Artigos publicados na Tag ‘Negócios da Moda’

MBA Gestão em Negócios e Varejo de Moda

Publicado em 30 Jun 2009 at 4:54pm

O Instituto de Pós-Graduação – IPOG realizará em Goiânia o MBA Gestão em Negócios e Varejo de Moda, sob a coordenação da Prof. Queila Ferraz, estudiosa de História da Moda, consultora de design e gestão industrial para confecção e Professora de História da Indumentária e Tecnologia da Confecção em diversos cursos superiores e de pós-graduação.

Os objetivos do curso são:

  • Aplicar os conceitos mais atualizados na gestão de varejo de moda;
  • Formar especialistas em moda que tenham conhecimentos em projetos que envolvam sistemas de informações e tecnológicas de forma contextualizada e direcionada para a ampliação dos seus negócios;
  • Incentivar a habilidade de tomada de decisões que envolvam estabelecer e aprofundar os diálogos entre criatividade e comercialização de produtos dentro do modelo de negócio “extra muros”.

Alguns dos colaboradores do Fashion Bubbles estarão entre os professores: Edgard Almeida, Alessandra Gimenez e Sérgio Lage, além da coordenadora, Queila Ferraz.

Visite o site do IPOG para mais informações!

Olhar o mundo a partir da moda e das passarelas da SPFW

Publicado em 24 Jun 2009 at 5:59pm

Olhar o mundo a partir da moda, uma das propostas do Fashion Bubbles, nos faz perceber as nuances da comunicação de toda a cadeia produtiva da moda e a dinâmica da nossa vida do ponto de vista sócio, político, econômico e cultural.

Não há dúvidas de que a crise financeira internacional influenciou todos os setores da moda, desde os produtores agrícolas que enfrentaram grandes dificuldades para financiar suas produções, até os comerciantes profundamente afetados pela redução abrupta no consumo. As marcas internacionais de luxo também foram afetadas  pela flutuação cambial e  políticas  fiscais de altos impostos e proteção de mercado, dando espaço para  que as marcas nacionais pudessem mostrar que são uma alternativa.

O mercado brasileiro, embora muito afetado pelos efeitos da crise, se mostrou resiliente e bem estabelecido. O mesmo não podemos dizer do mercado Argentino, onde a mudança do perfil dos turistas e consumidores locais motivaram grandes marcas a abandonar o país e outras a fecharem suas portas por não ser mais sustentável. Emporio Armani, após oito anos de presença na Argentina, decidiu abandonar o mercado e a Zara declara não ser mais efetivo os custos de importação de roupas do Uruguay, enfrentando sérios problemas em consequencia das políticas governamentais.

A SPFW – São Paulo Fashion Week – este ano teve investimento recorde de USD 10 milhões e abriu suas atividades na quarta-feira dia 17 como se a crise financeira internacional não existisse ou tivesse chegado ao seu final. Seus principais patrocinadores (Natura, Tam, Melissa, Havaianas, etc.) ajudaram muito para que o evento em São Paulo – maior centro de negócios e vanguarda da América Latina – despistassem a crise. Entretanto, nas passarelas,  os estilistas traduziram como estamos vivendo e percebendo o mundo atual, com muita criatividade.

O mundo estava relaxado, colorido e o dinheiro circulava em grandes volumes e em altíssima velocidade. Na moda não era diferente – tudo podia do ponto de vista estético e de investimento: babados, listras, xadrez, bolas, sobreposição, cores variadas do preto/branco aos cítricos, muitos tecidos soltos relaxados e esvoaçantes representando a leveza de se ter dinheiro, glamour e estilo. Japonismo, anos 20, 30, 50 (new-look), 60 e anos 80. As passarelas não apresentavam desfiles, mas shows de toda a natureza e personalidades se passando por modelos.

