Medicina do Ambiente: arquiteta explica o que é e como funciona

Claudia Pina, arquiteta e urbanista, explica como é feito o processo de consultoria e quais as técnicas utilizadas na Medicina do Ambiente

- Continue depois da Publicidade -

A Medicina do Ambiente é mais que tendência, é uma técnica essencial para o bem-estar e a saúde. Por isso, para esclarecer melhor sobre como funciona essa técnica e como é desenvolvida a consultoria, o Fashion Bubbles bateu um papo com uma especialista na área.

Há 20 anos na área de arquitetura, interiores e paisagismo, a arquiteta Claudia Pina que o espaço que vivemos é como uma segunda pele. Por isso, é importante que o tratamento seja igual. Desta forma, a Medicina do Ambiente torna-se uma técnica essencial e que oferece resultados surpreendentes.

Criada por Marta Povo, a técnica utilizada na Medicina do Ambiente só foi conhecida e passou a ser aplicada no Brasil por Claudia Pina, em 2011. Mas, afinal, o que é a Medicina do Ambiente?

 

O que é a Medicina do Ambiente?

 

Fachada da casa projetada pela arquiteta.
A entrada da casa foi equilibrada com elemento água, nas fontes, criando movimento numa área que estava estagnada. Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

- Continue depois da Publicidade -

A Medicina do Ambiente investiga a influência mútua existente entre o ser humano e o espaço que ele ocupa. Assim, mostra que as emoções, pensamentos e qualidade éticas e anímicas de cada indivíduo influenciam o ambiente ao seu redor.

Além disso, todas as energias existentes na Terra atuam ativamente sobre ele nas dimensões física, psíquica e espiritual.

- Continue depois da Publicidade -

Hoje em dia, os locais estão cada vez mais saturados de informações e memórias.

Por isso, o primeiro passo da Medicina do Ambiente é deixá-los mais livres, vazios e frescos. Desta forma, é possível a entrada de novas informações e códigos.

A partir disso, o espaço será transformado e haverá espaço para evolução e o crescimento da vida.

 

- Continue depois da Publicidade -

 

 

“A harmonia mora em você e se reflete nos ambientes que você habita”, explica Claudia.

 

A simbologia da medicina do ambiente

 

Almofadas coloridas.
O ambiente trouxe cores e estampas floridas para animar e ativar a área de amizades e/ou dos relacionamentos externos e viagens. Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

A estética é a dinâmica e, por isso, toda simbologia existente num local também é responsável por sua qualidade energética.

A arte, a arquitetura e a decoração emitem determinadas frequências e certas qualidades e intensidades de ondas. Assim, podem ser saudáveis e capazes de transformar o espaço em que vivemos em verdadeiros centros de força, um local onde possamos nos recarregar e sentir paz e acolhimento.

 

 

O objetivo

 

 

Jardim com mesas.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Portanto, o objetivo da medicina do ambiente é contribuir na transformação de espaços residenciais e empresariais.

Desta forma, criar ambientes saudáveis e produtivos que melhorem a qualidade de vida e estimulem as potencialidades de seus usuários, promovendo o perfeito equilíbrio entre o homem e seu meio.

 

“O que você vibra internamente te leva a morar em lugares que se parecem com você”, completa Claudia.

 

 

Como é feita a consultoria da Medicina do Ambiente?

 

Quarto de casal projetado pela arquiteta.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

  • Aproveite e nos siga no Google News para saber tudo sobre Moda, Beleza, Famosos, Décor e muito mais. É só clicar aqui, depois na estrelinha 🌟 lá no News

 

A consultoria de Medicina do Ambiente pode ser realizada em residências e em empresas, por meio do seguinte procedimento:

 

1. Análise

 

O primeiro passo para analisar a planta do imóvel é por meio de uma análise. Por isso, em reunião com a arquiteta, é importante levar consigo este documento.

 

2.  Visita ao local

 

Posteriormente, será agendada uma visita ao local. Na ocasião, será realizado um diagnóstico do imóvel.

Ou seja, alguns dados como iluminação, ventilação, influências do subsolo, cromatismo, funcionalidade e distribuição dos móveis serão analisados.

O objetivo desse diagnóstico é verificar os fatores e características que atuam de maneira equilibradora e os fatores insalubres que podem atuar. Assim, prejudicando os envolvidos.

 

3. Sugestões

 

Após o diagnóstico serão sugeridos alguns procedimentos para correção, neutralização ou potencialização desses aspectos.

Para isso, são utilizadas técnicas como:

Além disso, essas e outras possibilidades serão explicadas e orientadas conforme a necessidade do local e dos moradores ou usuários do ambiente.

 

Mais inspirações

 

Você também pode gostar!

