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Garrafa rara de 1911
“Nós tivemos um vida bem simples – porém entendíamos e tínhamos o que era essencial – banho quente, champanhe gelado, novas ervilhas e velho conhaque.” Winston Churchill
Leia também: !!Bubbles – Conheça a história do Champagne
A garrafa de Champagne não é muito diferente de uma garrafa de vinho, é preciso conhecer alguns códigos básicos para decifrá-la. Códigos que nem sempre são óbvios, porém aprendendo uma vez, será possível comprar um produto de qualidade, e é sempre bom entender aquilo que se compra.
Alguns códigos como o AOC irão facilitar na hora de comprar a maioria dos produtos franceses e não somente vinhos.
AOC – Appellation d’órigine contrôlée (termo de controle de origem)
É um certificado francês para certificar o local geográfico que provém cada produto, como queijo, manteiga, vinhos e claro, o Champagne. Todos os produtos seguem normas de qualidade restritas. É proibido produzir e vender um produto de uma região geográfica controlada pela AOC, se ele não segue os critérios AOC. Se o produto possui esse certificado, ele passou por vários requisitos de qualidade.
Champagne AOC
A Champagne AOC foi aprovada em 1927 e estende-se por 150 km de norte a sul, e 115 km de leste a oeste, contém cinco áreas vinícolas. Existem mais de cem casas de Champagne e 19 mil produtores pequenos de vinho, para obterem a mistura de vinhos e manter um estilo específico. Como no caso do Moët et Chandon com seu Brut Imperal Cuvée, que utiliza mais de 100 crus diferentes para atingir o sabor desejado. Algumas empresas possuem suas próprias vinhas, como a Louis Roederer e Bollinger. Outros, inclusive grandes marcas, compram a matéria-prima e não possuem muitos vinhedos.
Champanhe, CHAMPAGNE!
Para quem pensa que esculturas dos famosos museus de cera como Grevin ou Madame Tussauds são realistas, é porque ainda não viu as esculturas de Ron Mueck. Ele veio para mostrar algo mais impressionante.
Mueck é um escultor australiano hiper-realista que trabalha em Londres. Sua carreira começou fazendo personagens esculpidos para programas infantis. Quando começou, ele fazia personagens bem detalhados, porém eram apenas detalhes para certos tipos de ângulos com a câmera, sempre escondendo os outros lados da escultura cheios de armações.
Porém Ron Mueck queria uma arte hiper-realista, que fosse perfeita de todos ângulos, e isso foi possível em 1996, com a colaboração da sua sogra, a pintora portuguesa, Paula Rego, que além de ajudar com a parte artística, também o apresentou a pessoas que pudessem investir em sua arte.
Eros e Psique, escultura de Antônio Canova, no Museu do Louvre, em Paris
O dia dos namorados nos remete a tantos questionamentos que nos afetam do bolso (consumo), ao coração (o par perfeito). Já fui testemunha de muita gente (sovina) que rompeu relacionamento às vésperas de datas como esta e dizem não saber o porquê de tal decisão.
Outras pessoas reafirmam que vivem melhor sozinhas e dizem não querer mais perder tempo namorando, entretanto ao serem tocadas pelas propagandas, vitrines e eventos com motivos desta data, que já é comemorada mais de uma vez por alguns – Valentine´s Day e Dia dos Namorados – se cobram por não ter alguém para amar, celebrar ou dividir suas vidas.
Cupido e Psiquê
Para pensar o tema – dia dos namorados – eu fui buscar na mitologia uma história interessante de amor: Cupido e Psiquê, na qual identificamos os encontros e desencontros das vidas amorosas.
Psique era a mais bonita das três belas filhas do rei. Todos os dias, ela recebia cortejos de pessoas para admirar sua beleza que era tamanha, que muitos a comparavam com a beleza da deusa Vênus, como se tivesse decidido viver entre os humanos.
Esta comparação parecia ser uma homenagem a deusa, entretanto seus templos estavam vazios, por causa da atenção dedicada a Psiquê.
Vênus decidiu vingar-se daquela mortal insolente e por não tolerar tal afronta, pediu a seu filho Cupido (arqueiro divino) que investisse uma de suas setas em Psiquê para torná-la um ser monstruoso, e que sua infelicidade fosse maior do que a mulher mais desgraçada do mundo. (Quem se atreveria a querer Vênus como sogra?)
Cupido, sendo muito obediente a sua mãe foi ao encontro de Psiquê, se aproximou invisível de sua presa e prestes a lhe apunhalar uma seta no peito, ficou encantado com a beleza da jovem e, atrapalhando-se, acabou por ferir-se com a própria flecha.
“Venha rápido, estou degustando as estrelas!” – Dizia Dom Pérignon no momento em que descobriu o Champagne.