Nos últimos desfiles, percebemos que  as cinturas foram apertadas e o caimento está mais comportado.  As cores sóbrias revelam o humor pós-crise e o toque de alfaiataria (paletós masculinos) em cores de “comodity” (sacos de café) apresentados por Reinaldo Lourenço e Cori e o linho artesanal e coletes sobrepostos por Maria Bonita, demonstram que é preciso voltar ao trabalho e recuperar toda uma trajetória que a moda brasileira percorreu para atingir a maioridade.

Não basta cobri o corpo e protegê-lo das intempéries do mundo, a proposta da moda é comunicação, status, tendência, criatividade e capacidade de gerar negócios e gerar trabalhos para muita gente que também tem o compromisso de fazer a economia girar.

Não basta olhar a partir da moda, é preciso apreender esta linguagem cultural e assim entender não só o momento, mas estar com o olhar atento para frente e assim poder se preparar para um futuro que pode ser recriado, mas grande parte dele já está descrito pelos visionários que contribuem muito, mas também impõem suas impressões no que comer, beber, vestir e até em como viver.

Por Carlos Alberto Silva

Indústria Têxtil e do Vestuário Brasileira – Números e possibilidade de estar entre os grandes exportadores

Publicado em 10 Jun 2009 at 7:07pm

Ótima matéria do site Portugal Têxtil

 A Indústria Têxtil e do Vestuário brasileira, com um mercado interno de 200 milhões de consumidores e um PIB em crescimento constante, mesmo no atual período de crise internacional está claramente virada para “dentro”. Mas será que quer continuar assim?
 
 Apesar de possuir objetivos de exportação ambiciosos, através do programa de promoção Texbrasil, muitas das empresas da Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV) brasileira estão mais profundamente centradas no mercado interno, cativadas pelos 200 milhões de consumidores e pelo crescimento econômico do país. Mesmo as empresas estrangeiras estão a apostar neste mercado.

Com um volume de negócios de 43 mil milhões de dólares em 2008, a ITV do Brasil é a sexta maior do mundo. Trata-se de uma indústria diversificada, que emprega cerca de 1,7 milhões de pessoas e ostenta fortes pólos industriais e de moda, em diversos Estados do país. Além disso, de acordo com o estudo da Werner, sobre a comparação dos custos de trabalho de 2008, o custo médio por hora de um trabalhador têxtil brasileiro é de apenas 3,41 dólares, ou seja, uma fração de 20% do registado nos EUA.

Algumas das empresas têxteis do Brasil, como a Coteminas (têxteis-lar) e a Vicunha (denim), são reconhecidas internacionalmente. E, no que se refere à roupa de banho, lingerie, jeans e vestuário infantil, o Brasil é reconhecido como um líder criativo de moda.

A federação brasileira de têxteis e vestuário (Abit) e a agência de promoção da exportação e do investimento (Apex-Brasil) estão incumbidas da execução da estratégia de exportação do sector através do programa de promoção Texbrasil.

Este programa surge enquadrado numa economia emergente que a OCDE (Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento) prevê que possa ser a única, entre as 34 principais economias mundiais, que poderá evitar a recessão em 2009. O crescimento do PIB brasileiro para este ano está estimado em 1,5% e surge após vários anos em que foi registrado um aumento de 5%.

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Rosa Chá anuncia troca na direção da marca

Publicado em 15 May 2009 at 1:55pm

Em comunicado divulgado pela assessoria de imprensa, a Rosa Chá divulgou a troca de comando na direção criativa da marca.

O estilista Amir Slama estava à frente do cargo há 17 anos, mas, disposto a enfrentar novos desafios em sua carreira, resolveu sair.  Coube ao próprio Slama indicar o seu substituto, Alexandre Herchcovitch.  O presidente da Marisol S.A, Giuliano Donini, aceitou a sugestão.

Herchcovitch assume o comando a partir da próxima coleção de inverno, portanto Slama ainda será o responsável pela coleção do verão 2009/2010.

Por Luiz Paulo Montes

Criador da Forum, estilista Tufi Duek deixa comando da marca

Publicado em 23 Apr 2009 at 2:47pm

O estilista Tufi Duek, criador das marcas Forum e Triton, deixou o comando das grifes, segundo informa um comunicado divulgado nesta quinta-feira (23/04/2009).