- Continue depois da Publicidade -

Varanda gourmet com mesa para 8 cadeiras.
Depois do projeto. Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Na área da família, o uso de cores fortes e texturas diferenciadas, como madeira bruta e metal, proporcionaram um ambiente acolhedor e muito propício aos encontros familiares.

A área de lazer precisa ser um espaço confortável e aconchegante. Afinal, é ali que os moradores receberão visitas e colecionarão memórias.

Segundo a arquiteta, neste projeto, a moradora é de mundo das artes e usa seu apartamento inclusive para ensaios.

Por isso, seu pedido foi para ter um espaço onde a sua criatividade fosse despertada e ao mesmo tempo acolhida.

“Pensando nisso, transformei a varanda gourmet num espaço multiuso, com uma mesa que pode ser usada como bancada nas horas de trabalho e também para servir as refeições, tanto para a equipe, amigos e família”, completa.

 

Espaço cru.
Anttes do projeto. Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Se você achava que não podia ter um espaço daqueles na sua casa, saiba que você está muito enganada. A foto acima é de como era a área antes do projeto da arquiteta utilizando a medicina do ambiente.

Além disso, a área externa também deve ser valorizada. Para isso, quanto mais verde e conexão com a natureza, melhor.

 

Medicina do ambiente com decoração verde.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Por outro lado, o espaço para home office precisa ser muito bem planejado. Assim, a funcionalidade estará garantida.

 

Home office.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Claudia explica ainda que projetar a área comum de um condomínio não é fácil. Afinal, além da beleza, é preciso criar um ambiente seguro e acessível para todos.

 

Condomínio com jardim.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Já para um quarto confortável e super charmoso, a melhor opção é apostar em cores neutras com toques coloridos e uma cabeceira para lá de aconchegante.

 

Cama cinza com detalhes rosa.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Enquanto, o  projeto e um quarto infantil precisa ser muito bem pensado para que possa ser aproveitado na fase adulta. Por isso, os móveis planejados são ótimas escolhas.

“Cada móvel, planta e objeto possui uma vibração diferente e de acordo com seu correto posicionamento no layout, conseguimos viabilizar o fluxo de energia correta para aquele espaço”, diz a arquiteta.

Para isso é importante conhecer como a circulação de energia no ambiente. Por exemplo, o melhor lugar para expor as fotos de pessoas falecidas ficam melhor na área da família ou da espiritualidade.

Por outro lado, as fotos dos filhos não devem ficar no quarto do casal. Isso porque este ambiente é dedicado ao relacionamento íntimo do casal e, por isso, precisa ser preservado.

 

Arquiteta projeta quarto infantil.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Além disso, segundo a medicina do ambiente, a simples mudança de posição dos móveis pode transformar um ambiente.

Segundo a arquiteta, esta sala de estar era ignorada pelos moradores. Porém, o simples reposicionamento de móveis foi capaz de oferecer equilíbrio e aconchego ao espaço.

Afinal, todos os ambientes da casa precisam ser utilizados. Para isso, é importante que sejam arejados, limpos, iluminados, livres de bagunça, vazamentos ou outros problemas de construção.

“Procure sempre ter plantas bem cuidadas, aromas agradáveis e música ou sons de frequência elevada”, explica Claudia.

 

Sala de estar.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Sala de estar com sofá retration.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Além disso, quando se trata de decoração, é possível aproveitar até as coisas mais simples. Por exemplo, usar esteiras de palha para decorar a parede.

 

Arquiteta utiliza decoração de palha.
Fontes: Instagram/@arquitetura.inn.terior

 

Conclusão

 

Como resultado, segundo a arquiteta, o objetivo da Medicina do Ambiente é sempre respeitar e revigorar a funcionalidade e o estilo de decoração dos proprietários.

Por isso, é preciso buscar harmonia entre o espaço externo e o interno de cada um. Como resultado, o ambiente ficará agradável e atraente.

Por fim, a medicina do ambiente transmite a ideia de uma vida mais saudável e coerente com o objetivo de cada família ou grupo empresarial.

 

Por Claudia Pina

 

Claudia Pina é arquiteta e urbanista formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo.

Atuou na área desde a faculdade, iniciando com o paisagismo. Atualmente, projeta e concretiza obras residenciais e comerciais, além da arquitetura de interiores.

Sempre embasada na medicina do ambiente e na constelação dos espaços. Visando harmonia, prosperidade e bem-estar de quem habita nestes espaços.

Além disso, acredita que a arquitetura vai além das paredes. Por isso, buscou conhecimentos holísticos como cromoterapia, biopsicologia, física quântica e outros.

Por fim, confira o Insta profissional: @arquitetura.inn.terior

- Continue depois da Publicidade -

você pode gostar também

“Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência. Ao utilizar nossos serviços, você concorda.” Tudo bem Mais detalhes