A InBrands/Pactual Capital Partners (PCP) e a Tarpon Investments apresentaram proposta para comprar uma participação na Osklen, grife do empresário Oskar Metsavaht. A companhia fatura quase R$ 150 milhões por ano. (Fonte: Relatório Reservado, 11/9/2008).
A InBrands, que recentemente adquiriu o controle da SPFW (Inbrands assume São Paulo Fashion Week), já é dona da Ellus, Isabela Capeto e parte de Alexandre Herchcovitch.
A Inbrands, holding de grifes de moda que controla Ellus, 2nd Floor e Isabela Capeto (e está em negociações avançadas com o estilista Alexandre Herchcovitch) assumiu o controle da Luminosidade, empresa organizadora da SPFW. Paulo Borges, sócio e presidente da Luminosidade, continuará à frente da SPFW.
A SPFW conta com quase 50 grifes nos desfiles e atrai 2 mil showrooms de outras marcas para o seu entorno. A cada edição (são duas por ano) são investidos R$ 7 milhões.
Um dos objetivos da InBrands é estender a força da marca para outros lugares. Um exemplo é um futuro portal de moda na internet com a grife SPFW.
Para Paulo Borges o objetivo foi fortalecer-se para um novo tempo de concorrência que surge: há duas semanas, Nizan Guanaes anunciou sua entrada no setor, com a criação da Rio Summer, uma nova feira de moda. E, como tudo o que Nizan toca o dedo trata-se de um megaevento, com grandes patrocinadores e pretensões maiores ainda.
(Fontes: Blog Lauro Jardim e Valor Online)
Esqueça as pantalonas, as maxibolsas ou os babados. Para entender de moda brasileira agora é preciso saber o que é um fundo de investimento, uma gestora de marcas ou uma holding operacional.
A nova tendência é difícil de usar. Chegou com estardalhaço na temporada passada e se estende aos trancos e barrancos por esta nova edição do São Paulo Fashion Week.
A “novidade” já deu dor e cabeça para estilistas de renome como Alexandre Herchcovitch e Fause Haten, além da grife Zoomp, cooptados pela gestora de grifes Identidade Moda (I’M). Os dois primeiros se desligaram da nova empresa, e a Zoomp acabou de fora do SPFW — tudo por causa de problemas financeiros.
Enquanto Herchcovitch conseguiu desfazer o negócio, Fause Haten perdeu a grife que leva seu nome inteiro, relembrando o caso Marcelo Sommer, que vendeu sua grife Sommer ao grupo familiar AMC Têxtil em 2004 e acabou afastado por divergências de criação.
“Eles achavam que iam ganhar milhões, mas na verdade iam gastar milhões. Acho que foi ingenuidade”, disse a editora de moda Regina Guerreiro sobre os empresários e estilistas do caso I’M. (…)
Para Regina Guerreiro, a “tendência” precisa, para dar certo, de grupos muito fortes financeiramente para um investimento eficaz e de um produto mais caprichado.
“Não é apostando na moda que a gente está fazendo ainda que a gente vai conseguir exportar”, disse Regina, explicando que só beachwear e jeanswear brasileiros exportam de verdade.
“Acho que a moda brasileira deveria apostar mais em básicos, em uma ótima qualidade e acabamento, e deixar as pessoas personalizarem esses básicos”, disse. “Porque a moda vai pra isso. Todos os caminhos já foram percorridos. Mais um babado, menos um babado, não vai mudar o futuro de ninguém.” (…)
Leia o artigo completo no Estadão.
O estilista Fause Haten está se desligando do grupo I’M (Identidade Moda), para o qual vendeu sua grife no início do ano e no qual atuava como funcionário, exercendo o cargo de diretor de criação da marca. A coleção feminina que Fause desfila hoje na São Paulo Fashion Week foi feita independentemente pelo estilista, que criou uma nova grife, a FeagHa, com a logomarca FH. “Foi tudo um grande pesadelo. Meu ego está mexido, minha razão ficou um pouco perturbada, mas já passou e sei que uma coisa boa me espera ali na frente”, diz o estilista.
Nelson Alvarenga, fundador e dono majoritário da grife Ellus, afirmou nesta terça-feira no São Paulo Fashion Week que o estilista Alexandre Herchcovitch é o mais novo parceiro no grupo de gestão de marcas Inbrands.
A Inbrands é uma holding de grifes que já conta com a Ellus, a 2nd Floor e Isabela Capeto. Até então, Alvarenga era sócio da Inbrands ao lado do grupo UBS Pactual e Américo Breia.
“A empresa Alexandre Herchcovitch comprou uma participação. Ele é sócio da Inbrands”, disse Alvarenga à Reuters, após o desfile da 2nd Floor no SPFW. “Assinamos na sexta-feira, o anúncio oficial deve sair esta semana.”