No ano passado, Duek vendeu as marcas Tufi Duek, Forum Tufi Duek, Forum e Triton para o grupo AMC Textil.

O contrato previa que o estilista permanecesse como diretor criativo do grupo por um ano e poderia ser renovado por mais dois.

A Forum foi apontada na recente pesquisa “O Mercado do Luxo no Brasil”, da MCF Consultoria e da GfK Brasil, como um das marcas de luxo brasileiras mais desejadas. Entre as nacionais, a top of mind ficou com a H. Stern, com 31%.

(Leia o artigo completo na Folha Online.)

PF prende dona da Daslu e mais 2 envolvidos em esquema de sonegação

Publicado em 26 Mar 2009 at 11:42am

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, além da dona da Daslu, Eliana Tranchesi, outras duas pessoas acusadas de crimes financeiros: Antonio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de Eliana, e Celso de Lima, da importadora Multimport. As prisões foram realizadas em cumprimento de sentença judicial condenatória da 2ª Vara da Justiça Federal, em Guarulhos (Grande SP).

Ao todo são sete mandados de prisão expedidos, mas apenas três foram efetuados até as 10h30. O Ministério Público Federal pediu a condenação do grupo em abril do ano passado por sonegação fiscal, após a conclusão das investigações da operação Narciso, deflagrada em 2005.

A maior butique de luxo do país é acusada de importação irregular. A empresa teria construído um esquema para subfaturar importações com o objetivo de sonegar impostos.

No esquema, a Daslu seria a responsável pela negociação, compra, escolha e pagamento de mercadorias no exterior e, após tais atos, entravam em cena as importadoras (’tradings’), que eram responsáveis pela falsificação de documentos e faturas destinados a permitir o subfaturamento do valor das mercadorias.

Leia o artigo completo na Folha Online.

Slow fashion, o luxo em 2009

Publicado em 16 Feb 2009 at 2:48pm

Slow fashion é o conceito que define que a moda terá uma velocidade menor, com peças perenes, ou que pelo menos persistam mais de uma estação. É o movimento que defende peças duráveis, de qualidade para serem guardadas e não descartadas. 

O The Guardian já falou sobre o assunto em agosto do ano passado,na reportagem com o título : ‘Slow fashion is a must-have … and not just for this season’.

O Globo.com também já se pronunciou, em janeiro deste ano ‘A era do consumo frívolo acabou’.

O que mais chama atenção, é que não se trata de tendência e sim de um movimento que já é realidade, hoje os consumidores pensam mais na hora de gastar. A crise tão falada, certamente contribui. A quantia investida no consumo passa a ter importância e por consequência o produto será melhor avaliado pelo consumidor.

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A excelência do “Made in Italy” na Couromoda 2009

Publicado em 13 Jan 2009 at 10:12am

Por Regina Di Marco

Numa promoção do Instituto Italiano de Comércio Exterior – ICE, entidade governamental ligada ao Ministério do Desenvolvimento Econômico da Itália, da Associação Nacional dos Calçadistas Italianos – ANCI e da SMI-EMI (Sistema Moda Itália e Ente Moda Itália), 17 empresas italianas de calçados e sete (07)  de vestuário participam da 36ª Couromoda, que acontece de 12 a 15 de janeiro, no Anhembi, em São Paulo.

Para expor a excelência dos produtos italianos o espaço do Pavilhão Italiano estará dividido entre ANCI e SMI-EMI (Sistema Moda Italia e Ente Moda Itália) testemunho da forte parceria entre as principais associações empresariais dos setores de calçados e vestuário que difundem o selo “Made in Italy”.

