A maquiagem é uma das mais antigas formas de ornamento do próprio corpo. Motivos religiosos, sedução, demonstração de status e posição social ou simplesmente, por pura diversão, pintar o rosto e até partes do corpo tem sido feito a milhares de anos.
O registro mais antigo do uso de produtos de maquiagem foi no Egito, onde as mulheres maquiavam os olhos de verde escuro logo abaixo da pálpebra de baixo e, com kohl, escureciam os cílios e as pálpebras superiores. Judeus e romanos também eram fãs do kohl… Na Renascença italiana, pós especiais eram usados para cobrir o rosto – um deles, a Acqua Toffana, era feito de arsênico! Aliás, não faltaram outros venenos na história da maquiagem: muitos produtos utilizavam mercúrio, chumbo e ervas venenosas. O resultado imediato devia ser fantástico, mas a longo prazo surgiam estragos na pele, dores e até a morte.
Com o passar dos tempos, a maquiagem se tornou um trabalho profissional e com o avanço de novas tecnologias industriais, a maquilagem ganhou uma gama de novas cores, texturas, cheiros, e virou um item indispensável a todas as mulheres de hoje.
Ediorial de Maquiagem
A história do make-up e dos cabelos é contada em História da Maquiagem, da Cosmética e do Penteado – em Busca da Perfeição, da Ana Carlota Régis Vita. O livro é também é tipo meio uma história da beleza e da vaidade humana. Ainda que não dê pra falar que existia um “conceito de beleza” na pré-história, já havia uma centelha de vaidade quando os caçadores mais bravos usavam colares pra se diferenciar do restante da tribo.
A autora recupera os ancestrais mais antigos dos batons, blushes, esmaltes, perfumes, demaquilantes e hidratantes. E também mostra que produtos como a hena e o kohl, usados até hoje, já eram truques de beleza na Antiguidade.
No livro, a idéia sexista de que “vaidade é coisa de mulher” cai por terra. Nos primórdios da humanidade, os homens se enfeitavam e se maquiavam tanto quanto elas. Ou seja, o metrossexual que gerou tanto buzz no começo dessa década, não estava fazendo nada mais do que voltar às origens.
Leia a resenha completa no Update or Die.