PANCs: o que são e 10 plantas alimentícias não convencionais pra cultivar em casa

As PANCs são espécies que muitas pessoas têm em casa, mas que não sabem que podem ser consumidas. Confira os benefícios de cada uma

PANCs.
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Você sabia que existem diversas plantas espalhadas pelos campos que podemos comer e que são benéficas para a saúde? Chamadas de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), elas podem ser nativas, exóticas e até mesmo ser cultivadas no próprio quintal.

Entretanto, é preciso saber exatamente quais são as PANCs na hora da colheita. Afinal, existem outras que, apesar de serem parecidas, podem ser tóxicas e impróprias para a alimentação. Sendo assim, selecionamos as 10 PANCs mais comuns a fim de te ajudar.

Além disso, trouxemos as perguntas mais feitas pelos internautas sobre o tema:

  • O que são PANCs?
  • Quais são as vantagens de consumi-las?
  • Quais são as PANCs mais comuns?

Boa leitura!

O que são PANCs?

Como dissemos anteriormente, as PANCs são plantas alimentícias não convencionais. Portanto, pode ser uma espécie de vegetal que não é tão comum quanto os que vemos nos mercados. Normalmente, são espécies exóticas ou nativas que possuem alguma parte comestível.

O termo PANC surgiu em 2008 e foi criado pelo professor e biólogo Valdely Ferreira Kinupp. Entretanto, em outros países, elas são conhecidas como NUS ou EWP.

Cesta com várias PANCs.
Fonte: Canva

O objetivo de disseminar esse termo é fazer com que a população conheça as espécies, a fim de diversificar a alimentação no dia a dia. Um dos maiores incentivos no Brasil deve-se ao fato de que grande parte dos vegetais consumidos são de origem estrangeira, como o arroz, tomate, alface, entre outros.

É claro que existem as exceções, mas as PANCs são alternativas de valorizar as plantas que são características do solo brasileiro.

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Quais são as vantagens de consumir PANCs?

Existem diversas vantagens ao consumir as PANCs, e não apenas para a saúde, mas também para a economia local.

Isso porque esse tipo de alimento faz parte de uma cultura de pequenas comunidades. Sendo assim, são cultivadas por meio da agricultura familiar e não fazem parte de produções de larga escala.

Família sentada com cesta de PANCs.
Fonte: Canva

Sabendo do potencial das PANCs para a alimentação, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) têm elaborado uma série de pesquisas a fim de incluí-las em uma dieta alimentar saudável.

Ao todo, já foram identificadas e catalogadas mais de 300 espécies de PANCS.

Além disso, também devemos levar em consideração a quantidade de nutrientes que elas oferecem.

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Benefícios das PANCs

Por serem plantas poucos convencionais e plantadas em pequenas escalas, elas não mais maleáveis quanto às mudanças climáticas e doenças como pragas. Sendo assim, as PANCs apresentam alta taxa de absorção dos nutrientes da terra onde é plantada e, por isso, são consideradas de fácil cultivo.

Isso faz com que elas sejam tão nutritivas quanto aos vegetais comuns que são encontrados no mercado.

Pesquisadores identificaram que diversas hortaliças dessa categoria possuem alto teor de proteína, o que facilita a digestão. Além disso, cada espécie possui seus componentes próprios que as fazem saudáveis.

Por outro lado, é importante saber exatamente qual planta você está consumindo. Uma forma de não errar é procurar pelo nome científico da espécie. Assim, será mais fácil encontrar estudos que comprovem seus benefícios e dicas de como incluí-la na alimentação.

Quais são as PANCs mais comuns?

Você já pensou que é possível que você tenha uma delas plantada em casa e não sabe? Por isso, selecionamos as PANCs mais comuns para falarmos um pouco sobre elas.

1. Ora-pro-nobis

Folhas de ora-pro-nobis.
Fonte: Canva

É só ir para o interior de Minas Gerais que você encontrará uma série de cercas vivas formadas pela ora-pro-nobis. Entretanto, poucos sabem que ela pode ser adicionada no cardápio diário.

De acordo com pesquisadores, essa PANC é rica em vitaminas, fibra e proteínas. Como resultado, é um ótimo alimento para fortalecer o sistema imunológico e melhorar o fluxo intestinal.

Além disso, é um ótimo aliado do emagrecimento. Isso porque promove a saciedade.