Iniciativa da Associação Nacional dos Calçadistas Italianos – ANCI , 17 empresas de calçados de prestígio internacional (Alberto Gozzi, Aldo Bruè, Ballin, Bruno Magli, Calzaturificio Star, Franco Ballin, Fratelli Rossetti, Gianmarco Lorenzi, Iris, Luciano Padovan, Pakerson e Consorzio Vigevano Export (con Brunate, Caimar, Pepè, Renato Cenedella, Speroni, Sultana) apresentam suas coleções. A proposta é oferecer aos expositores italianos a possibilidade de maior aproximação com o mercado brasileiro que representa, por suas dimensões e perspectivas de crescimento,  um dos mais importantes mercados do mundo.

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Fabricantes italianos de calçados buscam novas parcerias de negócios no Brasil

Publicado em 12 Jan 2009 at 11:25pm

Numa promoção do Instituto Italiano de Comércio Exterior – ICE, entidade governamental ligada ao Ministério do Desenvolvimento Econômico da Itália, e da Associação Nacional dos Calçadistas Italianos – ANCI, 17 empresas italianas participam da 36ª Couromoda, que acontece de 12 a 15 de janeiro, no Anhembi, em São Paulo.

Além disso, a EMI- Ente Moda Itália organiza pela primeira vez sua participação na Couromoda 2009 onde sete empresas italianas de prêt-à-porter apresentam suas coleções no Pavilhão Italiano. A EMI – Ente Moda Itália foi criada em 1983, por iniciativa do Centro de Moda e Sistema da Itália, que promove e difunde o “Made in Italy” no exterior por meio da participação das empresas associadas em feiras internacionais de moda.

Moda Made in Italy – MARLYS

O Pavilhão Italiano conta com 200 metros quadrados, onde as empresas participantes buscam parcerias com indústrias nacionais para produzir seus produtos no Brasil e América Latina. Eles trazem o selo “Made in Italy”, de alto valor agregado e com preço final médio e alto.

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UseFashion – Conheça o portal líder no serviço de pesquisa e informação para o mercado da moda

Publicado em 12 Jan 2009 at 8:53am

A UseFashion é uma empresa multimídia e multisetorial, líder no serviço de pesquisa e informação para o mercado da moda.

Realiza análise em profundidade de mercados locais e globais, apresentando interpretações direcionadas aos variados profissionais que fazem da moda e do design o seu negócio. Possui conteúdo visionário e de alto valor agregado, incentivando seus clientes no processo criativo e na tomada de decisões estratégicas.

Fundada em 2000, atualmente conta com uma equipe de mais de 100 profissionais com sólida e ampla formação em moda, comunicação e comportamento de consumo, sendo reconhecida pelo mercado como a melhor fonte de pesquisa na área de moda, design e comportamento de consumo. A equipe UseFashion atualiza as informações em tempo real, com uma linguagem objetiva e direcionada.

Em seu mix de produtos estão o Portal UseFashion, o UseFashion Journal, UseFashion Newsletter e UseFashion Report; além de um amplo programa de Palestras e Workshops em todos os setores da moda.

Segmentos
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Indústrias têxteis e vítimas de Santa Catarina precisam de ajuda; veja a relação de postos

Publicado em 02 Dec 2008 at 2:04pm

Arte/UseFashion

“O momento em que o estado de Santa Catarina se encontra tem gerado comoção entre os brasileiros. Os desastres ocasionados por quase um mês de chuvas ininterruptas resulta em enchentes e desabamentos e, além de atingir a população, afeta as indústrias da região. Preocupadas com a segurança dos catarinenses, bem como com as instalações das fábricas, as marcas vêm encabeçando campanhas para a arrecadação de donativos.

A “Rede de Solidariedade Têxtil” é um dos exemplos. Liderada pelo Sintex (Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário) e com apoio da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), busca auxiliar as vítimas das cheias no Vale do Itajaí, arrecadando doações entre as empresas têxteis. Segundo o presidente do Sindicato, Ulrich Kuhn, a expectativa é de que na primeira semana de dezembro, haja uma normalização na produção, pois até agora muitos funcionários não conseguem chegar ao trabalho.