“Ele (Herchcovitch) vai tocar a parte de criação, e a Inbrands vai ajudar na gestão geral do negócio, para crescer com capital, com organização”, acrescentou Alvarenga, sem dar mais detalhes.
Segundo Alvarenga, a holding Inbrands espera em dois anos ter um faturamento de 1 bilhão de reais e um portfolio de até 10 marcas. Até o final deste ano, a expectativa é atingir 500 milhões de reais de faturamento, disse o empresário.
Leia o artigo completo no Estadão.
No dia 2 de abril, Alexandre Herchcovitch fez um voto de silêncio. Diante da conturbada situação de suas marcas junto ao I’M, braço de moda do grupo HLDC, decidiu não dar nenhuma declaração à imprensa. Alexandre quebra o silêncio pela primeira vez nesta entrevista exclusiva ao Estado, concedida por e-mail com supervisão jurídica, para evitar (mais) problemas com o I’M.
Leia a entrevista completa no Estadão.
A crise financeira da HLDC Participações, dos empresários Enzo Monzani e Conrado Will, agravou-se nas últimas semanas, tanto na área têxtil quanto na telefonia. O private equity Global Capital deverá fazer mais um aporte emergencial na Zoomp, uma das grifes controladas pela Identidade Moda (I’M) – holding criada por Monzani e Will. A capitalização deverá ser de aproximadamente R$ 15 milhões. O objetivo é saldar parte do passivo da companhia, que teria ultrapassado a marca de R$ 30 milhões. O Global Capital, um dos maiores credores da Zoomp, já injetou R$ 4 milhões na empresa no mês passado. Também assumiu a gestão companhia até 2010. Talvez nem chegue até lá. Por pressão dos credores, o fundo estaria reestruturando a Zoomp com o objetivo de encontrar um novo controlador e afastar Monzani e Will da operação. Há ainda negociações para que o Global Capital passe a administrar as marcas Fause Haten e Clube Chocolate, também pertencentes à I’M. Continue
Hoje, o consumidor além de ser muito mais bem informado, crítico e seletivo, ocupa um papel central na promoção da empresa e da marca. Redescobrimos a importância das redes sociais e da publicidade boca a boca. Mas agora na era dos bits e bites, é a vez da comunicação mouse to mouse em escala viral.
O comportamento do consumidor sofre o impacto das novas tecnologias e dos new media. Hoje nos relacionamos não mais com a pequena comunidade de pares, mas em tese, com o mundo através dos mais diversos canais: celular, sms, games interativos, internet, e-mail, messenger, podcasting, blogs e comunidades de relacionamento virtual. Canais mais visíveis, democráticos e colaborativos que nos permitem comunicar, relacionar e expressar o que pensamos e sentimos. Cada consumidor se torna um veículo de mídia poderosa e o que ele diz pode ganhar amplitude e popularidade.
Além da Fórum, cuja venda ao grupo AMC acaba de ser anunciada, a Staroup, uma das mais conhecidas fabricantes de jeans do Brasil, vai trocar de armário. A Atra Participações e a investidora suíça Jacqueline Gordon, que detêm 97% das ações ordinárias, procuram um comprador para a indústria têxtil.
Há, no momento, três candidatos ao negócio: a Santista, do Grupo Camargo Corrêa, a Identidade Moda (I’M), dos empresários Conrado Will e Enzo Monzani, e a InBrands, holding formada pelo Pactual Capital Partners (PCP) no início deste ano e voltada exclusivamente para a compra de grifes.
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O grupo catarinense AMC Têxtil comprou as grifes Forum, Triton, Forum Tufi Duek e Tufi Duek -todas do grupo TF, do empresário e estilista Tufi Duek. A única marca do grupo que não foi adquirida foi a Carina Duek, criada pela filha de Tufi. O valor da compra não foi revelado. Tufi Duek deve permanecer como diretor de criação das suas ex-marcas.
A AMC Têxtil, comandada pelo empresário Alexandre Menegotti, é dona da Colcci, Sommer, As Carmelitas e do licenciamento brasileiro da Coca-Cola Clothing. Com a aquisição das grifes de Duek, a AMC Têxtil se consolida como um dos maiores grupos de moda brasileiro, com faturamento total acima de R$ 725 milhões por ano -R$ 225 milhões das marcas de Duek.
A aquisição de empresas de moda por grupos maiores repete fenômeno que ocorreu na Europa na década passada. Na virada do ano, o estilista Alexandre Herchcovitch vendeu suas duas marcas -Herchcovitch; Alexandre e Herchcovitch Jeans- à holding IM -Identidade Moda, que também controla a Zoomp e a Zapping. Em dezembro, holding formada pelo banco UBS passou a controlar a Ellus.
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