O Champagne é o único vinho que todos, sem exceção, param para sentí-lo antes de degustá-lo. É um sentimento único sentir as bolhas alcançarem a pele antes de descobrir seu sabor. Impossível encontrar outro vinho que tenha imagem tão alegre e festiva, afinal, na vitória merecemos! Napoleão Bonaparte usava o Champagne da mesma forma que garotas tristes usam o sorvete, ele dizia “Bebo também Champagne quando perco, para me consolar.”
O nome ‘Champagne’ deriva do latim ‘campus’/'campania’ que quer dizer ‘campo’. Do latim surgiu a palavra no velho francês ‘Champaign’, e finalmente evoluiu para a palavra ‘Champagne’.
Região de Champagne
Champagne é uma região da França, portanto o vinho espumante só contém a nominação ‘Champagne’ se ele provém dessa região no nordeste do país, que aliás foi primordial para sua criação.
“Não há coisa mais engraçada do que quando alguém lhe dá um tiro, e erra”.
Winston Churchill (1874-1965)
VIDEOCLIPE
Substantivo masculino
- Curta-metragem em filme ou vídeo que ilustra uma música e/ou apresenta o trabalho de um artista.
Dicionário Houaiss
E podemos dizer muito mais. Videoclipe é um segundo conteúdo que cria o environment ou o comentário visual do número musical; cenografia elucidativa ou colaboradora para a riqueza e compreensão do sentido da obra musical.
Ao contrário do número musical simplesmente – em cinema ou televisão – o videoclipe não é apenas o registro da performance do artista, mas um trabalho criativo elucidando, comentando, corroborando, ampliando e enaltecendo as qualidades do mesmo. Criando mesmo uma obra paralela na direção do mesmo sentido da criação musical. E rica, dependendo da cultura empregada, condizente com o número musical ou como uma ampliação do seu sentido.
Cyro del Nero
Foi a Direção do Fantástico -programa com o qual eu já colaborava como seu Diretor de Arte nos anos 70 – quem colocava em minhas mãos artistas para que eu criasse números musicais e a partir da minha criação do GITA com Raul Seixas, não mais “números musicais”, mas o que ainda não tinha nome em nosso vocabulário: o videoclipe.
Paulo Coelho, o letrista do GITA, sabe disso – e me disse há pouco tempo, cumprimentando-me pelo ineditismo e pelo grande sucesso do GITA e da estréia de um gênero no Brasil – que o videoclipe criado por mim, premiou e elevou o talento da dupla que ele fazia com Raul.
Do dia para a noite nasceu o videoclipe no Brasil e o uso de uma erudição visual inexistente até então.
Raul Seixas – GITA – (Completo)
Os objetos de cena sempre foram definidos pelo diretor em união com o trabalho do cenógrafo que então vai definir volumes e cores e, sobretudo locais onde estes deveriam estar.
Foi Antoine no século XIX quem recusou objetos pintados e truques ilusionistas exigindo objetos reais, materiais trazendo sinais de sua existência anterior, de um passado reconhecível e táctil.
Efeitos sim, mas verdadeiros. Antoine nos revelou a teatralidade do real. Entretanto em grandes escalas isso não é possível. Por exemplo, as ondas fictícias do rio Reno em encenação de Bayreuth sob a direção e a cenografia de Wieland Wagner. Foi a luz que fez o rio mover-se. Nem uma gota do próprio entrou no palco, naturalmente.
Leia mais no blog do Cyro del Nero.
Por Teté Almeida
A discussão entre os termos “moda”, “fotografia e “arte” geram sempre muita polêmica e não caberia aqui, mas que esse editorial daria bons quadros numa galeria não tenho dúvidas, “Sórdida” foi publicado em recente edição da revista argentina Catalogue.
O editorial foi todo inspirado em Mark Ryden, americano que é um dos mais respeitados artistas da atualidade no gênero “surrealismo-pop”, se por acaso você ainda não o conhece poderá ver um pouco de sua obra no vídeo abaixo:
Paintings by Mark Ryden
Toda idéia e direção de arte vieram de Jimena Nahon que nos falou um pouco do seu trabalho:
“Sim, claro, esse editorial foi inspirado em Mark Ryden, um tributo a ele em certo sentido, mas ao invés de utilizar sua técnica que é o de arte 3D, fizemos com foto e retoque digital. A idéia foi justamente essa, re-interpretar este artista com outra técnica, dando um tom mais hiper-realista semelhante a morfologia surrealista”.
Os fogos de artifício na passagem do ano em Copacabana têm um resultado surpreendente quando refletidos nas águas do mar. Os fogos de artifício necessitam de um espelho para multiplicar-se e os rios do mundo têm feito isso, assim como, as praias.