Com a Hering está acontecendo isso. A companhia tem duas unidades em Blumenau e em ambas tiveram perdas. Na matriz do bairro Bom Retiro, um galpão foi destruído, e na unidade Itororó, mais conhecida como Omino, no bairro da Velha, estoques foram perdidos. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, que está doando 13 mil peças de roupas adultas e infantis para a “Rede de Solidariedade Têxtil”, também muitos funcionários estão ilhados ou perderam tudo. Eles informaram que franqueados de todo o Brasil estão fazendo doações em dinheiro para amenizar a situação dos funcionários da Hering.

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Customização de tênis vira febre entre jovens

Publicado em 21 Nov 2008 at 4:35pm

Modelo de Amaury Filho

A especialista em Design Têxtil, Artemísia Caldas, explica o termo:

“A palavra customização, que até pouco tempo não existia na língua portuguesa, foi criada para traduzir uma expressão em inglês – custom made – significa então sob medida. Tudo indica que essa proposta nasceu com o movimento hippie na década de 60, com o advento dos processos artesanais e o desenvolvimento de técnicas de tingimentos de tecidos, trabalhos com retalhos (patchwork) contribuindo para personalização das peças. (PALOMINO, 2002)

Nessa onda, customizar significa reciclar, transformar o básico numa nova peça, única, exclusiva, seja com recortes, apliques, costuras decorativas, lantejoulas, pedrarias, babados, botões, tingimentos, pinturas, dentre outras infinidades de maneiras e materiais utilizáveis. É um verdadeiro “vale tudo” para a obtenção de roupas e acessórios únicos, diferentes daqueles produzidos em série. Pode ser feito através de técnicas somente manuais, técnicas à máquina, colada, silkada, cortada, como também usando todas as técnicas necessárias e possíveis para um bom resultado estético harmonioso.

Na opinião de Vicent-Ricard (1989), a conseqüência imediata do fenômeno foi o surgimento e o fortalecimento de um poder específico, capaz de desorganizar tudo: a iniciativa criadora e personalíssima do consumidor, que permite a cada um exercer sua própria criatividade em função de sua imaginação e de suas visões.”

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Pesquisa UseFashion: O panorama da crise segundo a moda

Publicado em 12 Nov 2008 at 4:19pm

“No meio desta crise mundial, acredito ser importante nos informarmos sobre o que andam falando do nosso setor, o que afeta positiva ou negativamente. O texto é um pouco longo, mas vale a pena ler para ficarmos preparados para o mercado.”  (Robson Alves)

UseFashion ouviu mais de 700 profissionais de moda em pesquisa sobre os efeitos da crise global.

Por Lisie Venegas e Thomas Hartmann

Ciente da importância da atual conjuntura, a UseFashion, referência nacional no que diz respeito a informação estratégica de moda, ouviu profissionais do setor em uma pesquisa inédita no país. Vale lembrar que a crise financeira global iniciada nos Estados Unidos pauta as principais capas de revistas e telejornais, mas seus efeitos no mercado de bens não-duráveis, que inclui a moda, ainda não estão claros.

Veja os dados da pesquisa aqui.

Quase metade dos entrevistados concluiu que a crise já impactou negativamente seu negócio (368 respostas). Em grande parte, isso acontece devido à redução na oferta de crédito, segundo 38% da amostra. A perspectiva para o futuro, contudo, é promissora.

Enquanto que 345 respondentes ressaltaram que a projeção para os próximos dois anos não foi alterada, 121 afirmaram que o cenário pós-crise é melhor que o que tinham antes. Apenas 282 pessoas, 38% da amostra, consideraram que a crise piorou o cenário para seus negócios em 2009/2010.

Oportunidades e ameaças

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Moda à velocidade ZARA

Publicado em 03 Nov 2008 at 4:30pm

Em tempos de decréscimo do consumo mundial, a gestão eficiente das cadeias de fornecimento, que levam até aos clientes finais as quantidades certas dos artigos desejados, é fundamental para a saúde financeira dos retalhistas e marcas de moda.

