Artigos publicados na Tag ‘revistas’

Revista Cruzeiro e o resgate da memória brasileira do século XX

Publicado em 15 Sep 2008 at 5:26pm

O Cruzeiro foi a principal revista ilustrada brasileira do século XX. Começou a ser publicada em 10 de novembro de 1928 pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand.

Foi importante na introdução de novos meios gráficos e visuais na imprensa brasileira, citando entre suas inovações o fotojornalismo e a inauguração das duplas repórter-fotógrafo, a mais famosa sendo formada por David Nasser e Jean Manzon que, nos anos 40 e 50, fizeram reportagens de grande repercussão.

O site Memória Viva, especializado em biografias de pessoas famosas da recente História do Brasil, inaugurou uma nova fase de existência com o lançamento da edição on line da revista O Cruzeiro. Continue

Revista dObra[s]

Publicado em 22 Feb 2008 at 3:38pm

Uma revista de moda mas não só, acadêmica mas nem tanto

A editora Estação das Letras e Cores lançou dia 20 de fevereiro o segundo número da revista dObra uma proposta inovadora no mercado editorial de moda. A revista, por definição “de moda mas não só, acadêmica mas nem tanto”, surge para disseminar estudos e reflexões construídos por profissionais e pesquisadores que articulam e analisam a contemporaneidade, privilegiando a compreensão da dimensão cultural, social e econômica do universo da moda.

O objetivo é contribuir para a difusão e consolidação da cultura de moda no Brasil. A publicação aborda moda, design, arte e consumo e suas interfaces com múltiplas áreas do conhecimento como a Antropologia, a Comunicação, a História, o Marketing, a Sociologia, entre outras.

dObra tem periodicidade quadrimestral e é comercializada em livrarias, lojas e em bancas de jornais especializadas de todo o país.

Algumas fotos do lançamento da oDbra

Kathia Castilho (centro) é professora do Mestrado em Design da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, e diretora da Editora Estação das Letras. É doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. 

Tula Fyskatoris ( a esquerda de blusa branca) é pesquisadora em moda e atualmente dedica seus estudos a história do varejo de moda com destaque para a cidade de São Paulo. É mestre em História pela PUC-SP e doutoranda no mesmo programa.

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Mídia Impressa – Revista Feminina / Parte 2

Publicado em 10 Dec 2007 at 2:22pm

 

 

 

 

 

 

Qualquer estudo sobre mídia deve partir da importância delegada a seus diferentes veículos, na função de refletir os diálogos existentes dentro do tecido social, avaliando sua capacidade de conduzir verdades, tecer comentários e construir imagens que toquem o coração.

No caso da mídia impressa e, mais especificamente, da revista feminina, é importante deixar claro o seguinte: os estudos que se debruçam sobre ela precisam apontar para o fato de que ela conduz, juntamente com a mídia televisiva, toda a área de informação direcionada à mulher.

A televisão é o grande meio de informação da cultura contemporânea. Já a revista atua como comentarista que, construindo o imaginário do leitor, acaba por estabelecer um eficiente dialogo social que é, primeiramente, civilizador.
Sua eficiência como mídia se deve ao fato de ela ter, na base da recepção, uma relação de consumo que envolve cumplicidade e liberdade de escolha. Tal relação supõr, para além da informação e do comentário, também sentimentos e afeto.

A revista é uma mídia que tem agregada consigo uma grande variedade de produtos. Mas o que a define melhor, enquanto produto, é a sua relação com o receptor, que é de confiabilidade, segurança, cumplicidade e simpatia. Todas elas devem ser como uma amiga íntima e particular. A revista dorme no mesmo quarto, vai junto ao banheiro, à escola, e viaja junto com a leitora, no transporte coletivo. Uma revista se tem, se lê, se coleciona ou se joga fora, mas jamais se empresta. Paira sobre ela o fetiche da posse, porque, em geral, ela contém “segredos ou informações não datadas de mim”, que poderão ser úteis, um dia.

É diferente das demais mídias: não compramos, não pagamos, não carregamos e não guardamos o que não nos interessa, o que não contêm um pedaço de nós. Com ela, pode-se estabelecer uma relação de companheirismo que, muitas vezes, vira objeto de coleção; e a sua história passa também a ser parte da história de quem a lê.

A revista tem um formato idealizado para que ela possa estar junto da leitora, quando esta o desejar, ou quando precisar. É construída para ser “um objeto de desejo” da leitora. A crítica teórica considera, e aceita, que ela é objeto de desejo, sim, porém de desejos obscuros, visto que a revista tem sua estrutura formal e cultural organizada para atuar na construção do ideário e do imaginário coletivo e, portanto, é totalmente capaz de manipular, através de seus comentários, a formação dos modos de ver e de ser de quem a lê. Essa é a grande questão colocada por Werneck Sodré, quando ele diz que (1966:2):

A história da imprensa é a própria história do desenvolvimento da sociedade capitalista. O controle dos meios de difusão de idéias e de informações que se verifica ao longo do desenvolvimento da imprensa é reflexo da sociedade capitalista e o traço que comprova esta ligação dialética se constata na influência que a difusão impressa exerce sobre o comportamento das massas e dos indivíduos.

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