O Rio Tâmisa e o Rio Sena foram palco desse reflexo das luzes mágicas que nos chegaram da China. Eles serviram de cenografia para espetáculos teatrais. Sim, por que era uma encenação teatral o desfile de barcos nesses rios. Ou no mar na frente da Catedral de São Marcos, quando o grande barco do Dodge de Veneza desfilava seguido por dezenas de outros barcos.
As vestes da corte, a decoração riquíssima dos barcos encenava a pompa que aquela cidade merecia, por ser dona de parte do Mar Mediterrâneo. Louis XV não dispensava o trabalho dos químicos de Bologna, os irmão Ruggieri e os fogos de artifício que eles forneciam para as festas de Versalhes. Enquanto os fogos coloridos explodiam estrelas nos céus, atores, dançarinos, músicos e cantores realizavam o espetáculo de regozijo nos palcos dos jardins às margens de rios, lagos, e praias.
Por Cyro del Nero
Durante séculos, a estética e a técnica do teatro só procuraram como resultado criar a maior eficiência ilusionista. Confundir e iludir o público para que este misturasse a ficção criada no palco com a realidade. E esta ilusão deveria, sobretudo, eliminar a incredulidade do público através de técnicas ilusionistas para serem absorvidas mentalmente.
Durante alguns séculos, os efeitos para causar essa ilusão teatral tinham um nome: enganos. Um teórico teatral foi convidado a visitar as manobras, os efeitos, os segredos, do interior da caixa do teatro. E ele recusou esse convite. Não quis ver os meios primitivos, medíocres, maquinais e infantis que causavam os grandes efeitos teatrais. Tudo estava escondido nessa caixa de milagres que era o palco. Esse poder de iludir tornou-se a essência e a definição das técnicas das produções teatrais.
Os recursos ficavam camuflados, invisíveis ao espectador para que ele não percebesse que estava sendo vítima de uma mistificação da qual, sem que ele soubesse, ele era a vítima ou o premiado. É por isso que o teatro realizado ainda hoje em espaços abertos, alternativos, públicos, fora do palco, são suplantados em número e uso pelos espaços fechados do chamado palco italiano onde se produz a ilusão que está escondida do público.
Gomorra é uma adaptação do romance homônimo do jornalista napolitano Roberto Saviano, que, publicado há dois anos na Itália, chega ao Brasil com o filme, em lançamento da editora Bertrand Brasil.
A história mostra como a máfia napolitana controla o porto de Nápoles, por onde entram e de onde saem mercadorias contrabandeadas, inclusive drogas como cocaína e heroína.
Há, também, a história de Pasquale, um talentoso estilista obrigado a costurar vestidos de grife falsificados. Ele é um frustrado, pois seu sustento depende de encomendas da Camorra, à qual ele e todos os personagens do filme estão condenados. Suas roupas acabam sendo vendidas, sem crédito, em sofisticadíssimas lojas européias e são comumente vistas sobre a pele de celebridades do cinema.
Leia a crítica completa no site da Revista Bravo.
O filme
Gomorra (2008), de Matteo Garrone. Com Toni Servillo e Gianfelice Imparato. Estréia neste mês.
Leandro.
Lembro de você. Em uma ou duas festinhas na casa dos queridos Ed e Carlos. Você sempre chega tarde, provavelmente por causa do trabalho. Mas sempre lindo, sorrindo, feliz, falante, cheiroso.
Já conversamos. Mas sobre você sei muito pouco. Na verdade, sei nada. Pra te mandar este presente virtual, recorri ao básico. Sei que você é visagista, profissão que admiro profundamente. E sei que você tem um “salão” (de beleza).
Queria te dar algo belo, que tivesse a ver com você. Pra homenagear o que você dá de presente todo dia para todas as pessoas que passam pelas suas mãos. Mãos de olhos que captam o que é verdadeiramente belo.
Escolhi as fotos de Hans Silvester, do livro “Natural Fashion: Tribal Decoration from Africa”. São fotos de uma tribo da Etiópia, país que guarda as mais antigas histórias do mundo.
Espero que você goste e se identifique. Afinal, você sabe: para fazer surgir o belo, basta usar mãos, dedos, olhos, intuição… E coração.
Que você tenha um extraordinário fim de ano. E que 2009 seja tudo aquilo que você desejar (portanto, deseje certo!).
Bubblebeijos!
Mila
As tribos do Omo
Nos confins da Etiópia, distantes séculos da modernidade, Hans Sylvester fotografou, durante seis anos, tribos, onde homens, mulheres, crianças e velhos são gênios de uma arte ancestral.
O teatro é feito de uma pessoa que representa uma segunda pessoa que é olhada da platéia por uma terceira pessoa: essas três pessoas são: o ator, a personagem e o público.