Tradicionalmente, as relações comerciais existentes na moda caracterizavam-se por um certo conservadorismo. Isto é, as decisões de compra baseavam-se muito mais nos hábitos e na proximidade existente entre os diversos agentes do que em dados que realmente suportassem essas mesmas decisões.

Com o exponencial aumento da concorrência provocado pela abertura dos mercados e com a crescente concentração ao nível do retalho de moda, este tradicionalismo nas relações foi sendo progressivamente substituído por uma cada vez maior pressão sobre os preços ou pela necessidade de sincronização das atividades dos intervenientes das cadeias de valor.

A quebra recente nos valores de consumo de artigos de moda, provocados por uma crescente seletividade no ato de compra por parte dos consumidores num ambiente pré-recessivo, levará assim a que o aspecto mais relevante a ter em conta pelos retalhistas e marcas de moda passe a ser, nos próximos tempos, a rápida rotação de stocks e a precisão no planejamento das suas atividades ao invés do foco único no preço.

Assim sendo, a aposta em sistemas eletrônicos de transmissão e de gestão da informação aparece, no contexto atual, como a melhor forma de se garantir o aumento da eficiência, a redução dos tempos de resposta, a sincronização da oferta e da procura e a rentabilidade das empresas da fileira moda.

O atual estado de evolução destas soluções permite, às empresas, implementar soluções que conjuguem o aumento da eficiência interna das suas operações com melhores e mais eficientes métodos de previsão e com ferramentas que otimizem os fluxos logísticos e de relacionamento, da fase de design para a fábrica e desta para o chão de loja.

O exemplo mais conhecido de otimização das cadeias de fornecimento, tendo por base a sincronização da cadeia de fornecimento com os eventos ocorridos junto dos consumidores, a Zara, fez percorrendo um caminho de três décadas, tendo que investir de forma bastante significativa em sistemas de suporte a este tipo de estratégia.

Leia matéria completa no site Portugal Têxtil.

Efeitos da crise financeira no mercado da moda

Publicado em 22 Oct 2008 at 12:06pm

Se você ainda não entendeu direito o que provocou essa crise, não se desespere – você não é o único/a! Eu não sou economista, portanto o que segue é a minha visão pessoal dos fatos.

Tendemos a super-valorizar as nossas expectativas. Quando as coisas vão bem, esperamos que elas irão ainda melhor. E foi isso que vinha acontecendo nos últimos dez ou quinze anos, quando praticamente desde os anos 1970 o Brasil não experimentava tamanho crescimento econômico – resultado: otimismo ingênuo que inflam as bolhas especulativas. Quando as coisas começam a ir mal, esperamos que piorem – resultado: pânico, como o que vimos nas últimas semanas.

As bolhas especulativas, assim como os ciclos econômicos, fazem parte da essência  do capitalismo, mas sua principal característica é que ninguém consegue prever com exatidão quando a bolha vai estourar, nem os bancos centrais conseguiram desenvolver ferramentas macroeconômicas para “esvaziar” a bolha, quando esta é detectada, sem que a mesma exploda sem causar tanto estrago. Continue

China procura soluções

Publicado em 15 Oct 2008 at 6:52pm

A ITV chinesa está a perder competitividade. Para fazer face a esta situação, o governo decidiu aumentar a bonificação fiscal para um número restrito de artigos. Mas com os custos de mão-de-obra em escalada, será esta medida uma solução para o longo prazo?

O Governo chinês decidiu aumentar a bonificação fiscal para alguns tipos de produtos têxteis e de vestuário, com o objectivo de aliviar as preocupações dos exportadores. As reduções fiscais para a exportação de seda, fios de lã, fibras artificiais e produtos de algodão foram aumentadas em 2 pontos percentuais, para os 13% no dia 1 de Agosto.