A partes da ora-pro-nobis que podem ser ingeridas são o caule e as folhas. Ela pode ser consumida de diferentes formas, tanto cru em sucos ou saladas, quanto refogadas.

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2. Azedinha

Cesta em folhas de azedinha.
Fonte: Canva

Outra PANC que está presente em muitas casas é a azedinha, que também é conhecida popularmente como erva-vinagreira.

Embora seja altamente nutritiva, é preciso tomar cuidado com a quantidade consumida. Isso porque ela possui alto teor de ácido oxálico.

Portanto, o ideal é usufruir o sabor azedinho da planta para integrar massas, saladas, sopas e refogados.

3. Taioba

Folha de taioba em mesa de madeira.
Fonte: Canva

A taioba é muito conhecida no centro-oeste brasileiro. O formato dessa PANC também faz com que ela seja popularmente conhecida como orelha de elefante.

Dentre os benefícios oferecidos por ela estão:

  • Combate a prisão de ventre;
  • Previne a anemia;
  • Melhora a visão;
  • Previne a osteoporose;
  • Fortalece o sistema imunológico.

4. Folha de batata-doce

Vaso de vidro com pé de batata doce.
Fonte: Canva

A maioria dos brasileiros comem batata-doce, porém, as folhas dessa planta nem chegam ao mercado. Entretanto, elas são excelentes fontes de antioxidantes e nutrientes.

O consumo refogado ou cozido é obrigatório. Isso porque a versão crua pode ser tóxica.

5. Dente-de-leão

Flor de dente-de-leão branco.
Fonte: Canva

A flor dente-de-leão está espalhada por muitos terrenos pela cidade. Além disso, soprar a flor faz parte de uma superstição popular de que o pedido feito irá se realizar.

Já quando ingerida, a PANC é excelente para facilitar a digestão e melhorar o funcionamento do fígado. Sendo assim, pode ser consumida como chá, molho e recheios de panquecas e tortas.

6. Hibisco

Hibisco com flor é uma das PANCs.
Fonte: Canva

Decerto, o hibisco é uma das PANCs mais comuns no Brasil. Entretanto, ela é majoritariamente consumida como chá.

Dentre os benefícios estão:

  • Cicatrizante;
  • Fonte de ferro;
  • Anticoagulante.

Neste caso, tanto as sementes quanto as folhas são comestíveis e podem ser consumidas cruas, cozidas ou refogadas. Portanto, basta usar a criatividade.

7. Peixinho

Apesar do nome, o peixinho não tem nada a ver com o animal. Trata-se de uma planta conhecida também lambari da horta. Se você gosta de culinária amazônica, provavelmente já viu um prato decorado com essa planta.

Consumi-la é como um remédio natural para diminuir a faringite e a tosse. Além disso, a peixinho é antimicrobiana e emoliente.

As formas mais comuns de consumo são: empanada e frita.

8. Serralha

Flor rosa de serralha é uma das PANCs.
Fonte: Canva

Essa PANC é facilmente confundida com o dente-de-leão. Isso porque as flores possuem o mesmo formato.

Porém, percebe-se que a serralha tem caule longo com cachos de flores amarelas.

Os benefícios oferecidos por ela são:

  • Desintoxica o fígado;
  • Diminui dores estomacais;
  • É rica em minerais, nutrientes e vitaminas;
  • É anti-inflamatória;
  • Purificante;
  • Anticancerígena.

9. Capuchinha

Capuchinha amarela é uma das PANCs.
Fonte: Canva

A capuchinha é uma das PANCs que está sendo estudada com mais afinco pela Embrapa. Isso porque ela oferece uma série de benefícios e pode ser incorporada na dieta diária.

Segundo estudos, as flores, folhas e frutos da planta contém grande quantidade de vitamina C e alto teor de caretenoides.

10. Baru ou cumbari

Por fim, outra PANC comum no Brasil é o Baru. Pesquisadores encontraram grande potencial nutricional dessa planta. Afinal, ela contém cálcio, proteínas e fibra alimentar.

Além disso, a amêndoa de baru é transformada em farinha. Portanto, é usada na produção de farofa, bolos e até óleo.

Conclusão – PANCs

Por fim, as PANCs são plantas que, apesar de não serem convencionais, são fáceis de serem encontradas. Além de ser uma alternativa sustentável e de segurança alimentar, elas servem como sugestão na hora de diversificar a alimentação.

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