O ator tem a capacidade de imaginar como essa terceira pessoa na platéia, o público, reagiria enquanto ele representasse. Para tanto ele projeta mentalmente sua personagem e com ela, a si mesmo.
Essas introjeções e projeções simultâneas nos lembram Thomas Mann dizendo que existe uma afinidade natural entre arte e a patologia. O próprio Salvador Dali dizia que ele e um louco eram iguais, com a diferença de que ele não era louco…
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Rito pagão – Magick Circle / Sir Waterhouse
A duração da existência foi sempre dividida entre ritos e celebrações. Por exemplo, os ritos que exorcizam a morte, esse acontecimento indesejado, mas compreendido como início de uma nova existência. Ou as quatro estações que são recebidas com rituais de Primavera – nascimento e floração, Verão – alegria, Outono – crepúsculo e Inverno – morte.
Celebrações são criadas pelo homem e há sempre aquela da espera da volta do sol após o Inverno. Em cima da festa pagã milenar do solstício, comemorando a volta do sol no hemisfério norte, em dezembro, a Igreja cristã colocou a celebração do nascimento de Jesus Cristo, substituindo a festa pagã que já existia nessa data.
O ciclo de vida, paixão e morte de Jesus Cristo, resultou na missa católica, sem que hoje nos lembremos de seus primitivos e totêmicos símbolos. Estando eles comendo, tomou Jesus o pão e, tendo dado graças, partiu-o e deu aos seus discípulos, dizendo: Tomai e comei! Este é o meu corpo. Tomando o cálice, rendeu graças e o ofereceu dizendo: Bebei dele todos porque este é o meu sangue.
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Após um nascimento obscuro ou mágico, o jovem desaparece durante seu aprendizado entrando na floresta ou no deserto e em algum momento de sua formação, o xamã vive uma experiência estranha e mórbida ou outra experiência única e volta para devolver a energia ganha através das tentações suplantadas, da contemplação ou da autoflagelação. Tendo ganhado o poder da cura ele organiza um corpo de acólitos.
De alguma maneira ele reconheceu os signos naturais e os dominou e demonstra isso sempre de maneira dramática para impressionar aqueles que ele formou para ele: seu público, seus pacientes, seus crentes, seus fiéis.
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Por Mona Dorf
Muito já se falou da vitória de Obama na terra de tio Sam, ou melhor de Joe, o encanador.
Mas não posso deixar de compartilhar aqui a minha imensa alegria e emoção pelo fato.
Quero acreditar que essa eleição represente uma nova era, um divisor de águas desse baixo astral que os EUA viveram e transmitiram a todos nós, com um bushismo anacrônico, mestre em inventar pretextos para assombrar o mundo, com guerras em pleno século XXI.
Obama é jovem, carismático, quase um galã de cinema, e negro.
Ou mulato, como se queira…Pouco importa.
E que lord, esse Obama! Tem coisa mais linda do que o beijo e o cochicho no ouvido de Michelle, diante de milhões de pessoas, depois de afirmar que a esposa é a rocha da familia e atribuir-lhe o sucesso da campanha?
Tenho a teoria de que quando um problema não se resolve, ele volta depois na vida da gente para ser enfrentado. Comemoramos esse ano de 2008, a efeméride dos 40 anos de 68, tempos libertários, do flower power, dos festivais, de Woodstock, das panteras negras, quando a familia Jackson e o Michaelzinho dançavam na TV, usando todos aqueles imensos cabelos crespos como os black panthers, que clamavam por um lugar ao sol.
O xamã faz um espetáculo no qual cura os doentes, bate nas rochas e elas vertem água; ordena às nuvens que chova; come fogo e pisa brasas; atravessa o próprio corpo com agulhas e farpas; encanta serpentes; levita; sobe por cordas suspensas no ar; conhece Hipnose, Ilusionismo, Faquirismo, Ventriloquia e também Prestidigitação – tem dedos rápidos.
A experiência xamânica e sua trajetória são universais. Ele antevê o espetáculo teatral. O primeiro sinal de sua existência especial é seu nascimento sempre marcado por um fenômeno único: nascido de mãe virgem, como o grande xamã do Cristianismo, é concebido por obra do Espírito, por exemplo…
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“Estamos en plena efervescencia de la literatura del Yo (Por supuesto estoy a favor, también estoy a favor de los libros inclasificables y de la demanda del Juez Garzón de hacer listas de todos los “vencidos” en la guerra, y de abrir todas las cunetas y paredones que haya que abrir para que sus familias puedan enterrarles como es debido).
No tengo más alternativa que la de estar a favor de la literatura del yo, no hay nada más “yoista” que la escritura de un blog. También es cierto que al ser esa su naturaleza, nadie te puede tachar de egotríptico.”
Não entendeu nada??? Este é um trecho do recém-lançado blog de Pedro Almodóvar!! Não deixe de visitar.