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Interbrand divulga rank das 100 marcas mais valiosas do mundo

Publicado em 24 Sep 2008 at 7:12am

O tradicional ranking da Interbrand sobre as 100 marcas mais valiosas do mundo anunciou, recentemente, o resultado de 2008. Entre as selecionadas, 11 estão ligadas à moda como as lojas de departamentos H&M, Zara e GAP; as grifes de luxo Louis Vuitton, Gucci, Hermès, Tiffany & Co, Prada e Giorgi Armani; e as marcas do segmento esportivo Nike e Adidas.

Leia matéria completa de Fernanda Maciel para UseFashion.

Fonte: UseFashion

Notícias da semana

Publicado em 05 Sep 2008 at 5:46pm

Essas foram algumas notícias do universo da moda nesta semana:

Zara é a Nº 1 (Leia na íntegra)

Já é oficial. A Inditex, detentora da cadeia Zara, ultrapassou a sua rival americana Gap no primeiro lugar mundial do varejo de moda. Após a ultrapassagem da H&M no ranking europeu, esta nova conquista demonstra a excelente adaptação que Pablo Isla teve ao leme do gigante galego.

***

Os 50 nova-iorquinos mais influentes na Moda (Leia na íntegra)


O jornal Daily News elaborou um original ranking onde cataloga os 50 habitantes da cidade que nunca dorme com maior influência no mundo da moda. No topo da lista está a incontornável Anna Wintour.

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Moda brasileira contagia o mundo, diz jornal inglês

Publicado em 25 Aug 2008 at 1:52am

Em sua edição de 24 de agosto, 2008, o jornal britânico “The Independent on Sunday” –edição dominical do jornal “The Independent”– traz uma matéria sobre a expansão da moda brasileira no mercado internacional.

De acordo com a autora do texto, Rachel Shields, “os brasileiros estão mostrando que o estilo da América do Sul é muito mais do que chinelos Havaianas e roupas de praia minúsculas.”

Segundo o Índice Global de Desenvolvimento de Varejo da AT Kearney, o mercado de roupas brasileiro vale o equivalente a cerca de R$ 57 bilhões e cresce 7% ao ano.

O jornal afirma que os consumidores britânicos estão aderindo cada vez mais às criações de estilistas brasileiros que, como Daniella Helayel, fogem ao padrão tradicionalmente extravagante da América do Sul.

Leia o artigo completo, em português, na Folha Online ou o artigo original, em inglês, Brazilian style: South American fashion on the world stage

Apenas criatividade não basta

Publicado em 21 Aug 2008 at 1:20am

Como a confecção paulista Cris Barros está combatendo um mal muito comum entre as pequenas e médias empresas de seu setor — precariedade na administração e custos nas alturas

Em apenas cinco anos, a ex-modelo Cris Barros, de 36 anos, conseguiu se estabelecer como uma das estilistas mais procuradas pelo público que freqüenta endereços chiques da moda paulistana. A manequim, que saiu da adolescência estampando capas de revista, acabou virando empreendedora de uma grife que produz 50 000 peças ao ano e que leva seu nome. Segundo estimativas do mercado, a empresa fatura cerca de 10 milhões de reais por ano, e as vendas vêm crescendo a uma média de 30% a cada coleção. Hoje, suas roupas estão presentes em 60 pontos-de-venda em todo o Brasil e em lojas de luxo de 12 países, entre os quais Estados Unidos, Líbano e África do Sul.

Em parte, a história de Cris não é muito diferente da de outros empreendedores do mundo da moda que saíram das passarelas ou dos ateliês de costura para criar marcas poderosas. A diferença é que, logo nos primeiros anos, Cris percebeu que o crescimento do negócio ia exigir bem mais do que a criatividade necessária para compor belos modelos — era preciso manter uma gestão eficiente e um rigoroso controle dos custos. “No lançamento da minha primeira coleção, em 2002, o estoque previsto para durar três meses foi vendido em apenas 15 dias”, diz ela. “Não demorou muito para perceber que, sozinha, eu não daria conta de acompanhar o crescimento da marca.”

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